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Quando Eu Vou Morrer?

Qual é a sensação de estar morto?

Experiência de quase morte (EQM) – A experiência de quase morte (EQM) é caracterizada por uma redução do fluxo sanguíneo cerebral, que afeta principalmente uma estrutura chamada lobo parietal. Segundo Gomes, do ponto de vista neuronal, o baixo fluxo sanguíneo não é suficiente para provocar um acidente vascular cerebral com lesão irreversível das células, porém mantém algum grau de consciência, de maneira que existe memória sobre a experiência.

  1. É muito comum o relato da percepção de um túnel com uma luminosidade no final e uma sensação de bem-estar provavelmente provocada pela liberação de neurotransmissores como, por exemplo, derivados de opioides, endorfinas e correlatos”, diz Gomes.
  2. O recrutamento de memórias que tenham um fundo afetivo tem sentido principalmente por que, dessa maneira, o indivíduo entra em um estágio em que as coisas mais importantes do ponto de vista autobiográfico ficam mais em evidência Fernando Gomes, médico neurocirurgião Com a perda temporária de função das diversas regiões cerebrais da experiência de quase morte, a pessoa pode experimentar sensações diversas.

Uma teoria forte é que, com a ativação de regiões do mesencéfalo, uma parte do cérebro, durante situações de grande estresse físico, como uma parada cardíaca, há liberação de noradrenalina. O neurologista Felipe Duarte explica que a noradrenalina está envolvida com a reação ao medo e ao estresse, além de estar conectada com regiões de medeiam a emoção, como a amígdala e o hipocampo.

  • Outros neurotransmissores envolvidos parecem ser os opioides endógenos, produzidos pelo próprio cérebro, e a dopamina.
  • São relatos que pacientes que sobreviveram a uma parada cardíaca e contam de percepções de um extrapolamento da consciência, vendo seu corpo e os cuidados que recebe de fora, passando por uma luz ou um túnel e tendo uma sensação mística, em geral positiva, de conexão com mentais importantes da sua vida e por vezes de escolhas de retornar para a vida terrena Felipe Chaves Duarte, médico neurologista A sensação de que se está experimentando uma experiência fora do corpo existe durante padrões interrompidos de sono, como a paralisia do sono, em que a pessoa está dormindo mas ainda está ciente do mundo externo.

Existe uma região do cérebro entre os lobos temporal e parietal que, quando estimulada, pode causar uma sensação artificial de se estar fora do corpo. “Uma possível explicação para a sensação de estar entrando em um túnel de luz acontece quando existe uma queda de pressão nos vasos que irrigam a retina, que ocorre durante paradas cardíacas”, aponta Duarte.

  1. Emoções positivas como euforia e aceitação são comuns em descrições de experiências de quase morte.
  2. Existem alguns fármacos, como quetamina, que quando administrados podem simular essas sensações.
  3. Ela ocorre ao inibir um receptor neuronal chamado NMDA.
  4. A base neuroquímica para as sensações positivas pode ser semelhante, pois esses receptores são afetados quando animais se percebem em perigo extremo.

Alucinações com pessoas que já faleceram é comum em pessoas com doenças neurodegenerativas, como doença de Parkinson e doença de Alzheimer e falhas em regiões semelhantes podem ocorrer na experiência de quase morte”, detalha Duarte.

Qual o primeiro sinal da morte?

Em algum ponto, decidir não se submeter à ressuscitação cardiorrespiratória Tratamento de primeiros socorros para parada cardíaca (RCP – um procedimento de emergência que restabelece a função cardíaca e pulmonar), é apropriado para quase todas as pessoas que estão em estado terminal e que podem aceitar a morte. Os doentes terminais, familiares e a equipe de cuidados também devem fazer e registrar outras decisões importantes sobre o cuidado médico (tal como se a pessoa em estado terminal deve ser hospitalizada ou usar um ventilador).

  • Frequentemente, implementar essas decisões exige ações específicas (por exemplo, ter os medicamentos em casa, estar pronto para controlar os sintomas).
  • As pessoas em estado terminal e seus familiares também devem ser preparados para os sinais físicos característicos que a morte se aproxima.
  • A consciência pode diminuir.

Os membros começam a esfriar e ganham uma coloração azulada ou com manchas. A respiração pode ficar irregular. Confusão e sonolência podem ocorrer nas últimas horas. As secreções na garganta ou o relaxamento dos músculos da garganta provocam, por vezes, uma respiração ruidosa, denominada o estertor da morte.

O ruído pode ser evitado ao mudar a posição do paciente, limitar a ingestão de líquidos ou usar medicamentos para secar as secreções. Esse tratamento tem como objetivo o conforto da família ou dos prestadores de cuidados, uma vez que a respiração ruidosa ocorre quando o doente terminal já não tem consciência.

O estertor da morte não provoca desconforto para a pessoa em estado terminal. Essa respiração pode continuar por horas e frequentemente significa que a morte ocorrerá em horas ou dias. No momento da morte, pode acontecer que alguns músculos se contraiam e que o peito se mexa como se estivesse respirando.

  1. O coração pode ainda bater alguns minutos depois de se interromper a respiração e pode ocorrer uma breve convulsão.
  2. A menos que o paciente tenha uma doença infectocontagiosa que coloque em risco os outros, os familiares devem ser assegurados de que possam tocar, acariciar e abraçar a pessoa em estado terminal ainda durante alguns momentos depois da morte.

Geralmente, observar o corpo depois da morte é reconfortante para os mais próximos. Os últimos momentos da vida de uma pessoa podem ter um efeito prolongado sobre os familiares, amigos e prestadores de cuidados. Quando possível, a pessoa deve estar em uma área que seja pacífica e sossegada e fisicamente confortável. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Como é o último suspiro da morte?

O último suspiro | Além da Vida | O Dia Sabemos que a morte física (o desencarne) é inevitável. Para os que creem na reencarnação, a verdadeira vida não é a que estamos vivendo, a do plano físico. A vida espiritual sim, é a verdadeira vida, a vida normal do espírito – Paulo Márcio Sabemos que a morte física (o desencarne) é inevitável.

Para os que creem na reencarnação, a verdadeira vida não é a que estamos vivendo, a do plano físico. A vida espiritual sim, é a verdadeira vida, a vida normal do espírito Paulo Márcio Publicado 19/02/2022 00:00 Quase todo mundo tem medo de morrer, mas todos, sem exceção, têm medo de morrer de forma violenta.

É natural que haja esse temor. A morte do corpo físico — o desencarne —, segundo os que creem na reencarnação, — tem interpretações que variam conforme a religião e a educação familiar. Sabemos que a morte física (o desencarne) é inevitável. Para os que creem na reencarnação, a verdadeira vida não é a que estamos vivendo, a do plano físico.

  1. A vida espiritual sim, é a verdadeira vida, a vida normal do espírito.
  2. Nossa passagem por este planeta é transitória.
  3. Aliás, se compararmos a vida neste plano e a vida espiritual, podemos dizer que não conhecemos o verdadeiro significado da vida.
  4. O corpo é o invólucro do espírito que dura um breve período de tempo.

A verdade é que espíritos se sentem livres quando ocorre o desencarne, já que o corpo é como uma âncora que o prende na nossa dimensão. Para muitos, quando se fala da morte do corpo físico, vêm à baila as superstições, as crenças religiosas, as interpretações dos livros ditos sagrados e, às vezes, uma profunda desinformação a respeito da vida espiritual.

O fato é que muitos alimentam seu medo pelo peso de remorso pelas más escolhas na existência física. Durante a vida, o espírito está preso ao corpo por seu envoltório semimaterial, o perispírito. A morte é apenas a destruição do invólucro (o corpo). Quando o corpo se separa do corpo, cessa neste a vida orgânica.

No instante da morte, o desprendimento do envoltório semimaterial (o perispírito) não acontece de repente. Ao contrário, acontece gradualmente, na maioria das vezes, lentamente. Em alguns, contudo, é bastante rápido, podendo-se dizer que o momento da morte é também o da libertação.

Para muitos, principalmente para os que priorizaram uma vida material, o desligamento é vagaroso, podendo durar dias, semanas e até meses. Quem passou pela vida física voltado para o bem, em paz com a sua consciência, de forma generosa com seu semelhante, é muito menor o medo da morte física. E quando ela ocorre, acontece num clima que produz calma e paz ao espírito.

E no momento do seu desencarne, tudo ocorre de forma que que facilite sua adaptação na dimensão espiritual. Outra característica para os que compartilharam a bondade nesta vida: no momento do desligamento do espírito do corpo físico não há sofrimento, mesmo que sua morte tenha acontecido numa condição violenta.

  • Pessoas assim entram em estado breve de inconsciência, que lembra um desfalecimento.
  • É óbvio que quanto mais o espírito tenha se dedicado à matéria, mais difícil lhe é se separar dela.
  • Para os que passaram a vida de forma generosa, distribuindo boas ações, a separação do espírito do corpo começa com antecedência.

Assim, quando chega a morte física, a separação é quase instantânea. Nos minutos que antecedem o momento do desligamento final, denominado estado agônico ou estado de agonia, pode ocorrer algum grau de perturbação que pode ser mais leve ou mais pesado.

Na passagem da vida corpórea para a espiritual, acontece a ‘perturbação’, quando a alma tem uma sensação que paralisa por algum tempo suas faculdades. Todas as suas sensações cessam. O momento crucial — o do último suspiro —, quase nunca é doloroso, porque, ocorre num momento de inconsciência. A alma, entretanto, sofre antes da desagregação da matéria durante as convulsões da agonia.

A intensidade do sofrimento é diretamente proporcional da empatia entre corpo e perispírito. Quanto maior for essa empatia, mais difíceis e demorados serão os esforços da alma para desprender-se. Para alguns, a ligação já é tão tênue, que o desligamento acontece por si mesmo, naturalmente.

O que acontece horas antes da morte?

Em algum ponto, decidir não se submeter à ressuscitação cardiorrespiratória Tratamento de primeiros socorros para parada cardíaca (RCP – um procedimento de emergência que restabelece a função cardíaca e pulmonar), é apropriado para quase todas as pessoas que estão em estado terminal e que podem aceitar a morte. Os doentes terminais, familiares e a equipe de cuidados também devem fazer e registrar outras decisões importantes sobre o cuidado médico (tal como se a pessoa em estado terminal deve ser hospitalizada ou usar um ventilador).

Frequentemente, implementar essas decisões exige ações específicas (por exemplo, ter os medicamentos em casa, estar pronto para controlar os sintomas). As pessoas em estado terminal e seus familiares também devem ser preparados para os sinais físicos característicos que a morte se aproxima. A consciência pode diminuir.

Os membros começam a esfriar e ganham uma coloração azulada ou com manchas. A respiração pode ficar irregular. Confusão e sonolência podem ocorrer nas últimas horas. As secreções na garganta ou o relaxamento dos músculos da garganta provocam, por vezes, uma respiração ruidosa, denominada o estertor da morte.

  • O ruído pode ser evitado ao mudar a posição do paciente, limitar a ingestão de líquidos ou usar medicamentos para secar as secreções.
  • Esse tratamento tem como objetivo o conforto da família ou dos prestadores de cuidados, uma vez que a respiração ruidosa ocorre quando o doente terminal já não tem consciência.

O estertor da morte não provoca desconforto para a pessoa em estado terminal. Essa respiração pode continuar por horas e frequentemente significa que a morte ocorrerá em horas ou dias. No momento da morte, pode acontecer que alguns músculos se contraiam e que o peito se mexa como se estivesse respirando.

O coração pode ainda bater alguns minutos depois de se interromper a respiração e pode ocorrer uma breve convulsão. A menos que o paciente tenha uma doença infectocontagiosa que coloque em risco os outros, os familiares devem ser assegurados de que possam tocar, acariciar e abraçar a pessoa em estado terminal ainda durante alguns momentos depois da morte.

Geralmente, observar o corpo depois da morte é reconfortante para os mais próximos. Os últimos momentos da vida de uma pessoa podem ter um efeito prolongado sobre os familiares, amigos e prestadores de cuidados. Quando possível, a pessoa deve estar em uma área que seja pacífica e sossegada e fisicamente confortável. Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

O que acontece quando a morte se aproxima?

No último estágio da vida, quando a chegada da morte se aproxima e é esperada, é comum que as pessoas mostrem poucas reações e estejam em algum estado de entorpecimento. Por isso, geralmente imaginamos a experiência como um desaparecimento sonolento e inconsciente da vida.

O que acontece perto da morte?

Os momentos finais antes da morte À medida que a morte se torna mais próxima, o coração bate com menos força, a pressão sanguínea cai, a pele esfria e as unhas escurecem. Os órgãos internos começam a ter dificuldades para funcionar.

Qual o último sentido que a pessoa perde antes de morrer?

A audição é um sentido essencial para as nossas vidas. Além de influenciar o desenvolvimento da linguagem, ela também impacta diretamente na capacidade de aprendizagem e nas habilidades sociais. Os sons são fundamentais no relacionamentos e são capazes até mesmo de proporcionar e modificar emoções.

  • Audição em bebês Com apenas 21 semanas, o bebê inicia sua primeira experiência com o mundo através da audição.⁣⁣⁣ Mesmo dentro da barriga da mãe, o feto percebe os sons pela vibração na pele.
  • Além disso, já consegue distinguir a voz materna e ouvir alguns outros sons do “mundo externo”.
  • Os estímulos sonoros na gestação Uma pesquisa realizada na Universidade da Carolina do Norte, mostrou que os bebês recém-nascidos lembram de histórias e canções que lhe são contadas repetidamente no decorrer dos três últimos meses da gestação.
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Além disso, também percebe-se a memória auditiva pelo fato de o bebê responder à voz da mãe ao virar a cabeça e o tronco para a sua direção mesmo quando outras pessoas também estão falando com ele. A audição no último momento de vida O estudo sobre a audição no momento da morte foi realizado por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC),

  1. Na pesquisa foi constatado que a audição é o último sentido a se desligar no momento da morte.
  2. O grupo de pesquisadores, dirigido pela doutora Elizabeth Blundon, monitorou os pacientes através de eletroencefalogramas (EEG).
  3. Estes exames medem a atividade elétrica do cérebro e permitem detectar se há resposta aos estímulos do ambiente.

É importante frisar que o estudo não conseguiu concluir até que ponto as pessoas, que se encontram próximas da morte, podem compreender o significado dos sons. Gostou do conteúdo? Continue acompanhando nosso blog e siga-nos no Instagram! Referência https://amenteemaravilhosa.com.br/audicao-sentido-perdemos-antes-de-morrer/

Qual é o som do ronco da morte?

Médica explica o que ocorre ao corpo no fim da vida: ‘Morrer não é tão ruim quanto se pensa’ 1 de 1 ‘A morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar’, diz Mannix — Foto: BBC ‘A morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar’, diz Mannix — Foto: BBC “Na minha humilde opinião, morrer não é tão ruim quanto se pensa.” Essa é a visão da morte por Kathryn Mannix, médica britânica pioneira em cuidados paliativos, que dedica sua carreira a tratar pacientes com doenças incuráveis nos últimos estágios de sua vida.

  1. Para a autora do livro With the End in Mind: Dying, Death, and Wisdom in an Age of Denial (“Com o fim em mente: morrer, morte e sabedoria na era da negação”, em tradução livre), a sociedade nos leva a evitar falar desse processo e a substituir a palavra “morte” por eufemismos.
  2. E isso torna muito mais difícil lidar com a perda de um ente querido, argumenta Mannix.

A BBC Ideas, plataforma da BBC que explora ideias questionando verdades estabelecidas, traz seu depoimento: “Nós deixamos de falar sobre a morte. Deixamos de usar a palavra ‘morrer’ e passamos a usar outras similares. Em vez de ‘morto’, dizemos ‘falecido’.

Em vez de dizer que alguém está morrendo, dizemos que ele está ‘muito doente’. Quando se usam essas palavras, as famílias não entendem que está se aproximando o momento da morte. Isso é um grande problema porque, quando a família está junto ao leito de alguém prestes a morrer, não sabe o que dizer entre si ou para o próprio doente, que também não sabe o que dizer ou o que esperar.

Trata-se de uma cena marcada por tristeza, ansiedade e desesperança. E, na minha humilde opinião, não precisa ser assim. Acho que perdemos a imensa sabedoria humana de aceitar a morte de um modo normal. Acho que é hora de voltar a falar da morte e recuperar essa sabedoria.

Como é morrer normalmente? Assim como nascer, é apenas um processo. Gradualmente, a pessoa vai se cansando, se esgotando. À medida que o tempo passa, ela vai dormindo mais, passa menos tempo acordada. A família pode ir aprendendo sobre os melhores momentos para dar os medicamentos (ao paciente) ou deixar as visitas entrarem.

Pode acontecer de visitantes ou familiares encontrarem o paciente dormindo. E muitas vezes pode estar acontecendo uma mudança que é pequena, porém muito significativa. É que, em vez de estar dormindo, a pessoa pode estar temporariamente inconsciente. Não podemos acordá-la nem dar a ela o medicamento.

  • Não podemos dizer que chegou uma visita.
  • Ainda assim, quando ela acorda, ela conta que teve um bom sono.
  • Então ficamos sabendo que esse estado de coma não foi aterrorizante.
  • Simplesmente não percebemos esse lapso à inconsciência no momento em que ele ocorre.
  • À medida que o tempo passa, essa pessoa passa menos tempo acordada, mais tempo dormindo, até que, no final, fica inconsciente o tempo todo.

Essas pessoas estão tão relaxadas que nem se darão ao trabalho de pigarrear, limpando a garganta, então pode ser que a respiração passe por pequenas quantidades de muco ou saliva na parte de trás da garganta. Isso pode causar um ruído estranho, que muitos chamam de ‘estertor da morte’ (death rattle, em inglês).

  • As pessoas falam desse som como se fosse algo terrível, mas esse som, na verdade, me diz que o paciente está tão profundamente relaxado, e em um estado de consciência tão profundo, que sequer a saliva na garganta o incomoda enquanto as bolhas de ar entram e saem dos pulmões.
  • Então, bem no finzinho da vida, haverá um período de respiração superficial, e uma expiração que não será seguida por uma inspiração.

Às vezes é algo tão suave que os familiares sequer percebem. Por isso, a morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar. E isso deveria ser algo a ser celebrado.

Qual é a sensação de morrer queimado?

Conheça as 8 piores formas de morrer, segundo a ciência A morte é um fato. Todos os seres vivos, nascem e, um dia, estão fadados a morrer, mas existem maneiras e maneiras de partir, ainda que se lute contra isto. A ideia de deixar de existir assusta muitas pessoas, mas a maneira como se morre pode ser aterradora.

Há quem queira morrer dormindo, há quem queira ir serenamente, mas com certeza existem oito tipos de morte que ninguém quer sofrer. Segundo o site Fatos Desconhecidos, a ciência selecionou as oito piores maneiras de morrer. Confira: 1. Morrer de fome Apesar de ser uma realidade em muitos países, morrer de fome é uma das piores mortes, segundo a ciência.

Se já é incômodo passar um ou mais dias sem comer, imagine o quanto é cruel sentir essa dor até morrer? E como este é um longo processo, o corpo sofre muito antes de dar o último suspiro. Primeiramente o corpo começa a consumir suas reservas, como gorduras.

Quando elas acabam, o corpo começa a “comer” os próprios músculos e órgãos. Muitas pessoas que morrem de fome sofrem ataque cardíaco, pois o coração começa a ser “digerido”.2. Morrer de sede O corpo humano é composto 70% por água. Assim que começamos a ficar sem água, o corpo começa a retirá-la das células e, com isso, o cérebro também é afetado – por esta razão, as pessoas que morrem de sede sofrem de alucinações, muitas dores de cabeça, delírios, cãimbras e muita dor.

Os órgãos começam a morrer, começando pelos rins.3. Decapitação Por incrível que pareça, a decapitação pode ser extremamente dolorosa, uma vez que a cabeça não morre instantaneamente. Apesar de, em 1905, o médico Gabriel Beauriex ter alegado que conseguiu interagir por 30 segundos com uma cabeça que havia sido guilhotinada, os cientistas acreditam que por três a cinco segundos, o cérebro ainda tem consciência e, portanto, sentindo muita dor.

  • Além disso, muitas vezes a lâmina guilhotinada não estava afiada o suficiente, fazendo com que os guilhotinados tivessem que levar vários golpes até perderem a cabeça.4.
  • Injeção letal O processo não é tão seguro e indolor quanto parece.
  • Na seringa, existem três químicos: tiopental de sódio, para deixar o condenado inconsciente; brometo de pancurônio, para paralisar todos os seus músculos; e cloreto de potássio, que literalmente é a substancia que o mata.

Contudo, a fórmula não é indicada para muitas pessoas, por conta da variação corporal. Relatos afirmam que muitos presos já se contorceram e gemeram de dor, o que indica que, em muitos casos, o paciente não ficava inconsciente enquanto seu coração parava de bater.5.

Cadeira elétrica Este método é extremamente doloroso, uma vez que o sangue ferve e sai por todos os orifícios, a temperatura eleva de tal maneira que a pele pode até desgrudar do corpo. Há relatos de pessoas que demoram até dez minutos para morrer.6. Crucificação Muitos condenados morriam asfixiados, pois a vítima tinha tendência a se projetar para frente, uma vez que o corpo não tinha mais forças por conta dos pés e mãos perfurados, e acabava esmagando os pulmões.

Ou sangrava até morrer. O processo poderia demorar vários dias.7. Descompressão Com a descompressão, órgãos, coluna e tudo o que está próximo da caixa torácica é expelido para fora do corpo. Em muitos casos, a vítima sofre com falta de ar e com a dilatação do pulmão.8.

Morrer queimado A maior parte das vítimas de incêndio morrem sufocadas pelo monóxido de carbono, mas quem morre queimado sente uma dor extrema por um longo período de tempo, pois se mantém consciente durante vários minutos. O corpo sente a primeira camada da pele derretendo e pode até sentir o cheiro da carne queimada.

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Quando sabemos que a morte está perto?

Tremores musculares ocasionais, movimentos involuntários, alterações na frequência cardíaca e perda de reflexos nas pernas e braços são sinais de que o fim de vida está próximo.

Tem como saber a hora da morte?

Há diversos métodos para se determinar quando ocorreu o óbito, mas todos têm algo em comum: a Matemática e a Física. A forma mais simples de determinar a hora do óbito é a temperatura do cadáver. O nosso corpo é mantido por mecanismos bioquímicos a uma temperatura constante de cerca de 37 graus Celsius.

O que vem a ser a morte?

ARTIGO ORIGINAL Significado do processo morte/morrer para os acadêmicos ingressantes no curso de enfermagem Significado del proceso muerte/ morir por los estudiantes que entran en el programa de enfermería Gabriella Michel dos Santos Benedetti I ; Kézia de Oliveira II ; William Tiago de Oliveira III ; Catarina Aparecida Sales IV ; Patrícia Chatalov Ferreira V I Enfermeira.

Especialista em Saúde da Família. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem (PSE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Maringá – Paraná – Brasil II Enfermeira. Especialista em Saúde da Família e UTI Neonatal. Docente do Centro Universitário de Maringá (CESUMAR). Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem (PSE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Maringá – Paraná – Brasil III Enfermeiro.

Especialista em Gerência de Serviços de Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Docente da Faculdade Ingá – Uningá. Mestrando do Programa de Pós-graduação em Enfermagem (PSE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Maringá – Paraná – Brasil IV Doutora em Enfermagem.

  • Docente da Pós Graduação do Departamento de Enfermagem (DEN) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Maringá – Paraná – Brasil V Discente do 4º ano do Curso de Enfermagem.
  • Bolsista do Programa de Iniciação Científica (PIBIC).
  • Departamento de Enfermagem.
  • Universidade Estadual de Maringá – Paraná – Brasil Endereço para correspondência Endereço do autor / Dirección del autor / Author’s address Catarina Aparecida Sales Rua Bragança, 630, apto.501, Zona Sete 86020-220, Maringá, PR Fone: (44) 3261-4494 E-mail: [email protected] RESUMO Trata-se de uma pesquisa qualitativa, embasada na fenomenologia existencial heideggeriana, com o objetivo de desvelar o significado do processo morte/morrer para acadêmicos ingressantes no curso de enfermagem, realizada numa universidade pública do Noroeste do Paraná, Brasil, entre os meses de agosto e outubro de 2010, quando se entrevistaram 33 graduandos do primeiro ano do curso de enfermagem.

Da análise fenomenológica, emergiram as seguintes temáticas existenciais: “Entendendo a morte como um processo difícil de ser compreendido”; “Compreendendo a morte como um processo natural”; “Vislumbrando a morte como uma passagem para outra vida”. Por este estudo, compreendeu-se que o saber e a morte estão enredados na temporalidade e historicidade de cada ser, sendo necessária uma compreensão científica, filosófica e ética do fenômeno morte/morrer para que o acadêmico possa se preparar para o cuidado humanizado ao doente e sua família.

  • Descritores: Morte. Ensino.
  • Estudantes de enfermagem.
  • RESUMEN Se trata de una investigación cualitativa, basada en la fenomenología existencial heideggeriana, con el objetivo de revelar el significado de la muerte / morir por estudiantes de primer año en el programa de enfermería.
  • Realizada en una universidad pública del Noroeste de Paraná, Brasil, entre agosto y octubre de 2010, fueron entrevistados 33 graduandos del 1° año del curso de enfermería.
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Del análisis fenomenológico emergieron las siguientes temáticas existenciales: “Entendiendo la muerte como un proceso difícil de ser comprendido”; “Comprendiendo la muerte como un proceso natural”; “Percibiendo la muerte como un pasaje a otra vida”. A través de este estudio comprendemos que el saber y la muerte están enmarañados en la temporalidad y la historicidad de cada ser, lo que requiere una comprensión científica, ética y filosófica del fenómeno muerte / morir para que el estudiante pueda prepararse para la atención humanizada al paciente y a su familia.

  • Descriptores: Muerte.
  • Enseñanza.
  • Estudiantes de enfermería.
  • INTRODUÇÃO A morte constitui um dos assuntos mais mistificados, temidos e ignorados pela sociedade e pelos indivíduos.
  • Esse processo natural, que complementa a vida, mas que muitos acreditam ser o oposto a ela, é uma das poucas realidades concretas para todos os seres vivos (1-2),

A ideia que o ser humano cultiva sobre a morte acompanha-o durante toda a sua existência. E ao esforçar-se para enfrentá-la de forma natural, desenvolvem-se crenças que não mais fazem do que negar um fato inegável, levando-o a transpor o tempo cronológico, ou seja, aquele tempo que determina o fim da vida (3), e a vislumbrar outras possibilidades para sua continuidade, muitas vezes conduzido pela espiritualidade.

Para os profissionais de saúde, a morte é uma presença mais constante do que para as demais pessoas, mas eles também não estão preparados para enfrentá-la. É necessário que saibam entendê-la, aceitá-la e desvincular-se da visão de fracasso que este fenômeno pode gerar. Neste contexto, os enfermeiros, por conviverem mais diretamente e por mais tempo com os pacientes, estão mais expostos, o que não significa estarem preparados (1,4),

A experiência da morte é também vivenciada pelos acadêmicos de enfermagem, que se defrontam cotidianamente com a doença, com a dor e com a morte. Essas experiências diárias podem despertar, para os alunos, seus sentimentos latentes de impotência diante do não-solucionável (5),

  1. Nessa perspectiva, estudar a morte desde a graduação é algo que pode ajudá-los a trabalhar com sua constante presença, de forma a reduzir o estresse e a ansiedade ao se discutir sobre esse assunto e conviver diariamente com essas situações de sofrimento (6),
  2. Alguns autores afirmam que a discussão sobre sentimento de medo e insegurança, em algumas ocasiões, representa uma lacuna no ensino de graduação, podendo acarretar prejuízo no preparo do profissional para a dura rotina do trabalho hospitalar, pois neste ambiente se convive constantemente com o sofrimento alheio.

Nessas situações, o enfermeiro, não devidamente preparado, deixa de assumir uma postura terapêutica, sendo raro encontrar nos hospitais profissionais capazes de dialogar com a família e o moribundo, assistindo-os em suas necessidades psicológicas nos momentos que antecedem a morte (7-8),

Outros autores expressam ser imprescindível introduzir na formação acadêmica uma visão crítico-reflexiva para o processo morte/morrer, a fim de que estes futuros profissionais sejam capazes de aceitar a morte com naturalidade e com menos sofrimento e sensação de fracasso pessoal e profissional (2),

Destarte, torna-se necessária a inserção desse conteúdo logo no início da graduação, seja em conteúdos teóricos ou em projetos de extensão, pois os acadêmicos precisam ser preparados para assistir os pacientes e familiares que vivenciam a terminalidade da vida.

  • Neste contexto, este estudo teve como objetivo desvelar o significado do processo morte/morrer para os acadêmicos ingressantes no curso de enfermagem.
  • METODOLOGIA O estudo é de caráter qualitativo e tem como alicerce filosófico a fenomenologia existencial heideggeriana.
  • Na reflexão de Heidegger, compreender o homem em sua facticidade é procurar decifrar o modo de ser por ele revelado em seu discurso, desvelando esse fenômeno que se manifesta a partir do próprio ser, pois o mister do pensar fenomenológico é compreender o ser humano em sua existencialidade, isto é, em sua facticidade (9),

Os participantes da pesquisa foram todos os acadêmicos do primeiro ano do curso de enfermagem de uma universidade pública do Estado do Paraná, Brasil, do ano de 2010, totalizando 33 acadêmicos. Optou-se por trabalhar com os estudantes desta série com o intuito de compreender suas concepções pessoais, antes mesmo de experienciarem situações de morte em sua trajetória acadêmica e/ ou profissional.

  1. Em respeito ao número de palavras estabelecido pelo periódico, apresenta-se neste artigo a linguagem de 16 depoentes dos 33 entrevistados.
  2. A escolha das descrições foi realizada aleatoriamente, pois a finalidade não foi desvelar apenas definições, mas também a significação de uma essência existencial da vivência de cada acadêmico.

As entrevistas foram realizadas individualmente, com a utilização de gravador digital, em local privativo na instituição, no período de agosto a outubro de 2010. Os depoentes foram inquiridos com a seguinte questão: “Qual o significado do processo morte/morrer para você?”.

  • A fim de manter o anonimato, os acadêmicos foram identificados pela letra A, seguida do número de ordem do entrevistado.
  • Para captar a plenitude das concepções expressas pelos participantes em suas linguagens, estes foram escolhidos pela análise individual dos respectivos discursos.
  • Assim, primeiramente foram realizadas leituras atentas de cada depoimento, separando os trechos ou unidades de sentido (US) que se mostraram como estruturas fundamentais da existência; em seguida foram analisadas as unidades de sentido de cada depoimento, realizando seleção fenomenológica da linguagem de cada participante, pois uma unidade de sentido é, em geral, constituída de sentimentos revelados pelos depoentes que contemplam a interrogação ontológica (10),

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá, sob o Parecer n.° 497/2010. Os dados foram coletados somente após o devido aceite do estudante em participar da pesquisa e ter assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias, em obediência aos princípios éticos estabelecidos pela Resolução do Conselho Nacional de Saúde n.° 196/96.

RESULTADOS E DISCUSSÃO Na busca por alcançar os objetivos propostos nesta pesquisa, as unidades de significado dos discursos desvelaram a estrutura do fenômeno interrogado, sendo os resultados agrupados em três temas emergentes, os quais foram interpretados à luz de algumas ideias de Heidegger e de outros autores que versam sobre o processo morte/morrer.

Entendendo a morte como um processo difícil de ser compreendido Ao descobrir-se lançado ao mundo e vivenciando situações não-planejadas, mas concretas, o Ser-aí se abre para o mundo, manifestando-se por meio da afetividade ou disposição, da compreensão e da linguagem.

  1. Na analítica heideggeriana, as formas de o homem mostrar-se ao mundo denominam-se de características existenciálias.
  2. A disposição é o humor ou a tonalidade afetiva que não representa um simples fenômeno psicológico, colorindo as coisas e as pessoas, mas uma definição constitutiva do nosso ser.
  3. O humor revela ‘como alguém está e se torna’.

É nesse como alguém está que a afinação do humor conduz o ser para o seu ‘pré” (9), Neste pensar, o Ser-para-o-fim não se origina primeiro de um acontecimento que por vezes ocorre na vida do homem, mas pertence essencialmente ao factus de ele ter sido lançado, que na disposição do humor se mostra de maneiras diferentes.

Desta forma, foi observada nas falas a dificuldade de compreender e aceitar o sofrimento causado pelo sentido obscuro trazido a cada indivíduo pela morte, sentido que é um processo doloroso. Cada acadêmico descreve a sua percepção sobre a morte, demonstrando formas diversificadas de entendimento e enfrentamento.

A6 revela que a morte só pode ser entendida por quem a esteja vivenciando. Talvez esse seja o motivo pelo qual o ser humano encontra dificuldade em lidar com a finitude, o que demonstra a enorme subjetividade sobre o significado real que a morte tem em sua vida.

Acredito que falar da morte é tão complexo como pensar sobre, ou lançar o que significa esse processo que depende da cultura de cada pessoa que influenciará em suas crendices. Os questionamentos se referem ao que acontece depois da morte, onde paramos para pensar e ficamos inconformados que a vida termina ali.

Então surgem várias tentativas para tentar desvendar esse conflito interno: Para onde vamos depois da morte? Mas, o interessante é que essa pergunta e outras relacionadas à existência nunca poderão ser respondidas com plena certeza. Então, temos que esperar para nós mesmos experimentar o que é a morte.

  • A6) A morte é uma realidade complicada de se lidar.
  • Apesar de nascermos com a certeza de que um dia iremos morrer, preferimos não pensar nessa realidade e por isso nos afetamos tanto com a perda de entes queridos.
  • Penso que não deveríamos sofrer tanto, pois é somente mais uma etapa cumprida, quando chegar a hora de morrer, mesmo que seja feito todo o necessário, não adiantará nada,

(A28) A existência humana pode tornar-se alvo de questionamento, principalmente quando o ser-aí vivencia alguma facticidade em seu cotidiano que ele não consegue enfrentar de imediato, mas que lhe gera sentimentos de temor e padecimento. Nesse momento, o ser humano fecha-se em si mesmo e não consegue entender sua própria condição existencial, negando a si mesmo a verdade que se descortina ao seu redor, isto é, a de ser um ser finito.

Acerca deste pensar, um estudo desenvolvido com acadêmicos de enfermagem assinalou a necessidade de promover a reflexão acerca da presença de sentimentos negativos, pois reconhecê-los torna-se imprescindível para a prestação de serviços de qualidade. É neste momento que o estudante passa a ter os primeiros contatos com situações de perda, fazendo-se, então, necessário trabalhar os aspectos emocionais durante esse processo, para que ele encontre estratégias para lidar com a sua dor e aflição e de seus pacientes (11),

A concepção sobre a finitude desperta no acadêmico a sensação de injustiça, pelo fato de se lutar a vida inteira e em troca receber a morte, provocando-lhe angústia e indignação. Esta percepção manifesta-se como um vazio existencial, revelando o fim como impedimento à continuidade de realizações e causando-lhe frustração.

Acho simplesmente o fim para quem lutou uma vida inteira ou para quem/outros que viram a vida passar por uma vitrine. (A3) As pessoas fixam o seu olhar apenas na facticidade da morte e na transitoriedade da vida, esquecendo-se de contemplar os acontecimentos do seu passado, seus projetos concretizados, suas alegrias, seus atos criativos, bem como o sofrimento enfrentado com bravura (12),

Embora a grande maioria admita que a morte faz parte da existência humana, alguns dos depoimentos expressam o sentimento de negação. Percebe-se, então, que esses sentimentos de temor expressos pelos acadêmicos desvendam a preocupação de assimilar a morte.

  1. Teme-se esse acontecimento natural, que se denomina morte, valorizando a juventude, a saúde e a imortalidade e ocultando e por vezes negando essa realidade inelutável (13),
  2. Em outro estudo, constatou-se também que enfermeiros reagem negando a morte, o que pode interferir na forma como cuidam do paciente em processo de morte e seus familiares (7),

A morte é um processo natural a que estamos sujeitos, não tem como mudar isto; mas mesmo que todas as pessoas saibam, ninguém vive pensando na morte. As pessoas sempre temem esse processo e acredito que seja difícil alguém não ter medo da morte. (A18) Em sua cotidianidade inicial, na maioria das vezes o Ser-aí encobre para si mesmo sua condição de um Ser para a morte, fugindo desta única certeza absoluta de seu existir; entretanto, é existindo que o Ser-no-mundo morre de fato, mesmo que na maioria das vezes o faça de modo decadente.

“Nesse decadente ser-junto-a, anuncia-se a fuga da estranheza, isto significa, do ser-para-a-morte mais próprio” (10), Este pensar desperta o refletir acerca das palavras de A18 de que se descobrir como um ser finito faz com que a pessoa mergulhe em um estado de decadência, vivendo imersos nas banalidades cotidianas e negligenciando sua verdadeira condição existencial, ou seja, a de ser um-ser-para-a-morte.

Compreendendo a morte como um processo natural A explanação do Ser-para-a-morte na cotidianidade do ser humano surge na publicidade do mundo, pois no teor público da convivência o Ser-para-a-morte vislumbra a morte como anunciada em sua distancialidade e sempre como um fato natural.

  • Ela vem ao encontro do homem como um acontecimento corriqueiro conhecido dentro do mundo (10),
  • Na literatura, evidencia-se que, ao experienciarem situações de morte, estudantes e profissionais de enfermagem vivenciam sensações de fracasso e impotência (1,2,4,12,14), porém o presente estudo revela que alguns discentes contemplam o fenômeno como um evento próprio do ser humano, algo natural.

Significa para mim o envelhecimento, que é de forma natural, ou o desenrolar de uma doença. (A1) A morte pode se dar pelo envelhecimento natural do ser vivo ou por uma eventualidade como um acidente, uma doença, entre outros fatores. (A17) Apreendem-se das falas que alguns acadêmicos compreendem a morte como algo concreto, considerando o envelhecimento, a doença e o acidente como possibilidades do cotidiano do homem.

Essa visão talvez possa estar relacionada ao fato de que a morte e os sentimentos suscitados por ela são para eles algo tão distante de sua realidade que eles são levados a encará-la de maneira objetiva. No entanto, esse pensamento pode favorecê-los no sentido de um melhor enfrentamento da finitude ao depararem-se com as mais diversas situações de morte inerentes à sua futura atividade profissional.

Outro aspecto desse contexto é que, o significado de morte possa estar relacionado a um processo natural, sendo comumente compreendida como consequência da vida quando envolve pacientes idosos ou doenças crônicas, e ainda quem não se tenha vínculo afetivo.

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Mas, quando se trata de um ente querido a ideia de finitude do ser como processo natural é substituída por dolorosa perda. Assim, tratar da finitude do ser humano envolve não apenas aspectos técnicos da morte, mas também aspectos afetivos/emocionais (14), Significa que acabou um ciclo, que pode ter sido por causas naturais ou provocado; é um processo que vai acontecer com todo mundo; e mesmo que seja triste perder alguém de quem gostamos, a morte é algo que acontecerá independente da nossa vontade.

(A15) Processo pelo qual todos passamos um dia. Para quem perde um parente, amigo próximo, é muito difícil passar por esse processo e se habituar à vida sem aquela pessoa. Muitas pessoas não aceitam e sofrem muito. É um processo delicado e difícil de lidar.

A20) Evidencia-se que, apesar de a morte ser entendida como um evento aceitável, algo que acontecerá com todos e que deve ser assim compreendido, os acadêmicos reconhecem o sofrimento causado pela perda de um ente querido, demonstrando que a morte não é algo fácil de ser concebido, confrontando-se razão e emoção na busca por compreender seu significado.

“A morte se revela como perda, uma perda sentida pelos entes que ficam, mas uma perda física, pois a morte existencial somente pode ser sofrida por quem morre” (9), Não obstante, alguns alunos compreendem a morte como algo de que o ser não pode fugir e que será vivenciado por todos nós, sem exceção.

  1. Só ao despir-se dos preconceitos que cercam esta característica existencial é que o ser pode se libertar dos medos e do sofrimento desencadeados pela morte.
  2. Significa que todos vamos passar por esse processo; a morte é inevitável, todos vamos morrer um dia.
  3. Não precisamos nos assustar, é uma coisa natural que acontece na vida de cada um.

(A25) Penso que não deveríamos sofrer tanto, pois essa é somente mais uma etapa cumprida quando chegar a hora de morrer, mesmo que seja feito todo o necessário não adiantará em nada,( A 28) A morte pode ser caracterizada como o fim da condição humana e das funções vitais, sociais e psíquicas do ser e como um dado essencial da existência humana.

  1. A morte é justamente esse fim que não tem mais começo, esse término definitivo.
  2. É a possibilidade humana que finda todas as outras (15),
  3. A morte é a ausência de sinais vitais, em que a pessoa encerra uma fase da vida.
  4. Muitas religiões acreditam que a vida pode continuar após a morte, mas para mim se encerra uma fase em que a pessoa não viverá, não sonhará e não poderá conquistar mais nada.

(A11) O fim das relações sociais, das funções biológicas e psicológicas. (A7) Pelos discursos apresentados, percebe-se uma tendência do ser a enfrentar a terminalidade racionalmente, numa tentativa de conviver com esta certeza de forma harmônica. Assim, conceber a morte como um acontecimento natural e inevitável é admitir que a vida tem um começo, um meio e um fim.

  1. Com ela finda um universo de possibilidades, desejos e sonhos, assim como o próprio corpo do indivíduo, que deixa de existir, de modo que nenhuma experiência lhe será acrescentada a não ser a própria morte.
  2. Enfim, entre todas as coisas que nos são dadas, a mais real e absoluta é a morte.
  3. Tal realidade concretiza uma apropriação de nossa existência, que nos leva a assumir a nossa singularidade a nos dar conta de que, afinal, somos seres-para-a-morte e de que nenhuma experiência existe, por mais intrínseca que nos seja ou nos constitua, do que a da finitude (15),

Vislumbrando a morte como uma passagem para outra vida A religiosidade é considerada por diversos autores como uma importante aliada no processo de aceitação e enfrentamento da morte, pois conforta, dá esperança e ajuda a suportar melhor esse momento tão difícil.

  • A religião não só oferece conforto nos tempos de sofrimento, mas também, pelo menos em algumas crenças, oferece uma promessa de vida após a morte e de reunião com a família perdida (16),
  • Ao serem questionados sobre o significado da morte, alguns alunos opinaram que a morte é uma etapa da vida que conduz a um “outro nível”, ou seja, um momento de passagem para algo melhor, de uma vida finita para a vida eterna.

Observa-se que essa visão, baseada em crenças religiosas, influencia a maneira como esses sujeitos aceitam a morte: Morrer é passar dessa vida terrena para uma vida espiritual, é deixar de viver com as pessoas terrenas e passar a reinar com Cristo em um lugar bem melhor do que este que vivemos aqui.

  1. A2) A morte é considerada como o fim da vida, mas para os que acreditam em Deus e na vida eterna é apenas o início.
  2. A5) As crenças religiosas e espirituais proporcionam possibilidades de significação e respostas às perguntas existenciais que se colocam diante da possibilidade de morrer (16),
  3. Nota-se que, para os acadêmicos que acreditam nesta concepção como o início de uma nova existência, a morte soa como algo positivo.

Deste modo, verifica-se que o fato de acreditar que este fenômeno não é o fim faz com que o ser humano mantenha viva a esperança de um dia se re-encontrar com seus entes queridos, o que lhe dá forças para suportar as vicissitudes causadas pela morte e supre suas necessidades emocionais de ter uma expectativa para o futuro.

  • Conforme se apresenta na fala de A27: Quando a pessoa é conhecida e amada dói bastante por saber que nesta vida o contato com ela acabou.
  • Eu creio na salvação e vida eterna, por isso é menos dolorosa essa perda, pois sei que depois possivelmente verei essa pessoa.
  • A27) Esta visão da morte como uma passagem para outra vida foi corroborada por resultados obtidos em um estudo realizado junto a profissionais de enfermagem, o qual apontou que estes tendem a associar a morte ao significado de transcendência, ou seja, tendem a vê-la como uma passagem e não como o fim (6),

Outro fenômeno importante observado nos depoimentos refere-se ao fato de estes citarem a morte como perda das funções do corpo, mas não da alma: Um processo pelo qual todos passamos um dia, onde o nosso corpo perde as funções biológicas e a nossa alma passa para outra dimensão.(A24) Biologicamente, seria a perda de todas as funções, seria a parada dos sinais vitais.

Espiritualmente, seria a perca do fôlego de vida que voltaria a Deus e deixaríamos de ser alma vivente passando apenas a ser corpo que voltaria ao pó do qual veio. (A26) Distingue-se que na percepção dos discentes a vida é composta de uma alma imortal que possui um corpo físico mortal. Isso é reforçado pela maioria das religiões e escolas espiritualistas que creem no conceito de imortalidade e indestrutibilidade da alma (17),

Não obstante, alguns autores acreditam que o romantismo produzido pelas religiões nada mais é do que uma forma desesperada de negligenciar a própria finitude, pela dificuldade do homem em lidar com seus próprios temores da morte, sobressaindo, então, as defesas.

O homem sofre porque passa a perceber a sua finitude, mesmo sabendo que o morrer é parte inerente à condição humana. A existência de toda uma propulsão social de negação da morte é prática comum (18), Diante da subjetividade do significado da morte, é possível compreendê-la como uma passagem ou início de uma nova vida, o que pode ser entendido como algo positivo, pois muitos indivíduos encontram na fé e na religião subsídios para torná-la aceitável e compreensível; mas outros entendem esse pensar como uma negativa, já que a literatura especializada nesta temática traz que o fato de negar a morte é uma das formas de não entrar em contato com as experiências dolorosas, permitindo que se viva num mundo de fantasia onde há ilusão da imortalidade (19),

CONCLUSÕES As concepções dos acadêmicos permitem a reflexão sobre sua insipiência ao adentrarem no curso de enfermagem, no que tange o enfrentamento do processo morte/morrer. Tal desvelamento vai ao encontro de estudos apresentados no artigo que enfatizam a importância de a temática ser abordada logo no início da graduação, pois os acadêmicos precisam ser preparados para vivenciar o processo morte/morrer de seus futuros clientes.

  1. Para os acadêmicos deste estudo, a morte, apesar de ser considerada como algo natural, vem acompanhada de experiências dolorosas, pois os separa de entes queridos; por isso muitos não se conformam e relutam em aceitá-la, vendo-a como um mistério, que só poderá ser desvendado pela própria morte.
  2. Por meio deste estudo, compreende-se também que o saber e a morte estão enredados na temporalidade e historicidade de cada ser, tornando-se essencial a compreensão científica, filosófica e ética do fenômeno morte/morrer, possibilitando ao acadêmico se preparar para o cuidado humanizado ao doente e sua família.

E, dessa forma, prestar assistência integral e de qualidade em situações de finitude, tendo em vista as necessidades biopsicossociais e espirituais destes seres, atuando efetivamente no cuidado. Considera-se oportuno apontar algumas limitações do estudo, decorrentes de ele ter sido contextualizado no tempo e espaço das vivências dos participantes envolvidos, podendo não permitir generalizações.

O que significa ficar pensando que vai morrer?

O que significa ficar pensando que vai morrer? – O que é tanatofobia? – O conceito de tanatofobia é definido pelo medo extremo da morte, O termo vem do grego: ” thanato ” significa morte e ” phobos ” está relacionado a temer ou ter medo. Mesmo diante da plena consciência de que todos morrerão um dia, esse pensamento ainda é considerado desagradável para muitas pessoas.

Para quem enfrenta o dilema da tanatofobia, há uma preocupação obsessiva sobre essa ideia. O indivíduo fica assustado e se estressa com quaisquer situações que possam, eventualmente, representar risco de morte. Isso porque esse é um quadro associado ao medo iminente de morrer. Como acontece na maioria dos casos de fobias, os episódios tanatofóbicos podem ser desencadeados por diferentes experiências da vida, sobretudo os ocorridos na infância.

Crianças que perderam os pais muito cedo são mais vulneráveis ao desenvolvimento desse medo excessivo da morte, por exemplo. No entanto, outros fatores também estão associados à tanatofobia e, dependendo do grau de manifestação, exigem a submissão aos tratamentos de fobias.

Porque a morfina acelera a morte?

A morfina não acelera a morte, trata-se de um mito comum a respeito do uso da medicação, por ser muito utilizada em tratamentos paliativos. A morfina traz mais conforto ao paciente com dor, diminuindo o desconforto por horas, inclusive em casos graves.

O que é a morte espiritual?

Morte Espiritual | Afastar-se da Presença de Deus Morte espiritual é estarmos separados de Deus. As escrituras ensinam que há duas fontes de morte espiritual. A primeira delas é a Queda e a segunda é a nossa própria desobediência. A morte espiritual pode ser vencida por meio da e pela obediência ao Seu evangelho.

Samuel, um dos profetas do Livro de Mórmon, ensinou: “Toda a humanidade, tendo sido afastada da presença do Senhor pela queda de Adão, é considerada como morta, tanto em relação às coisas materiais como às coisas espirituais” (Helamã 14:16). Durante nossa vida nesta Terra, vivemos separados da presença de Deus.

Por meio da Expiação, Jesus Cristo redime todos nós dessa morte espiritual. Samuel testificou que a Ressurreição do Salvador “redime toda a humanidade da primeira morte — dessa morte espiritual (). Mas eis que a ressurreição de Cristo redime a humanidade, sim, toda a humanidade; e leva-a de volta à presença do Senhor” (Helamã 14:16–17).

O profeta Leí ensinou que, devido à Expiação, “todos os homens vão a Deus; portanto se acharão em sua presença para serem julgados por ele, de acordo com a verdade e santidade que estão nele” (2 Néfi 2:10). Além disso, a morte espiritual resulta de nossa própria desobediência. Nossos pecados nos tornam impuros e incapazes de viver na presença de Deus (ver Romanos 3:23; Alma 12:12–16, 32; Helamã 14:18; Moisés 6:57).

Por meio da Expiação, Jesus Cristo oferece a redenção da morte espiritual, mas somente se exercermos fé Nele, se nos arrependermos de nossos pecados e obedecermos aos princípios e às ordenanças do evangelho (ver Alma 13:27–30; Helamã 14:19; Regras de Fé 1:3).

É normal se sentir morto por dentro?

Você sofre de embotamento afetivo – Por outro lado, se me sinto “morto por dentro”, provavelmente estou experimentando um fenômeno conhecido como embotamento afetivo. Isso consiste em uma indiferença ou falta de reação a eventos que deveriam desencadear uma resposta emocional.