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Quem Vendeu A Petrobras?

Qual governo quebrou a Petrobras?

Nos últimos anos dos governos petistas, parte da imprensa começou a indicar o represamento de preços dos combustíveis como o vilão pelo alto endividamento; especialistas rebatem esse argumento – De um lado, a empresa mais valiosa da América Latina, que descobriu a maior reserva de petróleo deste século.

De outro, o centro de denúncias de corrupção, um dos focos preferidos de fake news e o principal alvo do pacote de privatizações do governo de Jair Bolsonaro (PL). Essa é a Petrobrás, responsável por uma grande parcela do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e constante centro de manobras políticas e especulações.

A principal delas começou a ser divulgada em 28 de abril de 2016, quando os maiores jornais do país publicaram com destaque uma coluna do jornalista Carlos Alberto Sardenberg sentenciando: “quebraram a estatal”, em alusão às gestões dos governos petistas à frente da empresa.

Sem números que justificassem a afirmação, ele continuou: “a Petrobrás só não está em pedido de recuperação judicial porque é estatal.” A partir daí, quem usa as redes sociais, mesmo que eventualmente, começou a se deparar com uma enxurrada de postagens reiterando a quebra da petrolífera. A responsabilidade era atribuída ao endividamento e a política de preços implantada nos governos da petista Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016.

Mas o que de concreto existe nessas acusações? Os governos do PT realmente quebraram a Petrobrás? “Essa é uma fake news reproduzida de maneira sistemática na sociedade, provocada pela Operação Lava Jato e pelas forças conservadoras, com o objetivo de destituir Dilma, prender Lula, abrir caminho para entregar o pré-sal para grandes petrolíferas estrangeiras e submeter a política de óleo e gás aos interesses internacionais”, defende o coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), William Nozaki.

O argumento é baseado em fatos: em 2015, tido como um dos piores anos para a Petrobrás, a empresa emitiu US$ 2,5 bilhões em títulos no mercado internacional, com prazo de 100 anos e taxa de retorno aos investidores de 8,45% ao ano. Poucas horas depois, a operação havia atraído mais de US$ 10 bilhões junto aos aplicadores.

Ela foi coordenada por dois dos principais bancos do mundo, o Deutsche Bank e o JP Morgan. Além disso, entre 2007 e 2015, as principais agências de classificação de risco do mundo avaliaram a empresa sempre com notas elevadas, indicando confiabilidade para o mercado.

Essas classificações são um indicativo da capacidade futura e a responsabilidade jurídica de uma empresa efetuar os pagamentos previstos dentro do prazo. “Isso aconteceria se a Petrobrás não tivesse uma saúde financeira sólida?”, questiona o diretor da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Cláudio Oliveira.

“Não foi necessário um acordo judicial nem aportes do Tesouro Nacional para manter a Petrobrás, como a imprensa propagava na época. Pelo contrário, ela terminou o ano de 2015 recebendo ativos e adiantando pagamentos.” Naquele ano, a proporção entre o ativo corrente e o passivo corrente da empresa era de 1,52, o que significa que para cada R$ 1 que a empresa deveria pagar aos credores nos próximos 12 meses, ela tinha em caixa mais R$ 0,52, segundo o balanço comercial da própria companhia, de 2015.

Quem comprou a Petrobras no Brasil?

Conteúdo investigado : Post no Facebook afirma que “Petrobras não é mais do Brasil” e usa como argumento uma notícia afirmando que o investidor George Soros comprou ações da estatal. O conteúdo tenta associar tal informação ao aumento de preços pagos pelo brasileiro nos postos de combustíveis.

  • Onde foi publicado : Facebook.
  • Conclusão do Comprova : É enganoso o post no Facebook que destaca título de reportagem informando que o bilionário George Soros comprou mais de R$ 1 bilhão em ações da Petrobras e que a companhia “não é mais do Brasil”.
  • O conteúdo está fora de contexto e tenta fazer o leitor acreditar que a compra de ações é responsável pela política de preços da companhia.

A publicação também não explica que Soros vendeu, após negociações ao longo de 8 anos, todas suas ações da Petrobras em 2016. De qualquer forma, mesmo que o investidor continuasse com os papéis, isso não faria dele controlador da empresa brasileira. O controle da petrolífera pertence ao governo federal, que detém mais de 50% das ações ordinárias da companhia.

A Petrobras é uma empresa de capital aberto e seu estatuto social a define como uma sociedade de economia mista, sob controle da União com prazo de duração indeterminado. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

Alcance da publicação : O post foi compartilhado 1,4 mil vezes no Facebook e teve mais de 1,1 comentários e curtidas até 29 de junho. O que diz o autor da publicação : A autora da publicação não respondeu ao questionamento do Comprova até o fechamento desta checagem.

Quem abriu o capital da Petrobras?

A abertura maciça de capital, no entanto, só ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso : primeiro em 1997 – quando 180 milhões de ações foram vendidas na Bolsa de São Paulo – e depois em 2000 – quando a empresa passou a negociar papéis na Bolsa de Nova York.

Quanto foi o prejuízo da Petrobras no governo do PT?

Cálculo desconsidera o pagamento de dividendos a acionistas; ações ordinárias e preferenciais tiveram alta no período Empresa valia R$ 363,9 bilhões na 6ª feira (12.mai.2023) Hamilton Ferrari Paulo Silva Pinto 15.mai.2023 (segunda-feira) – 13h09 A Petrobras perdeu R$ 84,8 bilhões em valor de mercado desde o resultado do 2º turno das eleições presidenciais –cálculo desconsidera o pagamento de dividendos a acionistas. Passou de R$ 448,7 bilhões em 28 de outubro de 2022 para R$ 363,9 bilhões na 6ª feira (12.mai.2023).

Apesar da queda, os preços das ações subiram no período: as ordinárias tiveram alta de 1,62% desde 28 de outubro, enquanto as preferenciais subiram 3,45%. A valorização das ações se deve ao pagamento de dividendos da empresa. A empresa quando distribui a remuneração aos acionistas precisa tirar dinheiro do caixa e, com isso, os preços das ações são ajustados excluindo o valor dos dividendos.

O levantamento foi feito por Einar Rivero, head comercial da TradeMap, a pedido do Poder360, No 1º dia útil depois do 2º turno, a estatal teve uma desvalorização de R$ 34,2 bilhões, para R$ 414,5 bilhões. A queda nas ações da empresa na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) se intensificou, quando passou a ser avaliada a R$ 301 bilhões em 14 de dezembro do ano passado. Quem Vendeu A Petrobras Em termos percentuais, a queda no valor de mercado da Petrobras após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi de 18,9% até 6ª feira (12.mai.2023). O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 5,30% no mesmo período. A Petrobras recuperou parte das perdas em 2023. O valor de mercado subiu de R$ 345,9 bilhões em 30 de dezembro para R$ 363,9 bilhões na 6ª feira (12.mai). Quem Vendeu A Petrobras As ações preferenciais da companhia caíam 2,68% às 11h50 desta 2ª feira (15.mai.2023). As ordinárias recuavam 3,17%. A Petrobras discutirá a metodologia de preços da gasolina e diesel nesta semana. As mudanças precisam do aval da diretoria executiva da estatal. Segundo comunicado, eventuais mudanças ” estarão pautadas em estudos técnicos “.

Por que a Petrobras caiu tanto?

Nova política de preços no radar O câmbio é um dos pontos que tem contrabalanceado os ganhos do petróleo no mercado internacional e fazendo com que a estatal não eleve os preços.

O que foi feito no governo Lula em 2023?

Educação – Em fevereiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula anunciou que o governo federal iria reajustar o valor de bolsas de estudo em doutorado, mestrado, graduação e pesquisas, em evento no Palácio do Planalto, no dia 16/02, Em abril de 2023, mediante forte pressão externa, o governo, por meio do Ministério da Educação, anunciou a suspensão do Novo Ensino Médio.

O que já mudou com o governo Lula?

No primeiro mês de seus novo governo, Lula mostrou ser um presidente da República disposto a trabalhar incansavelmente para a reconstrução e a união do Brasil. Desde o primeiro dia, logo após a posse, as primeiras medidas foram anunciadas, com ações na área do meio ambiente, da educação e da segurança pública.

Quem foi que criou o Bolsa Família?

Presidente Lula participa da celebração dos 20 anos de criação do Bolsa Família Info Notícias AVISO DE PAUTA Cerimônia ocorre nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, a partir das 11h, no auditório do subsolo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

  • Presidente Lula da Silva participa ao vivo, por videoconferência Superação da pobreza e transformação social.
  • Com esses alicerces, o Governo Federal criou o Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda do país, reconhecido internacionalmente por já ter tirado milhões de famílias da fome.

São 20 anos de conquistas fundamentais.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Bolsa Família busca integrar políticas públicas, fortalecendo o acesso das famílias a direitos básicos como saúde, educação e assistência social.Para honrar e celebrar as histórias de vida modificadas pelo programa, o Governo Federal promove, nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, a cerimônia que celebra os 20 anos de criação do Bolsa Família, a ser realizada no auditório do subsolo do MDS, a partir das 11h, com a presença do ministro Wellington Dias e de secretários nacionais, além de participação ao vivo, por videoconferência, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.O credenciamento de imprensa será realizado pelo e-mail:,

Em que governo a Petrobras foi privatizada?

Enquanto governos cortam impostos para tentar reduzir o preço dos combustíveis, o de Jair Bolsonaro (PL) se esforçou para vender uma empresa que poderia contribuir para conter a alta. O resultado? os postos ligados à antiga BR Distribuidora, privatizada por Bolsonaro, vendem hoje a gasolina mais cara de São Paulo e de sete capitais.

A BR Distribuidora era uma subsidiária da Petrobras. Ela foi privatizada em duas etapas durante este governo, em 2019 e 2021. Passou a se chamar Vibra Energia, mas ainda utiliza em seus postos a marca BR, historicamente vinculada à Petrobras. Dois postos com essa marca vendem gasolina pelo maior preço apurado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na cidade de São Paulo durante a semana entre os dias 10 e 16 deste mês: R$ 7,49 por litro.

Ambos ficam em Santa Cecília, na região central da capital. Leia mais: Juca Abdalla, o banqueiro que lucra com a privatização da Eletrobras e administrará a Petrobras A ANP realiza pesquisas semanais sobre preços dos combustíveis em todo Brasil. Em seu último levantamento, a agência coletou dados em 140 postos da capital paulista.

  1. Os sete com preço mais alto eram postos Vibra.
  2. Os postos Vibra, na média, vendem gasolina R$ 6,31 por litro –maior valor entre todas as bandeiras.
  3. Isso é 5% a mais do que a média geral da capital paulista: R$ 5,99.
  4. Ainda segundo a ANP, entre 23 de junho e 16 de julho, o preço médio da gasolina em São Paulo ficou em R$ 6,29.
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Nos postos Vibra, R$ 6,59. :: Eleições de 2022 devem definir privatização ou preservação de estatais :: Outras capitais Dados da ANP indicam que, em 16 capitais das 27 capitais do país, os postos de bandeira Vibra têm preços médios acima da média local verificada entre os dias 10 e 16.

São elas Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Porto Velho (RO), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP), Vitória (ES), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Maceió (AL), Porto Alegre (RS) e São Luís (MA). Em oito dessas capitais, a média de preço dos postos da antiga BR Distribuidora é a maior entre todas as bandeiras.

Isso acontece em Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Recife, São Paulo, Florianópolis, Maceió e São Luís. Leia mais: Em menos de quatro anos com Bolsonaro, combustível sobe quase o mesmo que em 13 de PT Em Recife, por exemplo, 30 postos tiveram seus preços coletados pela ANP na última semana.

A média local do custo da gasolina era de R$ 6,63 por litro. Os postos Vibra vendiam o combustível por R$ 6,72, em média. Os seis postos com gasolina mais cara do Recife eram Vibra. Já em São Luís, os três postos com a gasolina mais cara são Vibra. Lá, os postos com bandeira da distribuidora cobram, em média, R$ 6,44 pelo litro da gasolina.

A média local do preço do combustível é de R$ 6,32. Interesses privados Os preços nos postos vinculados à Vibra, ex-BR Distribuidora, estão acima da média do mercado nas capitais justamente no momento em que o governo age para reduzi-los. :: Bolsonaro usa privatizações para reconquistar apoio de ricos na campanha eleitoral :: Bolsonaro sancionou no último dia 23 a Lei Complementar 194/2022, que zera a cobrança de impostos federais sobre a gasolina e limita a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis por estados.

Quando a lei foi sancionada, o litro da gasolina no país custava R$ 7,39 por litro no país, segundo a ANP. O Ministério das Minas e Energia (MME) realizou cálculos sobre o impacto da nova legislação e estimou que o preço da gasolina deveria cair para R$ 5,84, na média –uma redução de 24%. O combustível, no entanto, ainda é vendido por R$ 6,07.

O preço não caiu o prometido, em parte, porque os postos ligados à Vibra vendem gasolina mais cara. A BR foi fundada em 1971 para que o governo pudesse atuar no mercado de distribuição de combustíveis. Esse poder de intervenção acabou com a privatização.

Sob interesses privados, hoje é o governo quem depende da Vibra para que a desoneração dos combustíveis seja repassada aos preços e beneficie os consumidores. Leia mais: Enquanto Brasil privatiza, França vai nacionalizar maior empresa de energia elétrica do país “A BR Distribuidora tinha preços mais baixos e, por isso, forçava outras distribuidoras a segurar seus preços também”, explicou Rosangela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras.

“Hoje, a empresa age em busca do lucro e define seus preços conforme condições de mercado.” O economista Eric Gil Dantas, do Observatório Social do Petróleo (OSP), ratifica esse caráter regulador da antiga BR, o qual o Bolsonaro abriu mão ao privatizar a empresa.

Segundo ele, se a empresa ainda fosse estatal, certamente repassaria de forma rápida e integral a desoneração de impostos sobre combustíveis aos consumidores. Procurada pelo Brasil de Fato, a Vibra Energia informou que “já iniciou os repasses da redução dos impostos para toda sua rede de postos e demais clientes e continuará a fazê-los na medida em que seus estoques forem renovados”.

A empresa ressaltou que a definição do preço final do combustível cabe aos postos, não a ela. Edição: Rodrigo Durão Coelho

Porque a BR virou vibra?

A BR Distribuidora passará a se chamar Vibra Energia, mas manterá a atual identidade visual e o símbolo BR em sua rede de 8,3 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, além de manter outras marcas de produtos e serviços, conforme comunicado enviado pela empresa ao mercado nesta quinta-feira (19).

  • O movimento ocorre após a Petrobras ter vendido sua fatia remanescente na maior distribuidora de combustíveis do país, no fim de junho.
  • A companhia passa atualmente por um processo de transformação organizacional e cultural e “caminha para a transição energética”, entrando em novos mercados, como a comercialização de energia elétrica.

A manutenção do símbolo BR nos postos, segundo a distribuidora, ocorre pois a Vibra é licenciada da marca Petrobras, Outras marcas já conhecidas pelo mercado também serão mantidas. Em lubrificantes, a Vibra é líder de mercado com a linha Lubrax, que tem mais de 600 itens para aplicações automotivas, industriais, marítimas e ferroviárias.

  1. Na conveniência, a empresa atua com a marca BR Mania nos postos, onde há ainda os centros de lubrificação automotiva chamados Lubrax+.
  2. Com a marca BR Aviation, a companhia abastece aeronaves em mais de 90 aeroportos brasileiros.
  3. Já no mercado de energia, a Vibra atua por meio da comercializadora Targus, da qual possui 70%.

A Vibra destacou ainda que sua estrutura logística permite presença em todas as regiões do país e que a empresa conta com um portfólio de mais de 18 mil grandes clientes corporativos, em segmentos como aviação, transporte, comércio, indústrias eletrointensivas, produtos químicos, supply house e agronegócio.

Quem vendeu as ações da Petrobras para os Estados Unidos?

O que é um ADR? – American Depositary Receipt (ADR) é um certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos. Muitas empresas brasileiras têm suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) através deste instrumento.

Em que ano foi vendido as ações da Petrobras?

Venda de ações da Petrobras foi mau negócio 2009, Ano 6, Edição 54 – 30/10/2009 Carlos Alvares da Silva Campos Neto O Brasil está vivendo a sonhada auto-suficiência na produção de petróleo. É uma vitória histórica da sociedade brasileira e da competência da Petrobras. Há trinta anos atrás era considerado pelos técnicos do setor, dadas as condições geológicas do País, muito improvável que o Brasil se tornasse um forte produtor de petróleo. A Petrobras pesquisou, prospectou e descobriu petróleo na bacia sedimentar da costa brasileira. Partiu para desenvolver tecnologia que permitisse extrair petróleo de águas profundas, conquistou lugar de destaque no cenário mundial, detendo tecnologia de ponta. Agora o País enfrenta um novo paradigma resultante das perspectivas alvissareiras oriundas da descoberta da chamada camada pré-sal. Os reflexos econômicos do crescimento da produção nacional de petróleo são evidentes,destacadamente, quando examinados o seu significado para a balança comercial brasileira. Em 1954, ano em que a Empresa começou a operar, a produção nacional era de apenas 2,663 milhares de barris/dias (b/d). Em 1979, quando da crise internacional do petróleo, a produção era de 165,4 milhares b/d. Em 2008 atingiu a média diária de 1,855 milhão de barris, com produção nacional e 2,400 milhões de b/d incluindo o restante dos países onde opera. Lembremo-nos dos reflexos sobre a economia brasileira dos choques do petróleo de 1973 (saldo da balança comercial de 1974 negativo em 4,690 bilhões de dólares) e 1979 (saldo negativo de US$ 2,839 bilhões). Desde 2005, a balança comercial da Petrobras de exportação e importação de petróleo e derivados tem sido positiva, devido ao aumento das exportações de alguns derivados e de petróleo pesado. A crise econômica de 2008 e as alterações verificadas nos preços internacionais do petróleo e no próprio mercado consumidor alteraram o resultado da balança comercial da Empresa, que apresentou um déficit de US$ 928 milhões (óleos e derivados). Vivemos, ao longo de toda a década dos 90, sob a égide da ideologia do estado mínimo. Sob esse prisma, as empresas estatais eram vistas como ineficientes (quase que por definição) que, pelos maus resultados operacionais apresentados, recorriam a recursos fiscais, impactando negativamente o déficit público. A privatização das empresas públicas seria a melhor solução: o governo venderia empresas ineficientes, deixaria de ser produtor e com os recursos arrecadados reduziria a dívida pública e investiria em setores cruciais. Na prática, apesar da concretização do processo de privatização em vários setores da indústria brasileira, esses resultados nunca foram alcançados. Até pelo contrário: a dívida pública explodiu e os investimentos em infra-estrutura minguaram. No ano de 2000, o governo federal tomou a decisão de realizar mais um péssimo negócio: vender parte das suas ações na Petrobras. Assim foi feito, em agosto daquele ano. Vendeu-se 28,48% das ações ordinárias, com arrecadação para o Tesouro Nacional de 7,2 bilhões de reais, em valores correntes e US$ 3,4 bilhões em valores de 2008. O mercado, muito inteligentemente, jogou para baixo o valor das ações da Petrobras nos dias que antecederam ao leilão. À época, o Boletim de Política Industrial do Ipea (nº 12, dezembro de 2000) divulgou que “a demanda, tanto brasileira quanto externa, foi duas vezes maior que o número de ações ofertadas, o que forçou o BNDES a promover cortes nos pedidos dos investidores nacionais e estrangeiros. O preço ficou em R$ 43,07, ou US$ 24 no exterior, por lote de mil ações. Do total das ações vendidas, 60,3% foi para o mercado externo e 39,7 % para o mercado interno. A valorização das ações negociadas no mercado interno nos primeiros trinta dias chegou à casa dos 50%” (grifo nosso). Observou-se que, desde então, o lucro líquido da Companhia tem crescido ano a ano, o que significa que a cada período contábil o Tesouro deixa de receber mais e mais dividendos pelo mau negócio realizado à época. O lucro líquido da Companhia passou de R$ 4,67 bilhões1, em 2000, para R$ 33,00 bilhões em 2008, crescimento de 607% em termos reais no período. Com base nos dados dos balanços da Petrobras foi possível quantificar o quanto o governo federal deixou de arrecadar2, entre 2000 e 2008, em dividendos distribuídos: foram R$ 11,8 bilhões em valores de 2008. Nunca me pareceu que as empresas estatais rentáveis sejam mal administradas, embora passíveis de injunções políticas. Vendê-las, da forma como foram vendidas, é crime de lesa-pátria. A venda de participação acionária da Petrobras foi, com certeza, um mau negócio para a sociedade e para a economia brasileiras. De alguma forma esta venda acionária volta a onerar o Tesouro, na medida em que um dos quatro projetos de lei sobre o marco regulatório para o pré-sal trata da questão da capitalização da Empresa. Carlos Alvares da Silva Campos Neto é técnico de planejamento e pesquisa do Ipea _ 1 Todos os valores apresentados são constantes, corrigidos pelo IGP-M médio de 2008.2 Em relação aos 28,48% das ações vendidas.
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Quanto a Petrobras perdeu depois que Lula ganhou?

Última atualização em 14 de dezembro de 2022 às, 12h30. A Petrobras (PETR4) já perdeu R$ 117,6 bilhões em valor de mercado desde vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Quanto a Petrobras perdeu com a fala do Lula?

As ações ordinária e preferencial da Petrobras registraram queda de mais de 6% nesta segunda-feira (2), após falas do recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Petrobras ON ( PETR3 ) e Petrobras PN ( PETR4 ) encerraram o dia com perdas de 6,67% e 6,45%, respectivamente. Receba, em primeira mão, as principais notícias da CNN Brasil no seu WhatsApp! Inscrever-se O Ibovespa também fechou em queda neste primeiro pregão de 2023, em meio às declarações e medidas do presidente sobre o rumo da economia durante o seu governo. Investidores também seguem de olho na atuação do futuro presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, à frente da companhia.

  1. O ex-senador chegou a afirmar que há uma necessidade de que o Ministério da Fazenda participe das discussões sobre política de preços da estatal,
  2. Como esse produto (petróleo) é um produto fundamental para economia e mexe com economia como um todo, há uma necessidade também de que o Ministério da Fazenda participe dessa composição.

Então, primeiro lugar, não há como a política de preços no dia um, no dia dois”, disse. Prates também ressaltou que a política de preços não é algo que possa ser decidido em “um dia ou dois” e que a solução, após discussões com o setor, pode passar por uma referência regional de preços.

Quanto a Petrobras perdeu com a posse de Lula?

A Petrobras ( PETR3 / PETR4 ) acumulou perda de R$ 54 bilhões em valor de mercado nesta semana, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidencias, A estatal terminou a semana valendo R$ 395 bilhões, após suas ações ordinárias e preferenciais terem caído 11,4% e 13,5%, respectivamente.

  • No mercado, investidores temem que a política de paridade internacional de preços da Petrobras seja ameaçada sob o futuro governo petista — o que poderia reduzir o potencial de lucro da companha e, consequentemente, os dividendos pagos aos acionistas, inclusive ao governo.
  • Continua após a publicidade A desvalorização da Petrobras ocorreu na contramão da bolsa brasileira, que subiu 3,16% no período, puxada pela entrada de investidores estrangeiros.

Mas a grande diferença de desempenho da semana foi dentro do setor de petróleo, onde o mercado migrou suas apostas para petrolíferas privadas, blindadas do ambiente político. Quem mais se beneficiou foi a 3R ( RRRP3 ), com cerca de 2,5% do tamanho da Petrobras, que disparou 17,8% na semana.

A maior entre as petrolíferas privadas, a PetroRio ( PRIO3 ) saltou 9,5% no período e a PetroRecôncavo ( RECV3 ), 16,4%. O petróleo também subiu na semana, com alta de mais de 5%, embalado pela expectativa de maior demanda em meio a rumores de queda de restrições à covid-19 na China. Mas incertezas associadas ao que será da companhia no futuro governo têm mantido investidores cautelosos já há algum tempo.

Somadas às perdas da semana anterior, quando pesquisas mantiveram Lula na liderança pela corrida eleitoral, as ações da Petrobras desabaram 25%. Thalles Franco, gestor da RPS Capital, contou que detinha posições relevantes em ações da Petrobras, mas que desmontou suas apostas na companhia antes mesmo do primeiro turno.

“Reduzimos a posição para ficar com pouco risco para o evento. Agora, com o cenário mais claro e Lula eleito, definitivamente, não vamos voltar a ter estatais na carteira por um tempo. Pelas próprias declarações do Lula, o governo poderá usar as estatais para políticas sociais, o que é muito ruim para o acionista minoritário”, afirmou.

Nem mesmo o forte resultado do terceiro trimestre da Petrobras, apresentando na noite de quinta-feira, 3, salvou as ações da estatal, que sofreram uma nova baixa nesta sexta-feira, 4. No terceiro trimestre, a companhia apresentou lucro líquido de R$ 46 bilhões, 48% acima do registrado no mesmo período do ano passado, com alta anual de 40% da receita para R$ 170 bilhões.

“Os bons números já eram esperados em função do preço ainda elevado do petróleo no mercado internacional e pelo real depreciado. A maior dúvida segue sendo se a política de preços da Petrobras será mantida nos próximos anos”, disse em relatório Gabriel Gracia, analista da Guide Investimentos. Assine a EXAME e fique por dentro das principais notícias que afetam o seu bolso.

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Quanto foi a queda da Petrobras?

Queda das ações preferenciais da Petrobras foi a maior desde dezembro de 2022 A queda das ações preferenciais (PN) da nesta segunda-feira (23) foi a maior desde 14 de dezembro de 2022, quando os ativos registraram recuo de 7,93%, conforme levantamento do Valor Data,

Hoje, os ativos PN tiveram perdas de 6,61%, para R$ 35,35. A última maior queda das ações ordinárias, por sua vez, havia sido em 2 janeiro de 2023, quando recuaram 6,67%. Os ativos hoje despencaram 6,03%, cotados em R$ 38,35. No acumulado do ano, contudo, as ações têm ganhos de 78,6% (PN) e 65,77% (ON).

O giro financeiro da Petrobras na sessão desta segunda-feira, somando as ações preferenciais e ordinárias, foi de R$ 4,5 bilhões, cerca de 1,5 vez o montante registrado na última sexta-feira. Só os papéis preferenciais movimentaram hoje R$ 3,7 bilhões, enquanto os ordinários giraram cerca de R$ 810 milhões.

A Petrobras perdeu R$ 32,3 bilhões em valor de mercado no pregão de hoje, para R$ 483,4 bilhões, após anunciar que vai mandar proposta aos acionistas para reformar o estatuto social. A estatal pretende excluir vedações para a indicação de administradores prevista na Lei das Estatais, consideradas inconstitucionais perante o Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão monocrática do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

O conselho também aprovou a criação de uma reserva de remuneração de capital, cujo valor ainda não foi definido, para assegurar recursos a pagamentos de dividendos, recompra de ações, absorção de prejuízos e incorporação ao capital social. Para a XP Investimentos, os anúncios feitos pela Petrobras representam um retrocesso na governança corporativa da empresa.

O Goldman Sachs também ressalta, em relatório, que a proposta formulada pelo conselho de administração da Petrobras sobre uma possível criação de reserva de capital aumenta incertezas em torno do pagamento de dividendos extraordinários. O conselheiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), Charles Putz, avalia que a alteração no estatuto social da companhia acende alerta para o risco de abuso de controle acionário e desvios de propósito.

“Nos parece que os motivos não são proteger ou melhorar a empresa, nem agradar ao conjunto de seus stakeholders, mas sim desvirtuar as suas atribuições atendendo às conveniências momentâneas do governo e agradando a determinados políticos”, diz. Quem Vendeu A Petrobras Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos — Foto: Paulo Roberto Pagot/Agência Petrobras : Queda das ações preferenciais da Petrobras foi a maior desde dezembro de 2022

Quanto a Petrobras vai pagar de dividendos em 2023?

A Petrobras anunciou o pagamento de R$ 14,9 bilhões em dividendos como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2023. O valor é equivalente a R$ 1,149304 por ação ordinária e preferencial, que será pago em duas parcelas, conforme afirmou a companhia em nota enviada ao mercado. Receba, em primeira mão, as principais notícias da CNN Brasil no seu WhatsApp! Inscrever-se A primeira parcela, no valor de R$ 0,574652 por papel, será paga em 21 de novembro de 2023. Enquanto a segunda parcela, no valor de R$ 0,574652 por ação, vai ser depositada em 15 de dezembro de 2023. O anúncio foi declarado com base no balanço do segundo trimestre deste ano, entre abril e junho.

  1. A Petrobras registrou lucro de R$ 28,8 bilhões no segundo trimestre, um recuo de 47% ante o mesmo período do ano anterior, em meio a uma queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
  2. O preço médio do petróleo tipo Brent ficou em R$ 78,39 dólares por barril entre abril e junho, queda de 31,1% versus um ano antes.
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Já o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 56,7 bilhões no segundo trimestre, queda de 42,3% ante o mesmo período de 2022. Segundo a Petrobras, o modelo de remuneração ao acionista proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, anunciado no último dia 28 de julho.

Quantos por cento a Petrobras caiu?

Lucro da Petrobras cai 47% com petróleo mais barato e nova política de preços do PT A fechou o segundo trimestre de 2023 com lucro de R$ 28,8 bilhões, queda de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo os menores preços do petróleo e dos combustíveis vendidos pela estatal.

Foi o primeiro resultado trimestral anunciado também após a mudança na política comercial da Petrobras, que deixou de seguir o conceito de paridade de importação, que estima quanto custaria para trazer os produtos ao país. A mudança era promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a dizer que havia a necessidade de “abrasileirar” os preços dos combustíveis.

A empresa vem operando com defasagem desde então, na última semana. Quem Vendeu A Petrobras Logotipo da Petrobras no edifício sede da companhia, no centro do Rio de Janeiro. – REUTERS

O cenário difere dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), quando a empresa tentou acompanhar mais de perto as cotações internacionais —ao menos até o período eleitoral de 2022, quando voltou a represar preços—, gerando grandes críticas da oposição e de líderes do PT.Com preços alinhados ao mercado externo e a escalada do petróleo após a pandemia, a estatal registrou lucros recordes e também distribuiu dividendos recordes, o que gerou críticas não só da oposição, mas também do ex-presidente Bolsonaro, e levou,No segundo trimestre de 2023, a Petrobras vendeu sua cesta de combustíveis a um preço médio de R$ 475,28 por barril, o menor desde o terceiro trimestre de 2021, em valores corrigidos pela inflação.

Com os menores preços de derivados e o petróleo Brent 31,1% mais barato do que no segundo trimestre de 2022, a receita da Petrobras caiu 33,4%, para R$ 113,8 bilhões. O Ebitda, indicador que mede a geração de caixa, recuou 22%, para R$ 56,7 bilhões. O balanço divulgado nesta quinta-feira (3) mostra os efeitos da nova política comercial sobre o desempenho da companhia.

Responsável pela produção e venda de derivados, a área de refino teve margem de 8%, a menor desde o período mais crítico da pandemia da Covid. A receita com venda de derivados caiu 17% no período, segundo a empresa, acompanhando a queda das cotações internacionais. O lucro da área de refino caiu 87,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para R$ 1,6 bilhão.

Já a área de exploração e produção, responsável pela extração e venda de petróleo, teve queda de 50% no lucro, para R$ 26,4 bilhões. A Petrobras diz que a queda do lucro na área de refino reflete recuo de 40% nas margens internacionais da produção de diesel, “parcialmente compensadas por maiores volumes de venda no mercado interno de gasolina, tendo em vista a maior competitividade com o etanol”. Quem Vendeu A Petrobras O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates – Eduardo Anizelli – 23.jun.23/Folhapress Com preços mais competitivos, a Petrobras atingiu o maior patamar de vendas de gasolina em seis anos, roubando mercado do etanol, e se viu para abastecer seus clientes.

Foi o segundo balanço divulgado na gestão Jean Paul Prates. No primeiro trimestre de 2023, e anunciou a distribuição 24,7 bilhões em dividendos, ainda sob a regra antiga. “A Petrobras apresentou uma performance financeira e operacional consistente no segundo trimestre, mantendo sua rentabilidade de maneira sustentável e com total atenção às pessoas”, disse Prates, no texto que acompanha o balanço.

“Vamos seguir trabalhando, focados no presente, mas também de olho no futuro, preparados para a transição energética justa e investindo no futuro da companhia e do Brasil.” A Petrobras fechou o trimestre com dívida bruta de US$ 58 bilhões, alta de 8,7% em comparação com o trimestre anterior.

Segundo a empresa, o aumento foi provocado por contratos de arrendamentos de duas plataformas de produção no pré-sal. No ano, a estatal acumula lucro de R$ 66,9 bilhões, queda de 32,3% em relação ao verificado em igual período de 2022. A receita de vendas da companhia acumulada no período caiu menos, 19,1%, para 252,9 bilhões.

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Qual era a dívida da Petrobras?

Petrobras (PETR4) tem R$ 35 bilhões em dívida com a União por 05/10/2023 15:11 Atualizado em: 05/10/2023 19:41 Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostram que a é a empresa brasileira com o maior patamar de dívidas em fase de pela União. Quem Vendeu A Petrobras Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação

  • Conforme dados compilados pelo órgão e divulgados pelo Estadão, a Petrobras soma R$ 34,9 bilhões em dívidas desse teor.
  • O patamar é mais do que o triplo da segunda colocada no ranking, segundo os dados da PGFN – a, que soma R$ 9,5 bilhões.
  • Seis das dez empresas que têm as maiores cifras em dívidas com a União são públicas – ou seja, listadas em Bolsa e com dados financeiros amplamente divulgados.

Quanto foi a queda da Petrobras?

Queda das ações preferenciais da Petrobras foi a maior desde dezembro de 2022 A queda das ações preferenciais (PN) da nesta segunda-feira (23) foi a maior desde 14 de dezembro de 2022, quando os ativos registraram recuo de 7,93%, conforme levantamento do Valor Data,

Hoje, os ativos PN tiveram perdas de 6,61%, para R$ 35,35. A última maior queda das ações ordinárias, por sua vez, havia sido em 2 janeiro de 2023, quando recuaram 6,67%. Os ativos hoje despencaram 6,03%, cotados em R$ 38,35. No acumulado do ano, contudo, as ações têm ganhos de 78,6% (PN) e 65,77% (ON).

O giro financeiro da Petrobras na sessão desta segunda-feira, somando as ações preferenciais e ordinárias, foi de R$ 4,5 bilhões, cerca de 1,5 vez o montante registrado na última sexta-feira. Só os papéis preferenciais movimentaram hoje R$ 3,7 bilhões, enquanto os ordinários giraram cerca de R$ 810 milhões.

  • A Petrobras perdeu R$ 32,3 bilhões em valor de mercado no pregão de hoje, para R$ 483,4 bilhões, após anunciar que vai mandar proposta aos acionistas para reformar o estatuto social.
  • A estatal pretende excluir vedações para a indicação de administradores prevista na Lei das Estatais, consideradas inconstitucionais perante o Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão monocrática do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

O conselho também aprovou a criação de uma reserva de remuneração de capital, cujo valor ainda não foi definido, para assegurar recursos a pagamentos de dividendos, recompra de ações, absorção de prejuízos e incorporação ao capital social. Para a XP Investimentos, os anúncios feitos pela Petrobras representam um retrocesso na governança corporativa da empresa.

  • O Goldman Sachs também ressalta, em relatório, que a proposta formulada pelo conselho de administração da Petrobras sobre uma possível criação de reserva de capital aumenta incertezas em torno do pagamento de dividendos extraordinários.
  • O conselheiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), Charles Putz, avalia que a alteração no estatuto social da companhia acende alerta para o risco de abuso de controle acionário e desvios de propósito.

“Nos parece que os motivos não são proteger ou melhorar a empresa, nem agradar ao conjunto de seus stakeholders, mas sim desvirtuar as suas atribuições atendendo às conveniências momentâneas do governo e agradando a determinados políticos”, diz. Quem Vendeu A Petrobras Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos — Foto: Paulo Roberto Pagot/Agência Petrobras : Queda das ações preferenciais da Petrobras foi a maior desde dezembro de 2022

Quem colocou acionistas na Petrobras?

Os acionistas privados (e estrangeiros) estão se apropriando da maior empresa do país, mas ela ainda pertence ao povo brasileiro – Qual o poder que o governo federal tem sobre a Petrobrás? Quem de fato manda na empresa? O Estado ou os acionistas privados? Dúvidas como estas são cada vez mais frequentes diante de tantos questionamentos em relação à política de preços dos combustíveis e à distribuição recorde de dividendos bilionários.

Enquanto os acionistas acumulam recordes de ganhos no governo Bolsonaro, a população paga uma das gasolinas mais caras do planeta, o botijão de gás de cozinha custa mais de R$ 130,00 e a inflação dispara. O atual presidente da República tenta tirar o corpo fora do problema, mas, apesar do desmonte que a Petrobrás vem sofrendo, 50,3% das ações ordinárias da empresa, aquelas com direito a voto, ainda pertencem ao Estado brasileiro.

Portanto, tudo o que acontece na Petrobrás tem o aval do governo Bolsonaro, que, por ser o acionista controlador, é quem indica o presidente da empresa, a maioria do Conselho de Administração e a Diretoria Executiva da estatal.

O que o Lula vai fazer com a Petrobras?

A proposta, segundo o Inesc, converge com o interesse da Petrobras, por exemplo, de perfurar poço na bacia da Foz do Amazonas em busca de reservas de petróleo. A pesquisa depende de aval do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o que não ocorreu.