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Quando A Dor Do Outro?

O que significa sentir a dor do outro?

Empatia e compaixão nem sempre são bons sentimentos; descubra qual o limite é essencial para as relações humanas. Sem conseguir se colocar no lugar do outro, qualquer interação social seria mais difícil. Mas estudos mostram que quem tem uma percepção muito aguçada das emoções alheias corre o risco de ficar mais estressado.

Por outro lado, compaixão costuma ter um efeito positivo. Quando vemos imagens de vítimas de guerra ou de crianças famintas na TV, são os sentimentos de empatia e compaixão —ou a falta deles— que determinam se choramos ou sofremos, se queremos ajudar ou se desviamos o olhar. Apesar da proximidade entre ambos os sentimentos, há diferenças entre eles.

A empatia e a compaixão são apoiadas por diferentes sistemas biológicos e estruturas cerebrais.

A compaixão —sentimento de pesar, associado ao desejo de confortar o outro— gera um efeito positivo, nos fazendo reduzir o sofrimento alheio.Já no caso da empatia —ou seja, a capacidade de compreensão emocional e de sentir o que o outro sente—, pesquisas mostram que é ativada a rede neural no cérebro que representa nossas próprias experiências dolorosas.O problema é que a fronteira entre a própria dor e o sofrimento alheio se desfaz rapidamente.

A aflição ao ver o sofrimento de outras pessoas pode, portanto, se tornar demasiada e transformar-se em ” empático”. É aí que desligamos a TV para não ver mais as imagens ruins, por exemplo. A empatia pode levar ao esgotamento. O estresse empático surge, principalmente, diante do sofrimento de grandes grupos de pessoas.

Como se chama a pessoa que sente a dor da outra?

Por quê separar as empatias? – Observando os tipos de empatia, é possível observar que existe uma evolução do processo empático. Primeiro, se identifica como o outro se sente, depois se sente com ele e, por fim, se oferece ajuda, se necessário. Sem compreender exatamente os sentimentos da outra pessoa, não é possível evoluir para os demais tipos de empatia.

Estagnar no primeiro ou segundo tipo também não é efetivo, porque não completa o processo empático e não oferece apoio real ao outro que está se abrindo. A empatia cognitiva pode frequentemente ser considerada sub-emocional, ou seja, não conter sentimento suficiente. Isso porque a pessoa não está sentindo, apenas fazendo uma análise lógica das emoções do outro.

Já a empatia emocional é excessivamente emotiva. A empatia compassiva oferece um ponto de equilíbrio entre lógica e emoção, mas não pode ser atingida sem as etapas anteriores. Esse processo permite que a pessoa empática consiga sentir a dor do outro, como se estivesse acontecendo com ele mesmo, ao mesmo tempo que permanece no controle das próprias emoções, o que consequentemente o possibilita a tomar boas decisões e oferecer a ajuda necessária às pessoas com quem está interagindo.

Empatia no Trabalho: entenda seu poder para a carreira – Roman Krznaric – YouTube Na Prática 138K subscribers Empatia no Trabalho: entenda seu poder para a carreira – Roman Krznaric Na Prática Search Info Shopping Tap to unmute If playback doesn’t begin shortly, try restarting your device. You’re signed out Videos you watch may be added to the TV’s watch history and influence TV recommendations.

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É possível sentir a dor do outro?

A condição rara que faz um médico ‘sentir’ a dor de seus pacientes 1 de 6 Joel Salinas tem sinestesia ‘espelho-toque’, que faz com que ele sinta no próprio corpo sensações experimentadas por outras pessoas — Foto: Massachusetts General Hospital Joel Salinas tem sinestesia ‘espelho-toque’, que faz com que ele sinta no próprio corpo sensações experimentadas por outras pessoas — Foto: Massachusetts General Hospital Para o médico Joel Salinas, a música cria cores, números têm personalidades e a dor de outras pessoas é quase como a sua própria.

Ele achava que todo mundo vivia dessa forma – até ir para a Faculade de Medicina. Salinas descobriu que essa característica era diferente um dia em que passou mal na universidade. Ele correu para o banheiro do hospital e vomitou até ficar sem ar. Lavando o rosto, o então aluno do terceiro ano de curso encarou seu rosto pálido no espelho e implorou a si mesmo para seguir vivendo.

Ele ainda não sabia, mas tinha uma condição chamada “sinestesia espelho-toque”, algo que fazia com que, toda vez que visse alguém sentindo dor, seu cérebro recriasse as sensações dessa pessoa no seu próprio corpo. E nesse dia, em 2008, ele simplesmente tinha assistido a uma pessoa morrer.

  • Alguém teve uma parada cardíaca e isso me pegou completamente desprevenido”, disse.
  • Eu vi que o paciente estava recebendo compressões no peito e eu podia sentir minhas costas no chão e as compressões no meu peito.
  • Eu senti o tubo de oxigênio rasgando o fundo da minha garganta”.
  • Quando o paciente foi oficialmente declarado morto, 30 minutos depois, Salinas experimentou um “silêncio misterioso”.

“Eu tive essa completa ausência de sensações físicas. Era assustador. Era como estar em um quarto com ar condicionado e de repente ele ter sido desligado do nada”, disse. Ele fugiu para o banheiro, onde conseguiu confirmar para si próprio que não estava morto – e jurou que não iria se permitir ter uma reação tão forte novamente.2 de 6 Salinas, quando estava na faculdade de Medicina, e seu irmão — Foto: Arquivo pessoal Salinas, quando estava na faculdade de Medicina, e seu irmão — Foto: Arquivo pessoal Sinestesia é uma condição em que um ou mais dos sentidos se mistura com outro, em vez de ambos serem percebidos separadamente.

Algumas pessoas sentem um sabor quando ouvem música, enquanto outras perceberm cores ao olharem para letras e números. Salinas tem lembranças da infância sobre como ouvia o sino soando em azul e amarelo em sua escola primária na Flórida. “Quando eu pintava desenhos na escola, eu sempre fui muito específico com isso.

Meu B tinha que ter o tom certo de laranja e os números precisavam ser amarelos”, disse. “Quando eu fazia somas, isso também não fazia sentido intuitivamente para mim. Meu 2 era uma pessoa maternal vermelha e meu 4 era uma pessoa amigável azul. Então como 2 + 2 poderia ser igual a 4?”.

No entanto, as associações com cores também o ajudavam a lembrar as informações que aprendia – o que fazia com que Salinas se tornasse um “gênio do vocabulário e da ortografia”. Ele também se lembra de ter tido dificuldades para “se encaixar” nos grupos da escola e também de ter perguntado à mãe por que ninguém gostava dele.

O problema é que ele gostava muito de abraços. “Abraçar era uma experiência totalmente imersiva”, escreveu no livro que publicou em 2017, intitulado Mirror Touch. O ato fazia com que ele se sentisse aquecido e seguro e com aquele mesmo sentimento azul que o número quatro despertava.

Mas quando ele abraçava outras crianças, elas muitas vezes achavam aquilo esquisito.3 de 6 Salinas e sua mãe – a sinestesia afetou sua habilidade de fazer amigos — Foto: Arquivo pessoal Salinas e sua mãe – a sinestesia afetou sua habilidade de fazer amigos — Foto: Arquivo pessoal Depois de frequentes rejeições, Salinas se recolheu ainda mais no seu mundo próprio.

Ele passava horas vendo televisão de uma forma que seu corpo sentia cada toque e movimento que estava passando na tela. “Quando o Papa Léguas colocava a língua para fora, eu sentia como se fosse a minha ‘fugindo’ da minha boca. Quando o coiote era atingido por um caminhão, eu também sentia!”, disse.

  1. Quando adolescente, Salinas percebeu que fazer com que os outros se sentissem bem faria com que ele próprio se sentisse bem – graças à sua experiência sensorial compartilhada.
  2. Ele entendeu que sua vocação seria ‘curar pessoas’ e decidiu seguir a carreira na medicina.
  3. Ele ainda não havia falado com ninguém sobre suas experiências até aquele momento, já que entendia que todo mundo via e sentia o mundo da mesma maneira.

No entanto, em uma viagem à Índia pela faculdade em 2005, Salinas descobriu que não era esse o caso. Quando um colega de sala descreveu um grupo de pessoas que percebia cores nas letras, Salinas reforçou que isso seria o caso da maioria das pessoas. “Ele me olhou e disse: ‘esse definitivamente não é o caso para todo mundo'”, diz Salinas.

  • Mas entender isso não o preparou para os desafios que viriam na próxima fase dos seus estudos.
  • A dor do espelho-toque ficou latente na faculdade de Medicina, quando eu comecei a presenciar essas situações extremas de trauma físico”, conta o médico.
  • Quando assistia a um procedimento em um adolescente em uma sala de cirurgia, ele sentiu a incisão como se tivesse sendo feita em seu próprio abdômen, seguida pela experiência quente e contorcida de ver os órgãos internos do menino ali.

Tudo veio à tona no dia em que um paciente morreu, e ele se viu vomitando no banheiro do hospital. Foi quando ele percebeu que teria que encontrar uma forma de lidar com isso se quisesse realmente ser médico. Salinas percebeu que as sensações de ‘espelho-toque’ eram mais intensas quando ele estava surpreso ou quando a pessoa que ele estava atendendo era mais parecida com ele.

Então ele começou a se preparar para essas situações.4 de 6 Por não conseguir cultivar muitas amizades, Salinas ficou uma criança mais introspectiva, que assistia muito à TV — Foto: Arquivo pessoal Por não conseguir cultivar muitas amizades, Salinas ficou uma criança mais introspectiva, que assistia muito à TV — Foto: Arquivo pessoal “Eu foquei em desviar o olhar.

Ficar olhando para a manga do paciente ou para a gola, ou fixar os olhos no meu próprio corpo”, disse. Mas ele também entendeu que sua ‘hiper-empatia’ o ajudava a tratar seus pacientes. Salinas percebia quase que imediatamente se o paciente estava com sede ou com dor, prestando atenção nos detalhes mais sutis de movimentos de face e de corpo.

  1. Eu realmente tenho uma participação no bem-estar dos meus pacientes porque, naquele momento, também é o meu bem-estar que está em jogo”, afirmou.
  2. Estar no hospital pode ser algo bastante solitário para o paciente e conseguir, de alguma forma, habitar aquele mesmo lugar pode significar muito.” Uma pesquisa sobre sinestesia estava ainda bem no início em 2007, quando Salinas visitou o neurologista responsável por ela, V S Ramachandran, para participar de alguns testes.

O especialista disse para ele que sua experiência de sentir toques quando via alguém sendo tocado era uma descoberta recente, de um tipo ainda pouco conhecido de sinestesia chamado “espelho-toque”. Essa condição afeta cerca de 1,6% da população, de acordo com um estudo liderado por Michael Banissy.

  • Salinas também descobriu que sua própria irmã também percebia cores nas letras, e sua mãe e seu irmão também tiveram experiências de “espelho-toque”.
  • Cientistas agora acham que todos nascemos com sinestesia de alguma maneira.
  • Um estudo recente descobriu que bebês associam formas diferentes a cores distintas.

No entanto, essa mistura de sentidos diminui na maioria das pessoas, porque nossos cérebros removem conexões desnecessárias em um processo de “podá-las” (conhecido como “pruning” em inglês). “Uma hipótese é que as pessoas com sinestesia têm um defeito nesse processo de “poda”, então acabam ficando com um excesso de conexões”, explicou Salinas.5 de 6 Salinas se graduou em Medicina porque sentiu uma vocação para ‘curar pessoas’ — Foto: Arquivo pessoal Salinas se graduou em Medicina porque sentiu uma vocação para ‘curar pessoas’ — Foto: Arquivo pessoal Agora, como neurologista da Escola de Medicina em Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, Salinas achou mais fácil falar sobre suas experiências à medida que a pesquisa sobre o assunto se aprofundava.

  1. Antes havia o risco de ser visto como ‘estranho’, como ‘diferente’ ou como um ‘mentiroso’.
  2. Agora, eu posso defender essa condição como algo real”, afirma.
  3. Ele concordou em ser entrevistado pela artista Daria Martin, que estava produzindo um filme sobre o espelho-toque para a Wellcome Collection em Londres.

“Nós acreditamos que as pessoas têm cinco sentidos: olfato, audição, visão, tato e paladar. Mas, além disso, há vários sentidos reconhecidos cientificamente, incluindo dor e temperatura”, disse Martin. “A sinestesia pode transitar entre tudo isso, é uma mistura de todos”.

Martin criou dois filmes explorando a sinestesia de espelho-toque. Ela entrevisou diversas pessoas com a condição e apresentou Salinas para uma delas: Fiona Torrance, de Liverpool. “Nossas experiências foram surpreendentemente similares, mas ela pareceu ter sentido mais o impacto das experiências físicas”, afirmou Salinas.6 de 6 Daria Martin criou dois filmes explorando a sinestesia de espelho-toque — Foto: Daria Martin (Cortesia de Maureen Paley) Daria Martin criou dois filmes explorando a sinestesia de espelho-toque — Foto: Daria Martin (Cortesia de Maureen Paley) “Por exemplo, houve um incidente em que ela estava no carro e uma pessoa por perto levou um soco.

A experiência que ela sentiu na hora foi tão forte e verdadeira que ela chegou a desmaiar.” Salinas conta que o encontro com outras pessoas sinestésicas faz com que quem sofre dessa condição se sinta mais “normal”. No entanto, ele é contra pensar na sinestesia como um distúrbio.

Quando a dor do outro não dói em você?

Mentora de Recolocação e Carreira | Especialista em LinkedIn | Palestrante | Headhunter | Job Hunter | RH | Recrutadora | Recursos Humanos | Recrutamento e Seleção 2 a Quando a dor do outro não te afeta mais, quem precisa de ajuda é você. Entre para ver ou add a comment

Porque sofremos por outra pessoa?

Essa comoção com a dor alheia é promovida por uma ação chamada ’empatia’, que nada mais é do que a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, na tentativa de imaginar como seria vivenciar a experiência dolorosa da vida dela.

Por que é importante se colocar no lugar do outro?

Os principais benefícios de ser uma pessoa empática – Muitos são os benefícios desse comportamento e, ao contrário do que pensam, isso faz bem para os outros e para a gente também. Confira abaixo alguns deles: Ter uma postura empática facilita a criar conexões emocionais com os outros e ajuda a fortalecer a inteligência relacional — que é sobre relacionamento intrapessoal — e melhora a convivência que contribui até na vida profissional.

Ter um comportamento mais empático ajuda a regular as próprias emoções e é aqui que entra a inteligência emocional. Dá para gerenciar melhor as reações e as atitudes, além de solucionar conflitos da melhor maneira e, assim, diminuir o estresse em grande parte do dia a dia. O ser humano é capaz de replicar os sentimentos de outras pessoas e isso nós já entendemos.

Ter uma postura empática gera respostas dos que estão à sua volta. Assim, as relações interpessoais ficam mais saudáveis em todos os âmbitos da sua vida.

É possível sentir o que o outro sente?

O que é empatia? – A empatia é definida como a capacidade de sentir ou compreender o que a outra pessoa está passando, mas do ponto de vista dela, e não do seu. Ainda, a empatia é considerada facilitadora para comportamentos pró-sociais, o que resulta em compartimentos mais compassivos. Há três tipos de empatia, que serão abordados ao longo do texto, que são:

a empatia cognitiva;empatia emocional;empatia somática.

Vale ressaltar que a empatia não é sinônimo de simpatia ou de compaixão. Por exemplo, compaixão pode ser definida como um entendimento empático nos sentimos de outra pessoa, porém um desejo, também, de agir em nome do outro. Cada pessoa pode experimentar da empatia de forma individual.

Além disso, há casos de pessoas em que a empatia é atenuada ou totalmente ausente, como o caso dos psicopatas (que são incapazes de sentir empatia).,Ademais, há pesquisadores, que nos últimos anos, estabeleceram o conceito de ” neurônios-espelhos “. A partir desses neurônios seria possível que os indivíduos experimentasses emoções e sentimos de outros.

Assim sendo, a pessoa se tornaria capaz de desenvolver empatia, de forma mais fácil. No entanto, essa pesquisa está ainda na fase primária e precisa de mais estudos e debate científico para resultados exatos. Quando A Dor Do Outro

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O que vem a ser empatia?

O que é empatia? – Psicologicamente, empatia é a capacidade de você sentir o que uma outra pessoa sente caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela, ou seja: procurar experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro a fim de tentar compreender sentimentos e emoções. Empatia traz conexão enquanto simpatia deriva desconexão. As quatro principais características da empatia são:

  1. Tomada de perspectiva — ou seja, a habilidade de considerar a perspectiva de outras pessoas como verdade;
  2. Não julgar;
  3. Reconhecer as emoções em outras pessoas;
  4. Conseguir passar essa informação, comunicar-se.

Além disso, empatia é uma escolha vulnerável já que, para se conectar com o que outra sente, uma pessoa precisa se conectar com algo em si mesmo que já conhece aquele sentimento. Quase nunca uma resposta empática começa com “pelo menos”. Por exemplo, se você diz “perdi um bebê” e a outra pessoa responde “pelo menos você sabe que pode engravidar”, essa pessoa não está sendo empática. Ela não está se conectando com o sentimento que existe dentro da sua frase e se colocando do seu lado. Quando se usa da empatia, mesmo não se tendo resposta, apenas de ouvir e se colocar no lugar da pessoa uma conexão é formada. >> Leia mais: Saiba o que é e veja dicas de como fazer uma boa gestão de conflitos na sua empresa

O que a psicologia fala sobre a empatia?

O que é empatia? – Empatia é a capacidade que uma pessoa tem de sentir e se colocar no lugar de outra pessoa, como se estivesse vivendo a mesma situação. A partir da empatia é possivel entender o sentimentos e as emoções do outro.

Como cuidar da dor do outro?

2. Você não precisa passar por isso sozinho – O abraço de um amigo e a conversa com alguém querido sempre traz a calma nas horas difíceis. Logo, a perda de um ente querido pode ser complicado demais de lidar para algumas pessoas. Por isso, compartilhar suas dores com alguém que considera é interessante, justamente para soltar os sentimentos presos nesse momento.

O que Freud diz sobre a dor?

ARTIGO Dor e gozo: de Freud a Lacan * * Este trabalho é um dos produtos da pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (Brasília, DF, Br), sob o título de O social e as psicopatologias do corpo: problematizando a dor e o gozo.

Ele foi apresentado, numa primeira versão bem mais reduzida, na II Jornada de Estudos do CLINP (Grupo de Pesquisas Clínicas Psicanalíticas), Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ/CNPq, sobre Corpo e sintoma na clínica psicanalítica, em 10.11.2009, como intervenção na Mesa-redonda “O que a clínica nos ensina?”.

Pain and jouissance: from Freud to Lacan La douleur et la jouissance: de Freud à Lacan El dolor y el gozo: de Freud a Lacan Schmerz und Lust: von Freud bis Lacan Edilene Freire de Queiroz Psicanalista; Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (São Paulo, SP, Br); Pós-doutora pelo Laboratoire de Psychopathologie Clinique, Université de Aux-Marseille I (Aux-Marseille, Fr); Professora Titular e membro do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP (Recife, PE, Br); Coordenadora do Laboratório de Psicopathologia Fundamental e Psicanálise e Coordenadora Geral de Pesquisa da UNICAP; Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental (São Paulo, SP, Br); Membro do Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq: Psicologia Clínica/UNICAP; Pesquisadora P-2 do CNPq Endereço para correspondência Endereço: Edilene Freire de Queiroz Praça de Casa Forte, 354/1402 – Casa Forte 52061-420 Recife, PE, Br Fone: (81) 3268-5482 e.mails: [email protected] e [email protected] RESUMO O fenômeno da dor crônica tem obrigado os pesquisadores a ampliarem a compreensão da dor para além do fenômeno sensório e a reconhecerem a dimensãsociocultural e psíquica da dor.

Para os psicanalistas a dor é testemunho da presença da pulsão no corpo. Discutiremos o problema da dor e sua aproximação com o gozo na perspectiva da metapsicologia freudiana e lacaniana. Na perspectiva freudiana, a dor está regida pelo princípio do prazer-desprazer, já na lacaniana o gozo diz respeito ao que está para além deste princípio, ou seja, liga-se à pulsão de morte.

Palavras-chave : Dor corporal, pulsão, representação, gozo ABSTRACT The phenomenon of chronic pain has led researchers to broaden their understanding of pain beyond the sensory sphere and recognize its sociocultural and psychological dimensions. For psychoanalysts, pain is evidence of a drive in the body.

The problem of pain and its relation to jouissance are discussed from the point of view of Freudian and Lacanian metapsychology. From the Freudian perspective, pain is governed by the principle of pleasure-displeasure, whereas from Lacan’s point of view, jouissance refers to what lies beyond this principle.

In other words, it is related to the death drive. Key words : Physical pain, drive, representation, enjoyment RESUMÉ Le phénomène de la douleur chronique a forcé les chercheurs à élargir leur compréhension de la douleur au-delà des phénomènes sensoriels et de reconnaître la douleur socio-culturelle et psychologique.

Pour les psychanalystes, la douleur est un témoignage de la présence de la pulsion dans le corps. Nous discutons le problème de la douleur et son rapprochement à la jouissance du point de vue de la métapsychologie freudienne et lacanienne. Chez Freud, la douleur est régie par le principe de plaisir-déplaisir, tandis que chez Lacan, la jouissance se réfère à ce qui se trouve au-delà de ce principe, c’est à dire, à ce qui se lie à la pulsion de mort.

Mot clés : Douleur corporelle, représentation, circuit pulsionnel et jouissance RESUMEN El fenómeno del dolor crónico obligó a los investigadores a ampliar su comprensión del dolor más allá de los fenómenos sensoriales y reconocer la dimensión socio-cultural y psicológica del dolor.

Para los psicoanalistas el dolor es un testimonio de la presencia de la pulsión en el cuerpo. Se discute el problema del dolor y su enfoque para el gozo desde la perspectiva de la metapsicología freudiana y lacaniana. En la perspectiva freudiana, el dolor se rige por el principio del placer-displacer, mientras que en la lacaniana, el gozo se refiere a lo que está más allá de este principio, es decir, se relaciona con la pulsión de muerte.

Palabras claves : Dolor corporal, representación, circuite pulsional, gozo ZUSAMMENFASSUNG Das Phänomen des chronischen Schmerzens hat die Forscher gezwungen, ihre Auffassung von Schmerz über die sensorischen Äußerung hinaus zu erweitern und die sozio-kulturelle so wie die psychische Dimension des Schmerzens mit einzubeziehen.

Für die Psychoanalytiker zeugt der Schmerz von einem körperlichen Trieb. Hier werden die Problematik des Schmerzens und ihre Nähe zur Lust aus der metapsychologischen Sicht von Freud und Lacan besprochen. Aus freudscher Perspektive wird der Schmerz vom Prinzip der Lust und Unlust bestimmt; aus lacanscher Sicht steht Lust eher in Zusammenhang mit dem, was über dieses Prinzip hinaus geht, d.h.

es steht in Verbindung mit dem Todestrieb. Schlüsselwörter: körperlicher Schmerz, Trieb, Darstellung, Lust A dor é considerada o sintoma predominante em 75% dos pacientes que procuram um hospital geral (Engel, 1975). A síndrome da dor crônica é a principal causa de incapacidade nos Estados Unidos e é considerada um importante problema de saúde pública contemporâneo.

No Brasil, o Ministério da Saúde implantou, no SUS, Serviços de tratamento da dor. Nos últimos cinquenta anos, o fenômeno da dor crônica tem obrigado os pesquisadores a ampliarem a compreensão da dor para além do fenômeno sensório e a reconhecerem a dimensão sociocultural e psíquica da dor, o que vem obrigando os serviços e clínicas de dor a manterem equipes interdisciplinares, a adotarem – em paralelo à prescrição de analgésico ou aplicação de bombas de morfinas no corpo –, a alternativa de tratamento fisioterápico e psicológico.

Podemos conjeturar que as incidências de estados de dor física como as dores corporais e as respostas físico-somáticas seriam estimuladas pela cultura somática atual que privilegia a sensorialidade. A exposição permanente dos sentidos nos torna vulneráveis ao pathos e o excesso de conteúdo sensório, segundo Freud (1977/1950-1895), produz um efeito traumático, justamente pela impossibilidade de o ego poder representá-lo.

  1. Os órgãos dos sentidos são “aparelhos para a recepção de certos efeitos específicos de estimulação, mas que também incluem disposições especiais para maior proteção contra quantidades excessivas de estimulação e para a exclusão de tipos inapropriados de estímulos” (Freud, 1977/1926-1925, p.19).
  2. Como o aparelho psíquico está regulado pelo princípio do prazer é função do ego proteger-se contra o excesso de excitação que gera uma tensão desagradável.

“A proteção contra os estímulos é, para os organismos vivos, uma função quase mais importante do que a recepção deles, mas nem sempre a proteção funciona quando a estimulação é intensa (interna ou externamente) causando desprazer e dor” (ibid.). Numa cultura da sensorialidade é provável que as sensações sejam potencializadas provocando um excesso que causa desprazer e dor.

  • A dor é definida pela International Association for the Study of Pain (2009) “.
  • Como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão tecidual atual ou potencial, ou descrita em termos de tais lesões”.
  • A hipótese, que faz a dor decorrer unicamente de uma lesão tecidual, não se sustenta, pois em situação de guerra, alguns soldados alvejados não sentem dor e continuam no combate.

Nesse caso, a dor, que é considerada o alarme do organismo, não aparece. Evidentemente, em uma vivência tão implacável como a guerra, que instiga a fúria cega dos homens e a vontade de aniquilamento, é compreensível que a dor, causada por qualquer ferimento, seja imperceptível, pois se mistura à devastação da destruição.

  • Freud (1977/1926], p.197) já havia observado que mesmo a dor física mais intensa deixa de existir quando há um desvio psíquico ocasionado por algum outro interesse.
  • Do mesmo modo, um grande dano físico pode estancar o desenvolvimento de uma neurose por exigir um hiperinvestimento do órgão lesado.
  • Os acontecimentos traumáticos exercem um poderoso efeito na distribuição da libido e como a dor pressupõe a função de reconhecimento pelo ego (ao receber representações de partes do corpo), sua existência, ou não, depende de diferentes fatores psíquicos como teremos oportunidade de desenvolver mais adiante.

A ausência do reconhecimento da dor pode ocorrer em diferentes quadros clínicos, cujo funcionamento psíquico é regido por processos primários, como em alguns quadros psicóticos, em que os sujeitos são capazes de decepar membros sem queixar-se de dor.

  • Quem trabalha com crianças autistas se admira do fato de algumas delas se acidentarem e não reclamarem, nem chorarem.
  • O cérebro, como órgão decodificador, não interpreta essa experiência como dolorosa, mesmo não sendo sujeitos portadores de lesões ou disfunções nos neurônios receptores da dor, ou no hipotálamo (órgão que dá a dimensão afetiva da dor).

Portanto, a explicação neuropática da dor não dá conta da complexidade da experiência dolorosa. A dor indica a presença da pulsão no corpo e pressupõe uma organização psíquica na qual o ego pode reconhecê-la. Como a angústia, ela é sinal de perigo e, portanto, está a serviço da pulsão de vida.

Nos casos em que a ação da pulsão de morte se sobrepõe a de vida, a dor tende a ser inócua e a transmudar-se em gozo. Para os psicanalistas, a dor é testemunho da presença da pulsão no corpo. Freud (1977/1926), no Rascunho C de “Inibição, sintoma e ansiedade” que versa sobre Ansiedade, dor e luto, refere-se à dor psíquica como equivalente da dor física, enquanto reação real à perda de um objeto.

A dor é um acontecimento de corpo, é metáfora da unidade corpo/psiquismo, como demonstrou Marcos Creder (2002), em um importante estudo sobre a dor, no qual analisa alguns casos de migração da dor: do psíquico para o físico e do físico para o psíquico.

Somente no nível da dor pode-se experimentar toda a dimensão do organismo, toda a dimensão de se ter um corpo e a dimensão trágica da existência. Distinto dos animais, que são só seus corpos, o animal humano se caracteriza por possuir um corpo e também por poder usufrui-lo. Assim, o homem vê seu corpo como o Outro de si e pode gozar dele.

Segundo Triol, citado por Siqueira (2009), “contrariamente ao reino animal ou vegetal, onde, em geral, a espécie predomina sobre o indivíduo, no homem encontramos o contrário: o desejo do indivíduo prima sobre o da espécie.” (p.113). Por esta razão, desde Freud, sabemos que o homem não é regido, apenas, por uma ordem instintual e o seu corpo, como expressão da pulsão, assujeita-se à materialidade do significante.

  1. Nascemos com um código genético preestabelecido pelas leis naturais (instintos), o qual se transforma pelos significantes do Outro; estes se inscrevem no corpo, produzindo marcas de gozo.
  2. A expressão “acontecimento de corpo”, cunhada por Lacan, diz respeito justamente a isso, ou seja, ao acontecimento de discurso que deixa traço no corpo.

A dor é testemunho da presença da pulsão no corpo e a pulsão, por sua vez, é um vestígio da linguagem que modifica a necessidade. Logo, na experiência de dor, há que se considerar a dimensão do parlêtre, o que será feito na segunda e terceira parte deste texto.

Metapsicologia da dor em Freud As causas precipitadoras da dor, segundo Freud (1977/1950-1895), são, por um lado, o aumento da quantidade de excitação sensível, mesmo a dos órgãos sensoriais mais susceptíveis, e, por outro lado, a uma interrupção da continuidade mesmo quando a quantidade de excitação é mínima.

A dor está ligada a uma quantidade de investimento mais intenso, o qual rompe as barreiras de contato, que protegem o sujeito dos estímulos excessivos. Nesse contexto quantitativo da dor, não podemos deixar de reconhecer sua base neuroquímica. Há neurotransmissores que ativam os neurônios excitatórios e outros que liberam substâncias analgésicas, as quais defendem o organismo de dores intensas, que ultrapassam o limiar de suportabilidade – como acontece em certos casos de mutilações.

  1. Existe certa correspondência entre os três sistemas apresentados por Freud (1977/1950-1895) em “Projeto para uma psicologia científica” e o que a neurologia apresenta como a condução do estímulo nervoso.
  2. Freud apresenta os neurônios como suporte material e elemento constituinte do aparelho psíquico.
  3. Os neurônios do sistema phi são permeáveis à passagem de quantidade de excitação.

São neurônios condutores de excitação, correspondem ao que em neurologia se indica como os nociceptores que liberam os mediadores químicos. Eles compõem o sistema perceptivo, e o contato com o mundo externo é feito pelos órgãos dos sentidos. Os neurônios do sistema psi estão relacionados à memória e dizem respeito à inscrição sensitiva da experiência.

Eles são dotados de dispositivos de proteção – as barreiras de contato –, que impedem a invasão de grandes quantidades de excitação, tanto exógenas quanto endógenas. Podemos compará-los ao tálamo cerebral que tem a função de filtro e não deixa passar para o córtex sensitivo evitando que o sistema nervoso central tome conhecimento do estímulo doloroso.

Ele dispara algumas respostas neuroplásticas. Freud (1977/1950-1895) diz, então, que “o sistema nervoso tem a mais decidida propensão a fugir da dor” (p.408), pois sua tendência primária é evitar o aumento da tensão quantitativa. Já os neurônios do sistema ômega produzem as sensações conscientes de prazer e de desprazer.

  • Estão relacionados à capacidade de perceber as qualidades sensórias de dor ou de prazer.
  • Do ponto de vista da neurologia, o hipotálamo – substância cinzenta do córtex cerebral mais primordial e especializada, por onde caminham as informações –, dá a dimensão afetiva e qualitativa da dor.
  • Por meio dele os estímulos sensórios são codificados e reconhecidos pelo sistema nervoso central.

A dor consiste na irrupção de grandes quantidades de excitação em psi e em ômega, Esses três sistemas envolvem três funções psíquicas importantes: a inscrição da excitação, o registro da experiência sensitiva e o reconhecimento da dor. Na segunda tópica, esse modelo econômico da dor permanece, mas ela será tratada na perspectiva qualitativa do prazer-desprazer e o que estaria mais além desse princípio.

A dor vai estar diretamente relacionada às experiências de desprazer. Em “O problema econômico do masoquismo”, Freud (1977/1924) afirma que, além do fator quantitativo, o desprazer tem um componente qualitativo. Este, por sua vez, está relacionado ao funcionamento libidinal, às exigências do princípio do prazer, cuja “missão é tornar inócuo o instinto destruidor” (p.204) colocando-o para fora e não descarregando-o no próprio corpo e conta com o aparelho motor para operacionalizar essa tarefa.

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No Rascunho G, sobre a melancolia (1977/1917), ao tratar da dor causada pela perda do objeto, ele a apresenta como uma efração, uma espécie de ruptura dos protetores, dando a sensação de um “a mais” vivido como um buraco no corpo, equivalente a uma ferida,

  • É importante realçar que, em várias passagens, Freud faz questão de fazer corresponder a dor psíquica à dor física.
  • Para ele, o conceito de dor psíquica foi criado pela linguagem.
  • Freud (1977/1915), inclusive, chegou a considerar a dor como uma pseudopulsão, pois ela constitui uma fonte contínua de excitação interna que não se pode evitar pela fuga ou pela descarga de excitação.

Os excessos de excitação causadores de tensão desagradável não são resolvidos pela descarga da energia, mas pelo trabalho de ligação da energia desligada. Toda dor tem uma qualidade especial determinada pela imagem mnêmica a ela associada. A dor é uma experiência universal, mas cada dor é única (Rocha, 2009).

A dor está na base das experiências de repulsa, enquanto o desejo nas de atração. No entanto, presenciamos formas de funcionamento inusitadas nas quais a dor, em vez de funcionar como força repulsiva, funciona como força atrativa como nos casos comumente identificados como masoquismo. Convém lembrar que Freud distingue três tipos de masoquismo: o erógeno, o feminino e o moral (sentimento de culpa).

Todos eles estão subordinados ao princípio do prazer. O masoquismo primário, que está na base de todas essas experiências dolorosas, distinto dos demais, é regido pela ação direta da pulsão de morte, provocando destruição. O masoquismo, subordinado ao princípio do prazer, atrai sem pôr em risco a vida do sujeito, já o primário atrai ao desafiar os limites da vida.

A dor é imperativa, e é somente subjugada pela interferência de uma suspensão tóxica, pela influência de uma digressão psíquica e pela entrada na ordem da linguagem. Um exemplo disso Freud nos deu no jogo do fort-da de seu neto, o qual dominou a dor provocada pela ausência da mãe por meio da linguagem (os fenômenos “ô” e “a”) conseguindo, pelo jogo, o domínio da situação de angústia em que se encontrava (Rocha, 2009).

Tivemos outro exemplo dessa influência da digressão psíquica sobre a dor, por meio da linguagem, em um trabalho investigativo de uma mestranda, fisioterapeuta de formação, ao teorizar sobre os componentes subjetivos da dor na fibromialgia (Costa, 2009).

Ela acompanhou três pacientes com terapia manipulativa (massagens em pontos dolorosos) e agregou a tal prática a escuta do discurso sobre a dor e sobre suas histórias de vida e pôde verificar, então, as mudanças significativas operadas nas pacientes ao fazer uso da linguagem: houve remissão total das queixas de dor, em uma das pacientes, e remissões parciais, mas significativas, nas outras duas.

A dor, na concepção freudiana, está regida pelo princípio do prazer-desprazer. Se a noção de pulsão de morte deu a Freud a condição de enxergar além do princípio do prazer-desprazer, foi Lacan que nomeou essa dor mais além do princípio do prazer-desprazer como gozo e distinguiu na compulsão de repetição duas conotações.

  1. Uma diz respeito à repetição do fato traumático para dominá-lo e significá-lo, ou seja, fazer uma digressão da dor como aconteceu nos exemplos acima.
  2. Já na outra a repetição decorre da fixação num traço, ou seja, é o S 1 que se repete, pois não há endereçamento ao Outro.
  3. Da dor ao gozo Nas nossas investigações sobre marcas corporais temos tido oportunidade de refletir sobre jovens que buscam viver experiências de suspensão corporal, submetendo-se a perfurações e implantes corporais de ganchos.

Um caso particular estudado por Pereira (2006) e retomado por Siqueira (2009), chamou a atenção destas pesquisadoras pela maneira como as pessoas, que testemunharam a experiência, descreveram a expressão de um dos jovens que participava da sessão de suspensão.

  • Ele fazia um O-kee-pa (uma das formas de suspensão mais dolorosa e arriscada) e tinha, no seu semblante, uma expressão de gozo, de êxtase e não de dor, como era de se esperar.
  • As pessoas o descrevem como estando em transe e ele pedia para permanecer suspenso, mesmo sabendo do risco.
  • Igual descrição é feita por Lacan (1982) ao se referir ao gozo dos místicos como uma experiência particular de autoflagelação e prazer intenso e destaca em particular a expressão de gozo estampada na face de Santa Tereza d’Avila retratada na escultura de Bernini sobre O êxtase de Santa Tereza,

Esses casos exemplificam a experiência de ultrapassagem para um nível de satisfação que está para além do prazer e do desprazer. Significa que quando se ultrapassa o limiar, não do prazer para o desprazer (dor), mas o limiar da dor, chega-se ao gozo. O depoimento do jovem que fez o O-kee-pa sobre a sensação vivida corrobora isso.

  • Diz ele: “.
  • No início vive-se uma dor intensa, mas depois a dor some e fica uma sensação indescritível que invade todo o corpo” (Pereira, 2006, p.125).
  • No nosso vernáculo, a dor está associada a uma impressão desagradável e penosa, enquanto o gozo está associado ao desfrutar, ao fruir e ao deliciar-se.

Logo, dor e gozo não conotam o mesmo sentido, ambos são fenômenos psicossomáticos e de fronteira. Empregamos o termo “psicossomático” no sentido lato adotado por Assoun (2004), ou seja, como o modo de dar testemunho físico do des-simbólico, ou não simbólico e não no sentido estrito empregado pela Psicossomática ao definir e classificar certas patologias como de caráter psicossomático.

Do ponto de vista estrito do sintoma, temos de considerar dois tipos de “somatização”, como efeitos dos acontecimentos que se inscrevem no corpo: a) por efeito de conversão, passando pelo grande circuito pulsional, como fazem as histéricas; b) pelo escoamento direto da pulsão (pelo curto circuito pulsional), sem passar pelo processo de representação como nos casos dos fenômenos psicossomáticos.

A dor está a serviço da pulsão de vida e se representa psiquicamente como experiência de desprazer, enquanto o gozo está a serviço da pulsão de morte e é da ordem do des-simbólico. Dor e gozo estão para além do princípio do prazer: a dor dizendo respeito ao desprazer e o gozo ao que está para além do prazer-desprazer.

  1. A distinção feita por Freud sobre os tipos de masoquismo, conforme apresentamos anteriormente, está delimitada por dois campos de ação da pulsão de morte: num a pulsão de morte encontra-se a serviço da pulsão de vida e, no outro, a ação da pulsão de morte se dá sem a mediação do Outro.
  2. O primeiro rege-se pelo princípio do prazer, já o outro, pelo imperativo categórico de um superego arcaico.

Essa distinção, no meu entender, levou Lacan a empregar outro significante para indicar essa experiência que está para além do princípio do prazer e do desprazer e que se distingue da dor – o gozo. Segundo Roudinesco (1998, p.299), Freud utilizou o termo gozo somente em três passagens: a) quando comenta, a propósito dos invertidos, nos “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, que os homossexuais não conseguem extrair nenhum gozo pelo objeto do sexo oposto; b) em Os chistes e sua relação com o inconsciente e c) em “Mais além do princípio do prazer”.

Em todas elas, o termo gozo é empregado como sinônimo de prazer. A referência mais próxima ao sentido dado por Lacan aparece ao se referir à dor dos melancólicos como um buraco no corpo. Vê-se aí o germen da noção concebida posteriormente por Lacan. Inicialmente, a noção de gozo, empregada por Lacan, também estava ligada ao prazer sexual e implicava a ideia de perversão.

O perverso sabe fazer gozar. À medida que avançou na teorização do real, Lacan diferenciou a noção de gozo da de prazer. O prazer é da ordem do gozo parcial, submetido ao simbólico. Lacan (1988/1959-1960), funda o gozo a partir de uma referência ao Das Ding freudiano, ou seja, numa situação anterior a todo significante.

Diz ele: o gozo está na coisa enquanto que o desejo está do lado do Outro. O gozo não passa pelo Outro, não passa pela linguagem. O gozo está para além da dor, justamente porque há uma cisão entre aquele que goza e o Outro. Se dor e gozo, do ponto de vista quantitativo, dizem respeito à ultrapassagem do limite de suportabilidade de excitação; do ponto de vista qualitativo, a dor indica a qualidade do desprazer, quando este limite é ultrapassado e se endereça a Outrem; ao passo que o gozo se relaciona ao não limite entre o sujeito e o Outro: ou porque ocorreu uma colagem entre eles, ou porque o Outro foi excluído (gozo autístico).

O gozo como não regido pelo princípio do prazer está nas experiências mais arcaicas, representa a experiência repetitiva do chuchar do seio materno na experiência de sucção da criança. Segundo Nasio (2007), é impossível pensar a existência de um acontecimento sensorial sem que um sujeito o registre sob a forma de uma representação.

  • Essa representação chama-se imagem mental do corpo e significa a transformação do acontecimento sensorial bruto em acontecimento de linguagem.
  • O autor (2008) observa que há “um conjunto de imagens mentais do corpo.
  • E é essa constelação de imagens que nos dá o sentimento de existir em um corpo vivo e de ser eu” (p.13).

Toda sensação percebida imprime inevitavelmente sua imagem, toda sensação real se duplica forçosamente na virtualidade. O corpo real é a matéria viva pulsante, onde nascem as excitações. É o lugar onde se produz o acontecimento sensorial bruto, independente do sujeito.

A imagem do sentido é, antes de tudo, a representação da zona corporal, onde se produziu o acontecimento corporal. Algumas vezes essa imagem é nítida, outras vezes confusa, pode ser consciente ou inconsciente, mas, em quaisquer dos casos, ela se grava automaticamente no psiquismo. Entretanto, quando não há a presença interiorizada de outrem, o investimento libidinal não é suficiente para que um acontecimento sensorial seja representado.

Ela é gravada, porém não representada. A experiência sensível fica ao nível do curto circuito pulsional, sem ascender ao grande circuito pulsional, onde ocorre o processo de representação. É preciso o afeto e também o Outro para se configurar a experiência de dor.

Diz Nasio (2007): “Se eu sofro de uma dor é sempre em referência a outrem” (p.13). Porém, quando o sujeito fica petrificado pela doença (acontecimento de corpo), seu corpo se torna fonte ilimitada de gozo, pois, nesse caso, há uma estagnação da libido num certo órgão, ou ponto do corpo, em decorrência de uma forclusão local, como acontece nos fenômenos psicossomáticos.

Sabemos que tais fenômenos não possuem a mesma consistência simbólica do sintoma no sentido analítico, ou seja, de uma formação do inconsciente com uma estrutura de linguagem que opera por substituição, deslocamento e modificação. E quando falta significante, quando a palavra deserta do corpo, deixa de existir distância entre o gozo e o corpo, razão pela qual Lacan afirma que o gozo é no corpo e fora da linguagem.

Em outras palavras, quando não se representa os acontecimentos sensoriais, quando não se dá sentido a eles, o corpo fica numa relação de exclusão com a cadeia de linguagem e aquilo, que seria experimentado como dor, transforma-se em gozo. Só o significante é capaz de fazer borda ao gozo. O gozo, como a dor, pressupõe a ultrapassagem do limiar, sendo que, no segundo, há certa circunscrição do gozo, limitando-o, fragmentando-o.

A dor faz limite entre a experiência de prazer e a de gozo. Podemos declarar, então, que o gozo é uma instância negativa, diferente do prazer. O prazer é uma barreira ao gozo. O prazer é a excitação mínima, aquilo que faz desaparecer a tensão, tempera-a ao máximo, ou seja, então, que é aquilo que nos faz parar, necessariamente, a uma distância regulamentar do gozo.

Porque aquilo que chamo gozo, no sentido em que o corpo se experimenta, é sempre da ordem da tensão, do forçamento, do gasto e até mesmo da proeza. Há incontestavelmente gozo no nível em que começa a aparecer a dor e nós sabemos que é somente neste nível da dor que pode se experimentar toda uma dimensão do organismo que de outra forma fica velada.

(Lacan, 2001/1966, p.12) No prazer, existe o Outro pondo limite ao usufruto de todo fruir pulsional. Já o gozo é a face não domada da pulsão e, por isso, ele é da ordem do excesso, da carga pulsional primordial, que permanece no corpo como pontos de fixação de experiências sensoriais vividas.

  1. São pontos inscritos, mas não significantes.
  2. A metapsicologia do gozo em Lacan Os estudiosos de Lacan têm assinalado o modo, segundo o qual, o trabalho de teorização se desenvolve, ao longo de sua obra, em relação a um dos componentes das três dimensões do aparelho psíquico: RSI.
  3. O imaginário tem um destaque privilegiado no começo, depois do simbólico, enquanto que o real só mereceu destaque no curso dos últimos anos.

No Seminário 1 sobre Os escritos técnicos em Freud, no qual Lacan (1979/1953-1954) propõe um retorno à Freud, a ênfase está no simbólico, logo as três dimensões estão configuradas como SIR. Mas nele dedica uma atenção especial à tópica do imaginário, na qual apresenta o esquema óptico.

  1. O corpo, por conseguinte, é visto pela ótica do simbólico e do imaginário e igualmente do gozo.
  2. Portanto, conceitualmente corpo e gozo ficam velados porque seu objetivo é demonstrar a função da palavra (Miller, 2000).
  3. Nesse momento, a frase que caracterizava a concepção de Lacan era: o inconsciente é estruturado como uma linguagem.

Assim, ele pretendia dar conta do que é decifrável no inconsciente. Nesse sentido, sua clínica não se diferenciava daquela proposta por Freud, ou seja, o sintoma era efeito do recalque. A decifração simbólica e a satisfação na linguagem tinham um lugar de destaque.

  • Ele concebia a dor e o sofrimento como provocados pelo aprisionamento do sentidentido do gozo era próximo ao do prazer.
  • Entretanto, não tardou muito para ele reconhecer que o simbólico não é tudo, pois deixa de fora o imaginário que é outra ordem de realidade e de satisfação.
  • O imaginário permanece fora da apreensão simbólica, mas, ao mesmo tempo, é dominado por ela.

O gozo imaginário só aparece quando há ruptura na cadeia simbólica, pois dele o inconsciente não pode falar. No trabalho clínico, isto significa anular ou apagar o gozo, restituindo-o sob a forma de desejo significado. No Seminário A ética da psicanálise (Lacan, 1988/1959-1960) ele trata o gozo como estruturalmente inacessível, fora de todo significante, como o Das Ding freudiano.

O gozo está do lado da coisa, num lugar abissal, como diz Miller (2000), não como abismo, e sim como uma pequena cavidade, representado pelo objeto pequeno a (objeto que encarna e reproduz a coisa). Creio que esta concepção é antecipada por Freud (1977 ) quando apresenta, em “Luto e melancolia”, a dor como uma efração, como um “a mais” vivido como um buraco no corpo.

Lacan quer dizer com isso que a verdadeira satisfação pulsional não está nem do lado do simbólico nem do lado do imaginário, ela é da ordem do real. Se, no segundo momento, ele tenta decifrar o gozo imaginário pelo simbólico, com o reconhecimento do gozo como real, este passa a ser visto como da ordem do impossível.

A entrada do real provoca uma revolução no pensamento de Lacan. O aforismo – “o inconsciente estruturado como uma linguagem” – passa a conotar o sentido de uma linguagem primordial do sujeito ( alingua ), relacionada à experiência de gozo. Ele, então, descreve o inconsciente como uma borda, que se abre e que se fecha na relação com o corpo e com as pulsões mais primitivas.

Há, de certo modo. um retorno ao corpo. Assim, corpo e gozo, que estavam conceitualmente velados no seu primeiro ensino, revelam-se no segundo. A tese – o corpo humano é habitado pela linguagem – permanece e faz com que ele relacione o gozo ao significante.

“O significante se situa no nível da substância gozante” (Lacan, 1982/1972-1973, p.36). O que fica comprometido, nesse caso, é a relação do significante com outro significante, princípio binário necessário à constituição da cadeia simbólica e da linguagem como comunicação. A teorização de Lacan sobre o gozo aproxima-se do conceito de compulsão à repetição, próprio da pulsão de morte, ou seja, quando não há o endereçamento do significante (S 1 ) a outro significante (S 2 ), o S 1 torna-se único, uma marca de gozo que não pode ser pensado, “significantizado”.

Só resta, então, como operação possível, a repetição do traço unário. Lacan (1982/1972-1973) trabalha bem isso no Seminário Mais. Ainda. Lá ele mostra a dimensão do “a mais” suplementar no gozo. Ele distingue o gozo fálico do gozo feminino. O primeiro, na fórmula da sexuação, liga-se ao masculino e à função simbólica da castração.

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Significa o gozo na linguagem. Já o segundo, corresponde à posição feminina, cuja característica fundamental é ser sem limite (a mulher não toda submetida à castração). O gozo estaria fora da linguagem, da relação com o Outro. Ele aproxima deste último a experiência dos místicos e toma a imagem de Santa Teresa d’Avila, de Bernini, como figura paradigmática deste gozo.

Segundo Miller (2000), a fórmula adotada de Pierce, segundo a qual, “o signo representa alguma coisa para alguém”, é metamorfoseada no aforismo: “o significante representa o sujeito para outro significante” (S 1 para S 2 ), Na clínica do real, este aforismo, parodiando o anterior: “o significante representa o gozo para outro significante”, adquire uma nova versão.

  1. Nela, a fórmula deixa de ser (S 1 para S 2 ) e passa a ser (S 1 para S 1 ).
  2. Isso significa que, no gozo, há um apagamento do sujeito ante o mandato do imperativo categórico.
  3. Nesta fórmula, o significante perde a função de comunicação, de endereçamento, pois é o significante Um que se repete “gozozamente”.

Atribui-se essa perda ao fracasso do recalcamento primordial. Ocorre justamente o inverso da experiência primitiva da criança, que primeiramente vive a sensação e as necessidades orgânicas e, pela significação dada pela mãe ou substituta, inscreve-as numa relação de comunicação.

Com o realce do real do gozo, a palavra, antes apontada como um dado primário, torna-se secundária. Segundo Chemama (1995), comentando Lacan, o gozo está na textura da linguagem, na língua primordial do sujeito humano – a lalangue, Esta é um neologismo lacaniano, espécie de língua do “mais um” e indica um tipo de palavra primordial disjunta da linguagem, mas que se mantém como o real da linguagem.

Observa ele que o significante não tem somente efeito de significado, senão também de afeto em um corpo, ou seja, afeto no sentido daquilo que perturba e que deixa marcas no corpo. O efeito de afeto inclui o efeito de sintoma, o efeito de gozo e inclusive o de sujeito, mas de sujeito situado num corpo.

Nos últimos Seminários (Livros 20, 22 e 23), Lacan abre uma perspectiva nova na maneira de apresentar a articulação do real, do simbólico e do imaginário. Ele apresenta o nó borromeu como suporte dessa estrutura ternária. Há uma espécie de reconciliação com as primeiras noções, pois ele trata os sintomas corporais como podendo ser discutidos pela escrita dos nós RSI: corpo real, corpo simbólico e corpo imaginário.

Os signos de gozo são marcas corporais que não podem ser ditas e, sim, mostradas pelo ato, pela maneira do sujeito agir, pelos sintomas, e têm a ver com a experiência de corpo no real. Com isso, não só vinculou o gozo ao real, como renovou a noção de corpo que deixou de ser apenas um conceito para ser uma consistência.

  • Isso significa que não se pode pensar a clínica psicanalítica sem pensar os acontecimentos de corpo.
  • A linguagem deixa traços no corpo e todo sintoma psíquico tem um substrato corporal.
  • O objeto “a”, mesmo sendo concebido como objeto que indica o vazio, o Das Ding, e, portanto, um objeto in-substancial, de consistência lógica, o objeto próprio da pulsão, ele tem um aspecto de extração corporal, que se liga à experiência de corpo despedaçado e aos pequenos objetos de satisfação.

Assim, no sintoma mesmo concebido como metáfora, estão presentes os elementos corporais. À guisa de uma conclusão É disso que se trata na clínica contemporânea: tratar sujeitos que usufruem de seus corpos de diferentes modos e, algumas vezes, descomedidamente.

São sujeito doloridos, ou gozantes. Os primeiros põem limite ao usufruto do corpo, já os segundos levam o usufruto às últimas consequências. São corpos que prescindem do Outro e tornam-se, eles mesmos, Outros privilegiados. O desafio da clínica é tornar significável a dor. Os gregos criaram o trágico no teatro para ajudar aos homens a transformar o sofrimento em fonte de saber ( páthos máthos ).

Eles sabiam que o sofrimento precisa ser significado. A função da ação trágica, personificada no herói, era “purificar” 1 1 Realço o termo purificação relacionando-o ao sentido de sublimação: um processo químico que Freud tomou emprestado para indicar um movimento de ascensão ou de elevação da pulsão para alvos sublimes.

  1. O sofrimento, produzindo uma conversão interna de vivência sensitiva para uma forma de saber que não é teórica.
  2. Páthos máthos, que significa sofrimento e conhecimento, pode ser interpretada de dois modos: o conhecimento que se adquire pelo sofrimento e o sofrimento que precisa ser significado.
  3. De outro lado, o desafio é restaurar nesses sujeitos a função egoica de fazer desaparecer a tensão, mas deixando o sujeito a uma distância regulamentar do gozo.

É função do ego administrar a economia pulsional, endereçando o gozo às zonas erógenas, pontos localizados e circunscritos. É função do ego regenerar o narcisismo, pondo a pulsão de morte a serviço da pulsão de vida. Quando isso não acontece, o gozo espalha-se, frui por todo o corpo, devastando-o.

  • Às vezes, a solução é investir numa reeconomia de gozo, ou seja, na redistribuição de gozo para salvar o sujeito da autodestruição.
  • A dor, como a esfinge, precisa ser decifrada para não devorar o doente no usufruto do gozo.
  • Recebido/Received : 4.10.2011 / 10.4.2011 Aceito/Accepted : 15.8.2012 / 8.15.2012 Financiamento/Funding: Esta pesquisa é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq / This research is funded by the Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq Editor do artigo/Editor : Prof.

Dr. Manoel Tosta Berlinck Copyright : © 2009 Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental/University Association for Research in Fundamental Psychopathology. Este é um artigo de livre acesso, que permite uso irrestrito, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o autor e a fonte sejam citados / This is an open-access article, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Quando a dor do outro não te afeta versículo?

Frei Jaime: se as feridas do teu irmão não te causam dor, a tua doença é mais grave que a dele.

O que é empatia frases curtas?

Mensagens de empatia para Facebook, Instagram, WhatsApp – As frases a seguir são para você que acredita na importância da empatia e quer espalhá-la por aí. Quando A Dor Do Outro Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele. Carl Rogers Empatia é o ponto mais forte entre a compreensão e conexão com outro ser humano. Quando A Dor Do Outro Ter empatia por outra pessoa é muito mais do que apenas enxergá-la. É vestir suas dores. Para compreender as pessoas, devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer. John Powell A empatia é um exercício que deve ser praticado por quem quer tentar entender sentimentos e emoções de quem está à sua volta. Quando A Dor Do Outro A melhor forma de construir relações com significado é compreender o ponto de vista de quem está a seu lado. Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade. Dalai Lama A maior expressão de empatia é sermos compreensivos com alguém de quem não gostamos.

Mark W. Baker Tudo na vida é difícil, desde que a compreensão e a boa vontade não sejam utilizadas. François Rabelais É muito diferente se as pessoas podem se comportar com as outras como espectadoras ou se participam sempre do seu sofrimento, da sua alegria ou da sua culpa: estas são as que verdadeiramente vivem.

Hugo Hofmannsthal O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Martha Medeiros A verdadeira felicidade está na aquisição da empatia. Se você pode se sentir feliz por alguém, pode ser feliz consigo mesmo até nos momentos mais difíceis. O valor real não está no tradicionalismo barato, e sim na ação altruísta de quem vive acreditando que o melhor do mundo é aquele que se preocupa com o próximo.

Matheus Horácio Quando A Dor Do Outro A empatia é uma das únicas capacidades que nos salva de generalizarmos nossas verdades pessoais em detrimento da realidade que é fornecida pelo outro. Josie Conti

Por que sinto uma dor?

A dor é uma sensação que se manifesta quando algo de errado ocorre em nosso organismo por meio de estímulos enviados pelos nervos ao cérebro e esse, por sua vez, envia os estímulos ao córtex motor para que esse libere alguma reação. A reação liberada pelo córtex motor é enviada para o local da dor por meio dos nervos.

  • A sensação de dor é determinada em um indivíduo a partir das sensações que sentiu em seus primeiros anos de vida, ou seja, a primeira lesão que estimulou seu organismo a reagir liberando tal sensação foi determinante para a percepção da mesma.
  • Dessa forma, pode-se dizer que a dor é uma sensação individual e subjetiva.

Existem vários casos que estimulam nosso organismo a liberar reações dolorosas como: nervosismo, ressaca, posição errada, deitar ou sentar de mau jeito, exagerar em exercícios físicos, permanecer por muito tempo em uma mesma posição, esforço repetitivo, estresse e outras.

  1. A cada novo dia a dor em relação à percepção está relacionada aos hábitos diários, longevidade de um indivíduo, prolongamento de vida dos doentes fatais, mudanças de ambiente entre outros.
  2. É caracterizada pela sua freqüência, natureza, as causas, localização, a duração, qualidade e intensidade.
  3. O tratamento da dor depende de seu estímulo gerador.

Dessa forma, pode ser medicamentoso, auxiliar, fisioterapia, termoterapia, crioterapia, massagens, acupuntura, cinestesioterapia e outros. Existem formas de prevenir algumas dores como aliviar as tensões do dia-a-dia, manter a postura correta, dormir bem, praticar atividades físicas sem exagero, alongar o corpo quando se permanece muito tempo em uma só posição.

O que fazer quando está sofrendo por alguém?

Muitas vezes percebemos que alguém que amamos está sofrendo e não sabemos como ajudar. Confira algumas dicas do que você pode fazer. Muitas vezes percebemos que alguém que amamos está sofrendo e não sabemos como ajudar. Aqui vão algumas dicas do que você pode fazer:

Se vai escutar essa pessoa, pare para fazer isso com tempo, Sem pressa nem fazendo outras coisas. Dedique um pouco de tempo a ela; Escute de verdade, não fique interrompendo; Escute sem julgamentos; Reconheça e valide o sofrimento dela, sem prescrições do que ela deveria fazer a não ser que ela lhe peça um conselho; Pergunte como você pode ajudar. Às vezes achamos que aquela pessoa precisa de algo e na verdade isso é o que nós precisaríamos. As pessoas são diferentes; Sente-se perto dela, sem desrespeitar seu espaço pessoal; Se o relacionamento de vocês permitir, abrace-a com vontade; Não tenha medo do silêncio durante a conversa, às vezes ele é necessário; Transmita serenidade com sua postura, expressão facial e gestos; Demonstre real interesse pelo que ela está dizendo; Use o nome dela ao falar; Use a mesma linguagem que ela (não use uma linguagem muito formal com alguém que está sendo informal, por exemplo); E nunca esqueça que, se necessário, incentivar a procurar um profissional especializado é sempre o ideal. Ajude-a a encontrar um bom profissional e quem sabe acompanhe-a para dar apoio emocional num primeiro momento; Finalmente, jamais se sinta responsável. Ajude e não se afaste da pessoa, mas não tome o peso para si ou você vai sofrer também.

Lembrando que, se você estiver sofrendo ou conhecer algum colega que esteja, o Serviço de Psicologia está disponível mesmo durante a quarentena. Entre em contato com o serviço do seu campus e abra seu coração. Referências De que maneira posso ajudar alguém que está sofrendo 7 dicas para confortar alguém que precisa de apoio emocional

Por que o coração dói quando a gente ama?

Amar dói na medida em que revela a alteridade e, portanto, a individuação e a solidão pessoais. Encarar a presença da alteridade refreia a onipotência, resulta na necessidade de abandonar o estado narcísico e seus eventuais benefícios. A passagem de uma condição narcísica para uma de individuação não se faz sem dor.

Como o homem sofre por amor?

Os homens, quando apaixonados, modificam a regulação interna dos neurotransmissores e hormônios. Há uma redução da testosterona, responsável pela libido, e aumento da ocitocina. E é aí justamente que tudo muda.

O que a Bíblia fala de empatia?

A empatia edifica a união Ao fazermos isso, ajudamos a cumprir a oração de Cristo de que Seus seguidores ‘sejam um como tu, ó Pai, és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós’ (João 17:21).

Como entender o lado do outro?

Praticar empatia envolve alguns aspectos fundamentais: –

Entender a perspectiva do outro e reconhecê-la como verdade;Não julgar: por trás de todo o comportamento sempre existe uma intenção positiva;Reconhecer a emoção no outro;Expressar os sentimentos anteriores.

Segundo os psicólogos Paul Ekman e Daniel Goleman, há três tipos de empatia:

Emocional : conseguimos sentir e compartilhar o que o outro sente, colocando-nos sem seu lugar; Cognitiva : caracterizada por se comunicar melhor e entender o pensamento do outro bem como as razões para estes pensamentos e sentimentos e; Compassiva ; aquela que vai além do sentir ou acolher, mas que ajude efetivamente o outro.

Para praticar empatia de forma satisfatória é necessário, em primeiro lugar, desenvolver empatia interior, isto é, antes de começar a praticar a empatia pelos outros, devemos aplicá-la em nós mesmos e desenvolver o autoconhecimento e, para isto, é importante que as quatro dimensões da energia estejam em perfeita sintonia: a física, a emocional, a mental/intelectual e, por fim, a inspiracional/espiritual.

É possível sentir o que o outro sente?

O que é empatia? – Psicologicamente, empatia é a capacidade de você sentir o que uma outra pessoa sente caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela, ou seja: procurar experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro a fim de tentar compreender sentimentos e emoções. Empatia traz conexão enquanto simpatia deriva desconexão. As quatro principais características da empatia são:

  1. Tomada de perspectiva — ou seja, a habilidade de considerar a perspectiva de outras pessoas como verdade;
  2. Não julgar;
  3. Reconhecer as emoções em outras pessoas;
  4. Conseguir passar essa informação, comunicar-se.

Além disso, empatia é uma escolha vulnerável já que, para se conectar com o que outra sente, uma pessoa precisa se conectar com algo em si mesmo que já conhece aquele sentimento. Quase nunca uma resposta empática começa com “pelo menos”. Por exemplo, se você diz “perdi um bebê” e a outra pessoa responde “pelo menos você sabe que pode engravidar”, essa pessoa não está sendo empática. Ela não está se conectando com o sentimento que existe dentro da sua frase e se colocando do seu lado. Quando se usa da empatia, mesmo não se tendo resposta, apenas de ouvir e se colocar no lugar da pessoa uma conexão é formada. >> Leia mais: Saiba o que é e veja dicas de como fazer uma boa gestão de conflitos na sua empresa

Qual o sentimento que nos faz sentir no lugar do outro?

O que é empatia? – Empatia é a capacidade que uma pessoa tem de sentir e se colocar no lugar de outra pessoa, como se estivesse vivendo a mesma situação. A partir da empatia é possivel entender o sentimentos e as emoções do outro.

Quando a dor do outro não te afeta Bíblia?

Frei Jaime: se as feridas do teu irmão não te causam dor, a tua doença é mais grave que a dele.

O que o excesso de empatia pode causar?

O mundo seria melhor se as pessoas fossem mais empáticas? Não necessariamente, pois, em excesso, o sentimento causa estresse, apontam pesquisadores. Por outro lado, compaixão costuma ter um efeito positivo.