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O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta?

O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta

O que é xenofobia como ela se manifesta?

1 O termo xenofobia provém do conceito grego composto por xenos (“estrangeiro”) e phóbos (“medo”). A xenofobia faz, deste modo, referência ao ódio, receio, hostilidade e rejeição em relação aos estrangeiros, A palavra também é frequentemente utilizada em sentido lato como a fobia em relação a grupos étnicos diferentes ou face a pessoas cuja caracterização social, cultural e política se desconhece.2 A xenofobia é uma ideologia que consiste na rejeição das identidades culturais que são diferentes da própria.3 Pode dizer-se que este tipo de discriminação se baseia em preconceitos históricos, religiosos, culturais e nacionais, que levam o xenófobo a justificar a segregação entre diferentes grupos étnicos com o fim de não perder a própria identidade.

1 Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial. Adoptada, as (.)

4 Uma das formas mais comuns da xenofobia é a que se exerce em função da raça, isto é, o racismo. A Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial define a discriminação racial ou xenofobia como : 5 “Qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência fundadas na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, que tenha por fim ou efeito anular ou comprometer o reconhecimento, o gozo ou o exercício, em igualdade de condições, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos domínios político, económico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública.” (Artigo 1).6 À margem da sua consideração ética, a xenofobia também é considerada um delito em numerosos Estados.

A Comunidade Europeia aprovou, em Setembro de 2008, uma Directiva contra o racismo e a xenofobia, tendo os Estados-membros um prazo de dois anos para a transpor em direito nacional com o objectivo principal de proteger e defender os direitos humanos dos estrangeiros.7 É importante realçar que convém estudar a xenofobia como um fenómeno eminentemente social, cultural e não jurídico, o que significa vê-la como uma reacção fóbica de grupos sociais face à presença de outras pessoas que não compartilham a sua origem ; por isso, as leis não são mais do que reflexo dessa fobia cultural e não o inverso.

A xenofobia é a rejeição expressa através de preconceitos contra todo e qualquer estrangeiro, tendo em conta que os preconceitos são convicções sem fundamento, com desconhecimento dos factos, que desencadeiam facilmente a discriminação.8 É consensual reconhecer que o tema da discriminação não se restringe à questão dos estrangeiros.

2 http://www.iom.int/jahia/Jahia/about-migration/facts-and-figures/lang/fr (consultado em 17/07/2011)

9 Segundo estudos da Organização das Nações Unidas, 1 em cada 35 pessoas é migrante no mundo, o que quer dizer que 1 pessoa em cada 35 se desenvolve numa nação que não é a sua, pelo menos por nascimento. E se o número total de migrantes passou de 150 milhões de pessoas em 2002 para 214 milhões de pessoas actualmente, a percentagem do número de migrantes em relação à população mundial mantém-se, já que só aumentou 0,2 % nos últimos 10 anos.

3 M. Meza (2005). Extranjeros, derechos y xenofobia. Extranjeros, Derechos y Xenofobia, Centro de Doc (.)

10 Estas estatísticas fornecem-nos o mote para reconhecer a importância de analisar o tema dos estrangeiros em relação aos seus direitos humanos na nova nação que lhes abre as portas e como a sua nacionalidade se repercute no tratamento que recebem no seu novo ambiente social (Meza, 2005),11 Até ao momento, é de aceitação geral pela comunidade internacional que os Estados têm o direito de estabelecer as suas próprias políticas migratórias de acordo com os seus interesses nacionais, atendendo ao princípio da auto-determinação dos povos que lhes dá o direito de se regerem como lhes convenha melhor, sem a intervenção de outros Estados.

  • É por isso que, grandes nações como os EUA, que é um dos países com maior afluência migratória no mundo, têm livre arbítrio para conceder ou negar visto a quem considerem conveniente, de acordo com as suas próprias políticas de Estado.
  • Esta aceitação generalizada é, naturalmente, entendida na base do respeito pelos direitos humanos, isto significa, por exemplo, que um Estado não pode proibir a entrada no seu território (xenelasia) a pessoas de determinada cor apenas por essa condição humana ou a pessoas mais velhas do que uma determinada idade, somente por os considerarem idosos.12 Esta atitude, intensificada nos tempos modernos, quebra a solidariedade humana, dever imperioso decorrente da sua unidade ou pelo menos da capacidade de se entenderem e se reproduzirem.13 Mas esta posição primitiva verificou-se em quase todos os povos da antiguidade, até mesmo na cultura grega ; já que Esparta aplicou com todo o rigor a xenelasia ou proibição dos estrangeiros entrarem no seu território.

No mesmo sentido, Licurgo, em Lacedemonia, também se opôs à admissão de estrangeiros, por serem considerados “suspeitos”. Assim, os antropólogos observaram situações de xenofobia nos povos arcaicos, o que mostra que a xenofobia é um fenómeno que tem permanecido sempre nas condutas humanas.14 No entanto, hoje a xenofobia é comum nas sociedades modernas, devido à globalização, pois esta mesclou, através de processos de migração, integrantes de raças distintas, religiões e costumes.

Psicologicamente, é compreendida como um medo arcaico, inconsciente, de perder a identidade própria, combinado com o medo de macular a situação económica, social e política de uma comunidade. No século XX, embora a humanidade através de suas guerras e conflitos tenha aprendido o conceito de racismo e as suas consequências, a xenofobia está longe de desaparecer ; pelo contrário, os actos racistas, as injustiças individuais, a desconfiança face aos estrangeiros e face às diferentes línguas e religiões, estão a aumentar.

A crise económica e social sentida em diversos países no final do século XX foi o ponto de partida para uma manifestação agressiva de xenofobia, que se viu reflectida desde os conteúdos de certos cartazes/panfletos e discursos até aos actos de violência de todo o tipo.

4 Xenofobia, trabajo y paro. Temas para el debate, ISSN 1134-6574, Nº.173 (abril), 2009 (Ejemplar de (.)

15 O aumento do desemprego, a crise económica e os despedimentos massivos são caracterizados por factores, causas e necessidades diferentes da imigração. Contudo, estão a reproduzir-se discursos e acções que fomentam a xenofobia generalizada colocando os imigrantes no olho do furacão.

Este tipo de comportamento constitui um perigo para as nossas sociedades e carece de uma melhoria das políticas de protecção social para todos os trabalhadores. Foi o que explicaram peritos numa série de entrevistas realizadas após a greve, observada em Abril de 2009 na refinaria da empresa Total no condado de Lincolnshire no Reino Unido.

No momento da ampliação da sua secção de dessulfuração, para a qual a empresa italiana IREM tinha contratado trabalhadores portugueses e italianos, os empregados britânicos reagiram por não perceberem o porque dessa importação de uma mão de obra estrangeira numa região em que há cada vez mais jovens sem emprego.

Este acto foi considerado como uma atitude xenófoba contra os portugueses e italianos, embora os sindicatos envolvidos tenham rejeitado qualquer motivação deste tipo e fizeram todo o possível para evitar que certos elementos de extrema-direita explorassem uma situação potencialmente muito sensível, como o explicou Guy Ryder, Secretário Geral da International Trade Union Confederation.16 Num contexto de falta de trabalho a nível local, a greve foi motivada antes de mais pelo medo de que o trabalho estivesse a ser subcontratado a empresas que empregavam mão-de-obra estrangeira com termos e condições de trabalho inferiores aos estipulados nos acordos colectivos existentes.

Os sindicatos britânicos argumentaram que era um conflito devido à exploração realizada pela empresa face aos trabalhadores, independentemente da sua nacionalidade. Num mundo ideal, os sindicatos devem comprometer-se em representar os trabalhadores e trabalhadoras migrantes e defender seus interesses – a igualdade de tratamento é o objectivo essencial.17 É frequente o(a) trabalhador(a) estrangeiro(a) ser visto(a) como “intruso(a)” e não como gerador(a) de riqueza colectiva, que sem dúvida o é, facilitando a prosperidade da economia dos países em que trabalham e uma mais rápida saída da crise lado a lado com os restantes trabalhadores.

5 Laboreal, Vol. VII, nº 2, 2011.

18 Há aqui um campo pouco explorado pela ergonomia e pelas disciplinas científicas que se associam ao seu projecto : Como contribuir para a detecção de situações de discriminação no âmbito laboral ? Como promover estudos e processos de reflexão que permitam conhecer as tipologias de discriminação no emprego e identificar as condutas racistas no âmbito laboral ? Como contribuir para uma prevenção dos riscos profissionais a que são expostos os trabalhadores estrangeiros, incluindo os clandestinos ? Encontramos em parte uma resposta nos estudos realizados no contexto da tese de Maria José Lopez-Jacob cujo resumo aparece nesta edição da Laboreal,

6 Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial. Adoptada, as (.)

19 Para concluir, citarei um parágrafo de Joaquín Arango : “Se bem que a esta ( à imigração ) nunca faltaram inimigos, no passado tendia a prevalecer uma valoração positiva da mesma. Basta analisar a mitologia dominante no imaginário colectivo das velhas sociedades receptoras para o confirmar.

A principal preocupação em relação à imigração era assegurar uma oferta abundante de trabalhadores. Tanto a sua chegada como a sua integração na sociedade como povoadores permanentes se fomentava activamente. Mas não só, a imigração foi sobretudo vista como uma fonte de oportunidades, de vivificação económica, cultural e de toda a ordem, até mesmo como uma bênção.

O magnata Andrew Carnegie definiu-a como ” um rio de ouro que flui para o nosso país a cada ano ».

Quais são as principais causas da xenofobia?

Várias são as causas da xenofobia. Sentimentos de superioridade e orgulho extremo sobre a identidade nacional são os principais motivos de ódio a estrangeiros na Europa.

O que quer dizer a palavra xenofóbico?

Significado de Xenofóbico – substantivo masculino Indivíduo que tem aversão aos estrangeiros ou a tudo que é estrangeiro (não nacional): o xenofóbico se elegeu com um discurso racista e preconceituoso. adjetivo Que demonstra aversão ao que é estrangeiro: costume xenofóbico.

Quais são as justificativas para a xenofobia?

Na contemporaneidade, são emblemáticos os casos de xenofobia na Europa, com o crescimento do deslocamento de imigrantes. Esse crescimento geralmente é provocado por crises humanitárias, guerras e falta de recursos naturais em seus países de origem.

Quais são as consequências da xenofobia?

Xe-no-fo-o que? Descubra o que é a xenofobia e por que ela é prejudicial ao ambiente de trabalho Tempo de Leitura: 5 Minutos Homofobia, gordofobia, tripofobia, transfobia, agorafobia São muitas as “fobias” presentes no dia a dia. Nós sabemos que cada uma dessas palavras mencionadas pode gerar dúvidas nas pessoas que ainda desconhecem os seus significados.

Alguns tipos específicos de fobias partem de um “lugar de medo” e “perigo iminente”— como, por exemplo, o pavor de aranhas (conhecido como “aracnofobia”), ou o pânico de altura, (a “acrofobia”).

Porém, de outro lado, existem fobias que não se originam do medo propriamente dito, mas sim de uma espécie de “aversão social irracional”, carregada de preconceito em relação a grupos que não representam nenhum tipo de ameaça. Esse é o caso da xenofobia!

Hoje, mais do que nunca, a promoção dos ideais de diversidade e inclusão está em pauta não só nas organizações, mas em toda a sociedade, de modo geral. Comportamentos abusivos, tidos como “aceitáveis” no passado, não podem e não devem mais ser relativizados.

  • Não naturalizar as “fobias preconceituosas” é um dever a ser respeitado por todos nós,
  • Só assim poderemos viver e trabalhar em espaços mais seguros, íntegros, igualitários e pautados pelo acolhimento às diferenças.
  • E o melhor caminho para ter sucesso nessa missão é aprender o que são essas atitudes prejudiciais e saber como combatê-las no cotidiano.

Então, vamos aprender juntos? Vem com a gente!

  • De origem grega, o termo xenofobia é utilizado para identificar a aversão preconceituosa a pessoas ou coisas estrangeiras, não somente aquelas provenientes de um país diferente, mas também de outras regiões nacionais com caracterizações sociais e culturais diferentes das predominantes em determinada região/localidade.
  • É o sentimento odioso em relação às diferenças étnicas, geográficas e linguísticas, frequentemente associado a possíveis atitudes discriminatórias.
  • Imagina só sair do seu país ou estado em busca de novas oportunidades ou com o objetivo de viver novas experiências e acabar sendo recebido com piadas sobre a sua língua nativa ou sobre a realidade econômica do seu lugar de origem.
  • Ou pior, ser um refugiado oriundo de um país em guerra, buscando segurança, conforto e paz, e não conseguir se estabelecer por conta da discriminação.
  • Segundo as pesquisas realizadas pela ACNUR em 2022, a Agência da ONU Para Refugiados, verifica-se uma curva crescente no deslocamento de pessoas pelo mundo:

Em junho, os dados oficiais da agência apontaram a triste marca de 100 milhões de refugiados(1) forçados a abandonarem o seus países por conta de guerras, conflitos, perseguições e violações dos direitos humanos.

Essa intensidade na migração representa um consequente aumento das situações discriminatórias, como um reflexo negativo das próprias relações “truncadas” que têm permeado a política global. A xenofobia atinge diretamente essas pessoas e pode causar danos capazes de prejudicar a integridade física e psicológica de quem é vítima.

Segundo uma pesquisa conduzida neste ano pela ONG Safernet, os crimes de xenofobia, intolerância religiosa e misoginia (aversão ou incitação ao ódio a mulheres) lideraram um aumento de 39,3% no total de denúncias de discurso de ódio na internet.

Especificamente em relação à xenofobia, a pesquisa verificou um aumento expressivo de 821% em comparação à quantidade de denúncias realizadas em 2021.

  1. Considerando a intensa diversidade cultural presente no país, assim como as latentes desigualdades e disparidades sociais, é possível afirmar que a discussão sobre o combate à xenofobia é urgente!
  2. Por isso é fundamental trazer essa discussão para os espaços em que ela precisa ser combatida.
  3. Dentre esses lugares, o ambiente de trabalho ganha destaque!

A diversidade está presente em absolutamente todos os lugares onde se desenvolvem relações humanas. Sendo assim, no trabalho não é diferente.

  • Nas empresas, convivemos, todos os dias, com pessoas diferentes da gente: na aparência física, nas habilidades, no modo de pensar e agir, na origem, na etnia e no jeito de falar.
  • Desse modo, é extremamente importante conduzir as relações de trabalho com respeito máximo e mútuo.
  • Aquelas piadas insistentes, repetitivas (e “supostamente inofensivas”) com o sotaque de um colega imigrante ou com algum tipo de característica física marcante (como os olhos puxados de um colaborador oriental, por exemplo) não podem ser relativizadas.
  • Esses comportamentos, prejudicam não só a vítima, mas a organização como um todo, trazendo danos ao clima organizacional e tornando o ambiente de trabalho tóxico.
  • Um recente caso triste e grave que ilustra a ocorrência dessa irregularidade nas empresas é o episódio de xenofobia envolvendo um imigrante haitiano(2) em uma construtora de Minas Gerais.
  • Segundo o Portal da Justiça do Trabalho de MG, o trabalhador informou ter sofrido humilhação e ameaças, chegando até mesmo a ser violentado fisicamente por um colega de trabalho, simplesmente pelo fato de ter vindo do Haiti, um país fortemente marcado pela miséria e outros problemas de caráter político-social.
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Sim! A Lei Nº 9.459, de 13 de maio de 1997(3), dispõe sobre as possíveis punições para quem se engajar em crimes de xenofobia, com penas que variam de um a cinco anos de reclusão e multas. Vivi ou presenciei um ato de xenofobia no trabalho: o que eu devo fazer? Viver ou presenciar a xenofobia no trabalho pode ser algo muito doloroso e tomar uma decisão para buscar o fim deste pesadelo é, muitas vezes, um caminho difícil, já que são diversos os receios:

  • O medo de sofrer retaliações.
  • O medo de ser exposto.
  • O medo de que a denúncia não resulte na resolução do problema.
  • O medo de perder o próprio emprego por conta do relato.
  1. É aqui que o ganha força como um grande e poderoso aliado do colaborador!
  2. Nas empresas em que o Canal de Denúncias da Contato Seguro está presente, por exemplo, os relatos são recebidos por psicólogos-ouvidores, prontos para acalmar o manifestante, acolhendo-o e baixando o seu nervosismo, com o objetivo de captar a denúncia com o máximo de detalhamento, para facilitar o posterior processo de averiguação.
  3. Outro aspecto importante, é a possibilidade de denunciar de forma 100% anônima, com total garantia da proteção da identidade do manifestante.
  4. Independentemente da escolha ao fazer a denúncia, é imprescindível saber que a xenofobia é um fardo que não precisa ser carregado ou “deixado para trás”.

Não feche os olhos para esses possíveis episódios discriminatórios. Denuncie! Para conhecer um pouco mais do Canal de Denúncias da Contato Seguro e descobrir como essa ferramenta pode ajudar no combate à xenofobia, fale com nossos especialistas. Entendida como a aversão irracional ao que é estrangeiro, a xenofobia é um problema vigente no Brasil e no mundo, podendo estar presente em diversas camadas das relações cotidianas, inclusive no trabalho.

O que fazer para evitar a xenofobia?

O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta André Freire O desenvolvimento local, em especial dos serviços de saúde, deve considerar as necessidades das populações que residem nas regiões de fronteira. Pode parecer uma obviedade, mas é algo que ajudaria a evitar a estigmatização dos migrantes e a xenofobia.

Esse foi um dos entendimentos dos representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Brasil e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil – instituições que compõem a “Operação Acolhida”, acordo de assistência humanitária firmando entre o Governo Brasileiro e as Nações Unidas.

As reflexões sobre migrações foram apresentadas no X Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública, em 24 de outubro, no auditório interno da Fiocruz Brasília. O representante adjunto do ACNUR no Brasil, Federico Martínez, explicou que o esgotamento dos serviços públicos devido à pressão sofrida pelo aumento na demanda é capaz de estimular o preconceito contra os migrantes.

Muitas vezes, existe a percepção, seja real ou não, de que os migrantes retiram recursos dos próprios nacionais”, disse. De acordo com a representante interina do UNFPA no Brasil, Júnia Quiroga, a comunidade que acolhe os migrantes será transformada quando a migração resultar no aumento da capacidade dos serviços públicos.

Para ela, é importante que os migrantes sejam plenamente integrados às regiões que os acolhem. “Não basta apenas retirar os migrantes de um contexto de emergência, mas sim de atingir a sua integração social e econômica nos novos locais”, afirmou. Operação Acolhida Mais de 5 milhões de pessoas deixaram a Venezuela até o momento.

  • O êxodo, considerado o maior da América Latina, tem feito com que países da região se organizem para receber os migrantes da Venezuela.
  • Só o Brasil já recebeu mais de 200 mil venezuelanos.
  • Em média, 450 venezuelanos cruzam por dia a fronteira brasileira em Pacaraima, distante 215 km da capital de Roraima, Boa Vista.

Diante desse contexto, foi criada, em 2017, a Operação Acolhida em Roraima, um acordo de assistência humanitária firmando entre o Governo Brasileiro e as Nações Unidas. “A operação acolhida é um exemplo muito singular de interoperação entre diferentes atores”, sustentou a representante da UNFPA.

De acordo com Júnia Quiroga, a tentativa é transformar os serviços locais para que as ações de emergência tenham maior sustentabilidade visto que não há previsão para o término da crise na Venezuela. Para isso, são promovidos processos de capacitação dos profissionais de saúde e assistência social, bem como de outros atores da gestão pública local.

Pacto Global sobre Refugiados Aprovado em 2018, o pacto global sobre refugiados busca promover uma resposta internacional apropriada para os deslocamentos em massa e situações prolongadas de refugiados. “O pacto é uma resposta da comunidade internacional que pretende reforçar a necessidade da cooperação internacional nos casos de grandes movimentos de refugiados”, disse Martínez.

Segundo ele, é essencial adotar a solidariedade internacional como elemento vital para a proteção dos refugiados. São objetivos do pacto aliviar a pressão sobre os países de acolhimento, aumentar a autossuficiência dos refugiados, ampliar o acesso a soluções adotadas em outros países e apoiar a criação das condições necessárias para o regresso dos refugiados em segurança e dignidade aos países de origem.

Migrantes x Refugiados Definir quem é um refugiado entre aquelas pessoas que migram entre países é fundamental para proteção daqueles que fogem de perseguição e conflitos armados. Os refugiados necessitam de asilo em outro lugar, porque para eles é muito perigoso voltar aos países de origem.

Já os migrantes escolhem se deslocar na busca por melhores condições de vida, seja com relação às oportunidades de trabalho ou educação, por exemplo. A definição de refugiado é baseada no direito internacional. São marcos jurídicos a Convenção da ONU de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, Convenção da OUA (Organização da Unidade Africana) e a Declaração de Cartagena de 1984 sobre os Refugiados.

Um dos princípios fundamentais estabelecidos no direito internacional é que os refugiados não podem ser expulsos ou devolvidos a situações em que sua vida e liberdade estejam em perigo. Ciclo de Debates – O Ciclo de Debates é promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília).

Como é a xenofobia no Brasil?

O QUE É XENOFOBIA? A xenofobia é uma manifestação de preconceito e hostilidade direcionada a pessoas de outras nacionalidades ou culturas. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o termo é definido como “atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, excluem e difamam as pessoas com base na percepção de que são estrangeiras à comunidade ou sociedade nacional”.

Comentários discriminatórios, estereotipados ou desumanizantes; Implementação de políticas e práticas discriminatórias por parte de governos e funcionários públicos, como a negação de acesso a serviços públicos que deveriam ser garantidos; Aplicação arbitrária da lei por autoridades locais, às vezes optando por não aplicá-la; Ocorrência de ataques e assédio por parte de agentes do Estado, frequentemente observados no meio policial e entre oficiais de imigração; Ameaças, intimidações e atos de violência pública, que podem incluir agressões físicas, homicídios, destruição de propriedade pessoal, entre outros.

Embora muitas vezes se fale sobre a xenofobia em um contexto nacional, ela também pode se manifestar em níveis locais. Isso significa que os moradores de uma determinada cidade ou bairro podem ser acolhedores com refugiados e migrantes, enquanto esses mesmos grupos podem enfrentar discriminação em outras partes do país ou mesmo em bairros diferentes da mesma cidade.

  • O aumento da mobilidade populacional e a crescente urbanização das populações de refugiados criaram oportunidades para confrontos diretos.
  • Esse fenômeno é especialmente evidente em áreas economicamente desfavorecidas, onde os residentes já enfrentam questões relacionadas à segurança e à falta de oportunidades socioeconômicas.

Nessas regiões, onde o governo muitas vezes não consegue garantir os direitos básicos dos cidadãos, a percepção de ameaça relacionada a estrangeiros tende a se ampliar. Xenofobia é crime? O crime de xenofobia está previsto na Lei Nº 9.459/97 e enquadra aqueles que possam vir a praticar, induzir, incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

  • Além disso, quem comete xenofobia é passível a reclusão de um a três anos e multa.
  • Os migrantes que são vítimas de discriminação muitas vezes enfrentam dificuldades para reivindicar seus direitos devido à falta de informação, barreiras linguísticas e questões culturais.
  • O que fazer quando se deparar com a xenofobia? Todo ato xenófobo deve ser denunciado por meio de um boletim de ocorrência (BO) em qualquer delegacia do país.

Também é possível denunciar ao Ministério Público Federal. A vítima deve acessar o endereço https://www.mpf.mp.br/mpfservicos, clicar em Representação inicial (denúncia) e preencher o cadastro. Outra forma de denúncia é através do Disque 100, onde é possível relatar várias violações dos direitos humanos, incluindo a xenofobia.

  1. A xenofobia muitas vezes se cruza com o racismo, tornando a situação ainda mais angustiante para as vítimas.
  2. Especialistas afirmam que, no Brasil, há muitas vezes uma interseção entre a xenofobia e o racismo, especialmente para migrantes de pele escura que enfrentam discriminação devido à sua origem étnica.

Nesses casos, a recomendação é buscar a justiça e registrar denúncias de xenofobia e racismo. Por que a xenofobia está cada vez mais frequente na sociedade? A frequência da xenofobia na sociedade pode ser atribuída a uma série de fatores complexos e interligados.

Desigualdade socioeconômica: A desigualdade econômica é um fator importante que pode levar ao aumento da xenofobia. Em situações de escassez de recursos e oportunidades, as pessoas podem se tornar mais propensas a culpar os estrangeiros pela competição por empregos, serviços públicos e outros recursos. Crises econômicas e políticas: Momentos de crise, como recessões econômicas ou instabilidade política, podem criar tensões sociais e aumentar o medo em relação a estrangeiros, à medida que as pessoas buscam bodes expiatórios para seus problemas. Propagação de discursos de ódio: A disseminação de discursos de ódio em mídias sociais e em alguns meios de comunicação pode amplificar atitudes xenófobas e incitar a hostilidade em relação a grupos estrangeiros. Políticas populistas e nacionalistas: Líderes políticos que adotam agendas populistas e nacionalistas muitas vezes exploram a xenofobia como parte de sua estratégia para ganhar apoio popular. Medo da mudança cultural: Mudanças culturais, como a diversidade étnica e religiosa, podem gerar ansiedade em algumas pessoas, levando a sentimentos xenófobos. Ignorância e falta de exposição: A falta de educação sobre outras culturas e a ausência de interações interculturais positivas podem contribuir para a xenofobia, pois as pessoas podem basear seus preconceitos em estereótipos e falta de entendimento.

É importante ressaltar que a xenofobia não é inevitável, e muitas pessoas trabalham ativamente para promover a tolerância, a inclusão e a compreensão mútua. O combate à xenofobia envolve a educação, a conscientização, o apoio a políticas inclusivas e a promoção dos direitos humanos. : O QUE É XENOFOBIA?

Como conscientizar as pessoas sobre a xenofobia?

Podemos facilmente deduzir que o primeiro passo para prevenir a xenofobia seria se aproximar e conversar com os estrangeiros, mergulhando e aprendendo sobre as outras culturas.

Quais são as causas da xenofobia no Brasil?

POR QUE BRASILEIROS SÃO XENÓFOBOS? – Várias são as causas da xenofobia. Sentimentos de superioridade e orgulho extremo sobre a identidade nacional são os principais motivos de ódio a estrangeiros na Europa. Mas o que motiva a xenofobia no Brasil? Três razões devem ser destacadas para compreender, principalmente, a forma diferenciada com que estrangeiros brancos vindos de países desenvolvidos são tratados em relação aos imigrantes não-brancos vindo de países “pobres”.

Quando começou a xenofobia no Brasil?

A xenofobia anti-lusitana explicitou-se em dois momentos distintos da Primeira República: na década da fundação do regime (governos Floriano Peixoto e Prudente de Moraes) e no início do acaso do Estado Oligáquico (governos Epitácio Pessoa e Artur Bernardes).

É xenófobo ou xenofóbico?

‘Xeno’ vem do grego e quer dizer ‘estrangeiro’; ‘fobo’ também vem do grego e quer dizer ‘aversão’, ‘horror’. As duas formas estão corretas, segundo o professor Pasquale. –

DURAÇÃO: 00:05:12

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O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta Orgulho patriótico é diferente de xenofobia. Foto: Pixabay

Como o preconceito afeta a vida em sociedade?

Desconstruindo o preconceito na sociedade contemporânea Um dos maiores e mais graves problemas em nossa sociedade desde os primórdios é o preconceito, é uma prática muito comum e causadora de diversos outros problemas, não apenas sociais, como também de saúde, provocando distúrbios, transtornos e até mesmo o suicídio.

O preconceito existe desde a idade medieval, onde viviam os bárbaros, como estes não eram de origem grega ou romana, eram escravizados e por isso não eram considerados humanos. Na idade média, foram criados paradigmas religiosos entre cristãos e pagãos, os que não professavam o cristianismo eram tidos como infiéis e perseguidos pela igreja católica na época.

Daí em diante, começamos a ver outras categorias de preconceito, como: étnico, religioso, sexual etc. A educação tem sido comprovadamente, o caminho mais acertado para combater esse mal que sempre assolou a sociedade. E, buscando o conceito de educação, pode-se proceder a uma análise mais profunda da finalidade educativa e do conteúdo pedagógico das medidas aplicadas tanto para as crianças, adolescentes, bem como no meio em que se convive, seja social ou familiar, utilizando-se inteligentemente das teorias de Kant, Marx e Paulo Freire.

Segundo Kant, somente o ser humano precisa ser educado, ou seja, a educação é característica exclusiva do gênero humano. “Por educação entende-se o cuidado de sua infância (a conservação, o trato), a disciplina e a instrução com a formação”. A pedagogia kantiana é toda baseada na transmissão de conhecimento adquirido de geração em geração, ou seja, educar significa repassar à geração seguinte toda a experiência adquirida ao longo da vida.

Assim, segue-se uma sequencia, o indivíduo transmite automaticamente suas experiências e seus conhecimentos à geração seguinte, e assim sucessivamente. Ainda na educação kantiana, o homem deve alcançar quatro aspectos: a) tornar-se disciplinado, ou seja, controlar a animalidade humana; b) tornar-se culto; c) tornar-se prudente, pois isso lhe trará a civilidade; d) tornar-se moral, com finalidades que possam ser aprovadas por todos e que possam ser as finalidades de cada um.

  • E, em conformidade com o pensamento de um dos maiores pedagogos de nosso país, Paulo Freire, educação nada mais é que um método capaz de educar para a liberdade, não existindo educador e educando, os seres humanos envolvidos na relação de educação aprenderiam um com o outro, sempre tendo por base o objeto a ser conhecido.
  • Sendo essa a mais relevante teoria e sempre atual, com referencia ao conceito de educação, pois não significa veementemente alguém aprendendo e alguém ensinando, mas sim um processo, mediante o qual ninguém tenta impor ao outro um conhecimento que já vem pronto, mas sim que transforma.
  • Nesse tipo de educação, fala-se do conhecimento construído a partir da relação estabelecida entre as pessoas que buscam no respeito à liberdade do seu semelhante, a razão para estabelecer o objeto e o modo como este será conhecido.
  • AUTO PRECONCEITO
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Auto preconceito é um sentimento velado, onde o individuo cria um mecanismo de defesa e de negação envolvendo, na maior parte das vezes, sua raça, seu cabelo, seu corpo, sua condição social. O fato ocorre quando uma “minoria” discrimina a própria minoria, achando que não pertence a ela.

Note-se que o preconceito vem do próprio objeto discriminado. Quem nunca viu uma pessoa pobre discriminando uma pessoa por ser mais pobre ainda? Algumas pessoas parecem sentir tanta vergonha daquilo que rejeita em si própria, que ficam tentando se dissociar dela, contra todas as evidências. No caso de raça, podemos constatar claramente através de números, que mais da metade da população é negra, contudo, ainda há muita discriminação racial e auto discriminação.

Quando se pergunta a cor da pele, muitos respondem pardos, no entanto, quando é necessário registrar para ter algum beneficio, como no caso as cotas para concursos, são constatadas algumas discrepâncias, pois mais de 80% pede ingresso na faculdade através de cotas para negros.

  1. Enfim, auto preconceito é como um jogo, para vencer, primeiramente, tem-se que parar com esses pensamentos incapacitantes que só ajudam a empurrar a pessoa mais para baixo.
  2. EFEITOS DO PRECONCEITO E AS ACOES AFIRMATIVAS
  3. Diversas são as formas de preconceito na sociedade, que pode ser encontrada facilmente, como por exemplo, contra a pessoa obesa, o negro, a pessoa magra demais, homossexuais, a mulher, a religião que a pessoa segue etc.
  4. O preconceito nem sempre vem acompanhado de uma agressão, em sua maioria é revelado de maneira sutil, com discretos atos que comprovam a sua existência no subconsciente de quem convive com essa diferença.
  5. São várias as consequências vislumbradas em vítimas de atos discriminatórios, dentre elas a depressão, a baixa autoestima, a agressividade, desvios comportamentais, formação debilitada da identidade, além de dificuldades na aprendizagem.

Também são variados os comportamentos expressivos de quem sofre o preconceito. As pessoas que sofrem desse mal passam a ter dificuldade de se relacionar, tem atitudes de competição, muitas vezes de demonstram agressivas e violentas, têm comprometimento do senso crítico e ético, sentem-se inferiores ou até mesmo se expressam de forma superiores, causando uma inadequação social.

As ações afirmativas têm minimizado gradativamente os efeitos do preconceito, principalmente com relação ao negro, à mulher e a pessoa deficiente. A decisão de adoção de cotas adotas nas universidades e, agora, também nos tribunais, é uma construção cultural para acabar com a segregação. A garantia de participação de cada gênero na politica, com reserva de no mínimo 30%, é uma vitória significante para o sexo feminino.

Até as primeiras décadas do Século XX a mulher era apenas cidadão de segunda categoria. Desde 1961 o legislador vem trabalhando a inclusão do deficiente no meio escolar, o que vem gradativamente tendo maior atenção depois da Constituição Federal de 1988.

O Decreto nº 3.956/2001 trouxe em seu bojo a reafirmação de que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas, sendo que qualquer diferenciação ou exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais será considerado como discriminação.

Desde 1991 é obrigatória a contratação de deficientes para trabalhar em empresas privadas e públicas. Inegável que essa legislação trás no seu bojo o sentimento de inclusão dessas pessoas que de certa forma sofrem discriminação. É incontestável que o Brasil tem, constitucionalmente, o objetivo fundamental de construir uma sociedade livre, justa e solidária, assim como promover a redução das desigualdades, sem preconceito de raça ou qualquer outra forma de discriminação.

Mas é inegável que os diversos preconceitos que assolam a nossa sociedade residem como uma linha que separa um do outro, qual seja o preto do branco, o gordo do magro, o homem da mulher etc. A cota racial aplicada em concurso público, por exemplo, é uma ação que visa a integrar o negro à sociedade de dominação branca através da criação de políticas que favoreçam a igualdade de oportunidades entre brancos e negros.

Como forma de reparação dessa desigualdade ainda tão alarmante, recentemente, a Ordem dos Advogados do Brasil concedeu o titulo de advogado a LUIZ GAMA, depois de 133 anos da sua morte. O rábula, orador, jornalista e escritor brasileiro, nascido de mãe negra livre e pai branco, foi feito escravo, vendido pelo pai para pagar uma divida, estudioso, mas impedido de cursar direito por ser negro.

  • Esse titulo de reconhecimento é um meio de resgatar também a esperança na construção de um país melhor, de um mundo mais justo e também da luta que o povo negro vem travando há mais de 120 anos.
  • Portanto, as ações afirmativas assumem um significado muito especial e irrestrito, uma vez que assegura o acesso a posições sociais importantes a membros de grupos que, na ausência dessa medida, permaneceriam excluídos.
  • A FAMILIA E O PRECONCEITO

É indubitável que o grupo familiar exerce profunda e decisiva importância na estrutura do psiquismo da criança, sendo um alicerce para a formação da personalidade do adulto. O preconceito muitas vezes cria monstros que precisam de muita batalha para serem destruídos.

  • Uma família precisa ser marcada por um ambiente de paz, de conhecimento e tolerância, pois quando há presença do ódio e das contradições, se torna impossibilitada de enxergar os problemas e os fenômenos da vida social de forma mais abrangente, isto é, numa perspectiva histórica.
  • Pequenas atitudes podem mudar a forma de ver o que lhe parece diferente, como por exemplo, estimular os filhos a lerem, lendo a criança passará a entender o mundo.

Os brinquedos que você disponibiliza para seus filhos podem ser um potencial incentivador do preconceito, a conduta do homem dentro de casa poderá ser um divisor de água entre ter ou não preconceito, ou seja, tudo isso são bases. O preconceito reside apenas onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características: físicas, hereditárias, traços de caráter, inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.

Nelson Mandela já dizia que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. E aqui não se pode acreditar apenas na educação dada na escola, mas também àquela destinada da família. Muitos pais se esforçam para dar a seus filhos o afeto e a atenção necessária, e os conhecimentos que precisam para serem pessoas de bem, com princípios e valores que os fazem assumir os desafios da vida com responsabilidade.

Esses valores devem levar os filhos, quando adultos, a serem pessoas solidárias, respeitosas e que ajudem a sociedade a ser melhor. Porém, isso só acontecerá se tiverem um bom desenvolvimento pessoal, com o apoio efetivo dos pais. Educar verdadeiramente é não deixar que os filhos cruzem a “linha vermelha”.

  1. Lembremos, portanto, que somos mães e pais dos homens de amanhã.
  2. CONCLUSÃO O dia de combate ao preconceito deveria ser todo dia e em todas as horas, com nossas melhores ações.
  3. Irá existir preconceito enquanto existir ignorância, por isso a educação, o esclarecimento é o passo mais importante para desconstruí-lo.

O preconceito ainda encontra-se arraigado na sociedade, sendo atingidas todas as classes, idades e diferentes tipos de pessoas, sejam famosas ou anônimas. Os obstáculos a uma educação que se volte contra os atos praticados por pessoas que resistam se adequar ao processo civilizatório certamente são muitos.

Vivemos numa sociedade de uma cultura machista, homofóbica e racista, onde as atitudes de certas pessoas matam todos os dias. A dificuldade em lidar com o preconceito envolve o nosso processo (de) formativo e o quanto, desde muito cedo, fomos cegados pelas práticas preconceituosas. A começar pelo convívio familiar e os primeiros anos escolares.

É na família e na escola que a criança é submetida às práticas preconceituosas e a um mundo de incompreensões que produzem crianças sádicas “herdeiras de um universo adulto cruelmente infantil.” (Frenette, 2000, p.22). Praticar condutas que rebatam o preconceito, como falar mais sobre as nossas experiências preconceituosas já vividas na família, na escola e em outros espaços onde ele se manifesta; conversar sobre situações desconcertantes, as quais colocam em evidência o nosso preconceito mais recôndito, certamente ajudará no combate dessa problemática.

Apesar das coisas não serem tão simples assim, pois nem todos estamos dispostos a entrar em contato com o nosso próprio preconceito ou nem mesmo nos admitimos preconceituosos. “Unamo-nos por uma luta comum! Unamo-nos para exigir nossa completa participação e igualdade!!! BIBLIOGRAFIA BATISTA, Cristina Abranches Mota (Org) Inclusão dá trabalho.

Belo Horizonte MG, 2000. p 132. FRENETTE, Marco. Preto e branco: a importância da cor da pele. São Paulo: Publischer Brasil, 2000. GREER, g., 1994. Mulher, Maturidade e Mudança. São Paulo, Augustus._. HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Tradução de Guido Antonio de Almeida.

Qual a porcentagem de xenofobia no Brasil?

Crime de ódio Denúncias em 2021 Crescimento
Neonazismo 14476 -81,60%
Racismo 6888 34,40%
Xenofobia 1097 874,10%
Intolerância religiosa 759 455,99%

O que é xenofobia e etnocentrismo?

Etnocentrismo e xenofobia –

A xenofobia é a aversão ao que é estrangeiro, ao que veio de fora. Uma visão etnocêntrica, por partir da sua própria cultura para estabelecer uma hierarquia cultural, tende a ver o estrangeiro como alguém inferior em hábitos, costumes, religião e outros aspectos culturais. O que resulta naquela aversão ao que veio de outro lugar e é, portanto, inferior ao que já habitava o lugar de referência.

    O que é xenofobia e como combater?

    Xenofobia e racismo – A xenofobia, geralmente, está diretamente relacionada com o racismo, o preconceito contra pessoas por causa de suas características físicas, principalmente cor de sua pele. Isso é perceptível quando presenciamos pessoas de origens distintas recebendo um tratamento diferente por causa de sua aparência.

    Como chama preconceito de região?

    A xenofobia, normalmente vinculada à discriminação, preconceito e/ou intolerância contra pessoas de outras nacionalidades, também pode ser praticada por meio de discursos de ódio contra contra pessoas oriundas de regiões ou estados específicos do Brasil.

    Quais são as principais causas do aumento da xenofobia na Europa?

    Xenofobia e racismo – Ao mesmo tempo, a entrada de imigrantes vindos da África e da Ásia acentuou-se com a globalização e os impactos negativos que este processo tem produzido em todo o mundo pobre. Para muitos europeus a xenofobia está associada ao raciocínio simplista que relaciona o desemprego acentuado na Europa das últimas décadas à presença do estrangeiro.

    Alega-se, em alguns países da Europa, que muitos empregos foram tomados por grupos de origem imigrante em detrimento de verdadeiros europeus. A onda de violência detonada pelos jovens suburbanos na França em outubro de 2005 pode ser atribuída ao colapso do Estado de Bem Estar Social que abandonou na última década a população mais pobre.

    Mas é também fruto da intolerância e do racismo. Estes jovens são filhos ou netos de imigrantes, nascidos na França e, portanto, de nacionalidade francesa. Esta não é só uma realidade da França, mas de diversos países da União Européia, que temem que os distúrbios possam se espalhar por outros países do continente.

    Quem mais sofre preconceito no Brasil?

    84,5% dos brasileiros e brasileiras têm algum tipo de preconceito contra as mulheres, mostra pesquisa da ONU O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta Nessa segunda-feira, 12, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou levantamento sobre sexismo que traz dados alarmantes. Conforme a pesquisa, 84,5% dos brasileiros e brasileiras têm algum tipo de preconceito contra as mulheres.

    1. O estudo aponta que visões distorcidas e prejudiciais às mulheres têm consequências “potencialmente prejudiciais”, inclusive servindo como legitimação para atos de violência física e psicológica.
    2. A pesquisa foi feita em 80 países e abrange mais de 85% da população mundial.
    3. Segundo o levantamento, quase 90% da população mundial, sem importar de qual sexo, tem algum tipo de preconceito contra as mulheres.

    Os índices do Brasil ficaram próximos aos de países como a Guatemala, Bielorússia, Romênia, Eslováquia, Trinidad, Tobago, México e Chile. Foram analisadas quatro dimensões sobre preconceito de gênero, em que meninas e mulheres enfrentam desvantagens e discriminação: Integridade física; Educacional; Política; e Econômica.

    O estudo mostra que, no Brasil, 84,5% das pessoas têm pelo menos um tipo de preconceito contra as mulheres. Os piores indicadores no país são em relação à integridade física. São avaliados a violência íntima e o direito à decisão de querer ou não ter filhos.75,56% dos homens têm esse preconceito no Brasil, e 75,79% das mulheres também têm.

    A partir dos dados globais, o PNDU conclui que, apesar das campanhas globais pelos direitos das mulheres realizadas nos últimos anos, o número de pessoas que têm preconceito contra as mulheres quase não diminuiu na última década. No caso do Brasil, por exemplo, a queda foi de apenas cinco pontos percentuais.

    Como caminho para melhorar os índices, os especialistas do PNDU recomendam algumas ações: o fortalecimento dos sistemas de proteção e assistência social que atingem as mulheres, a promoção da inclusão financeira para geração de renda a longo prazo, o combate à desinformação de gênero e ao discurso de ódio e violência, e o investimento em leis e medidas políticas que promovam a igualdade das mulheres na política para construir Estados sensíveis às questões de gênero.

    A diretora do Sintrajufe/RS Cristina Viana avalia que “mesmo que saibamos o quanto as mulheres ainda são vítimas de violência, os números da pesquisa do PNUD são muito impactantes. Eles traduzem, ainda no século XXI, como as mulheres sofrem preconceito e discriminação, e porque não são consideradas sujeitos de direitos iguais aos homens, seus corpos estão submetidos ao arbítrio deles e igualmente à violência, ao abuso e à morte.

    1. Passamos nossa vida inteira lutando contra o machismo, a misoginia e o patriarcado.
    2. A criação do Ministério das Mulheres do atual governo foi um passo importantíssimo no Brasil para a promoção de mais e melhores políticas públicas para diminuir esses indicadores.
    3. No âmbito sindical, no caso do PJU e MPU, aprovamos no último Congrejufe a paridade de gênero entre homens e mulheres na direção, o que já vínhamos observando na gestão do Sintrajufe RS.

    Mas ainda é necessário avançar mais, assegurando a voz e poderes de decisão para as mulheres em todos os lugares. Só assim acredito que iremos construir uma sociedade melhor e sem violência de qualquer tipo”. Com informações da CUT e do portal G1 : 84,5% dos brasileiros e brasileiras têm algum tipo de preconceito contra as mulheres, mostra pesquisa da ONU

    O que gera o preconceito?

    O que é Preconceito? Carlos Neto Cientista Social Preconceito é uma opinião formulada sem a devida reflexão ou exame crítico, Geralmente desprovida de qualquer fundamento, essa opinião acaba influenciando modos de pensar e agir, podendo determinar atos de intolerância contra pessoas ou grupos sociais.

    • Dentre os tipos de preconceito que existem na nossa sociedade, são comuns os preconceitos contra condição social, nacionalidade ou origem, orientação sexual, identidade de gênero, etnia, raça e maneira de falar.
    • A origem do preconceito está nos valores, ideologias, interesses ou crenças de um determinado grupo social.

    O preconceito parte de uma visão de mundo pouco elaborada, repleta de ideias e certezas que não sobrevivem a um mínimo de reflexão ou exame crítico.

    O que fazer para evitar a xenofobia?

    O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta André Freire O desenvolvimento local, em especial dos serviços de saúde, deve considerar as necessidades das populações que residem nas regiões de fronteira. Pode parecer uma obviedade, mas é algo que ajudaria a evitar a estigmatização dos migrantes e a xenofobia.

    Esse foi um dos entendimentos dos representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no Brasil e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil – instituições que compõem a “Operação Acolhida”, acordo de assistência humanitária firmando entre o Governo Brasileiro e as Nações Unidas.

    As reflexões sobre migrações foram apresentadas no X Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública, em 24 de outubro, no auditório interno da Fiocruz Brasília. O representante adjunto do ACNUR no Brasil, Federico Martínez, explicou que o esgotamento dos serviços públicos devido à pressão sofrida pelo aumento na demanda é capaz de estimular o preconceito contra os migrantes.

    1. Muitas vezes, existe a percepção, seja real ou não, de que os migrantes retiram recursos dos próprios nacionais”, disse.
    2. De acordo com a representante interina do UNFPA no Brasil, Júnia Quiroga, a comunidade que acolhe os migrantes será transformada quando a migração resultar no aumento da capacidade dos serviços públicos.

    Para ela, é importante que os migrantes sejam plenamente integrados às regiões que os acolhem. “Não basta apenas retirar os migrantes de um contexto de emergência, mas sim de atingir a sua integração social e econômica nos novos locais”, afirmou. Operação Acolhida Mais de 5 milhões de pessoas deixaram a Venezuela até o momento.

    • O êxodo, considerado o maior da América Latina, tem feito com que países da região se organizem para receber os migrantes da Venezuela.
    • Só o Brasil já recebeu mais de 200 mil venezuelanos.
    • Em média, 450 venezuelanos cruzam por dia a fronteira brasileira em Pacaraima, distante 215 km da capital de Roraima, Boa Vista.

    Diante desse contexto, foi criada, em 2017, a Operação Acolhida em Roraima, um acordo de assistência humanitária firmando entre o Governo Brasileiro e as Nações Unidas. “A operação acolhida é um exemplo muito singular de interoperação entre diferentes atores”, sustentou a representante da UNFPA.

    • De acordo com Júnia Quiroga, a tentativa é transformar os serviços locais para que as ações de emergência tenham maior sustentabilidade visto que não há previsão para o término da crise na Venezuela.
    • Para isso, são promovidos processos de capacitação dos profissionais de saúde e assistência social, bem como de outros atores da gestão pública local.

    Pacto Global sobre Refugiados Aprovado em 2018, o pacto global sobre refugiados busca promover uma resposta internacional apropriada para os deslocamentos em massa e situações prolongadas de refugiados. “O pacto é uma resposta da comunidade internacional que pretende reforçar a necessidade da cooperação internacional nos casos de grandes movimentos de refugiados”, disse Martínez.

    Segundo ele, é essencial adotar a solidariedade internacional como elemento vital para a proteção dos refugiados. São objetivos do pacto aliviar a pressão sobre os países de acolhimento, aumentar a autossuficiência dos refugiados, ampliar o acesso a soluções adotadas em outros países e apoiar a criação das condições necessárias para o regresso dos refugiados em segurança e dignidade aos países de origem.

    Migrantes x Refugiados Definir quem é um refugiado entre aquelas pessoas que migram entre países é fundamental para proteção daqueles que fogem de perseguição e conflitos armados. Os refugiados necessitam de asilo em outro lugar, porque para eles é muito perigoso voltar aos países de origem.

    1. Já os migrantes escolhem se deslocar na busca por melhores condições de vida, seja com relação às oportunidades de trabalho ou educação, por exemplo.
    2. A definição de refugiado é baseada no direito internacional.
    3. São marcos jurídicos a Convenção da ONU de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, Convenção da OUA (Organização da Unidade Africana) e a Declaração de Cartagena de 1984 sobre os Refugiados.

    Um dos princípios fundamentais estabelecidos no direito internacional é que os refugiados não podem ser expulsos ou devolvidos a situações em que sua vida e liberdade estejam em perigo. Ciclo de Debates – O Ciclo de Debates é promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília).

    Como é a xenofobia no Brasil?

    O QUE É XENOFOBIA? A xenofobia é uma manifestação de preconceito e hostilidade direcionada a pessoas de outras nacionalidades ou culturas. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o termo é definido como “atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, excluem e difamam as pessoas com base na percepção de que são estrangeiras à comunidade ou sociedade nacional”.

    Comentários discriminatórios, estereotipados ou desumanizantes; Implementação de políticas e práticas discriminatórias por parte de governos e funcionários públicos, como a negação de acesso a serviços públicos que deveriam ser garantidos; Aplicação arbitrária da lei por autoridades locais, às vezes optando por não aplicá-la; Ocorrência de ataques e assédio por parte de agentes do Estado, frequentemente observados no meio policial e entre oficiais de imigração; Ameaças, intimidações e atos de violência pública, que podem incluir agressões físicas, homicídios, destruição de propriedade pessoal, entre outros.

    Embora muitas vezes se fale sobre a xenofobia em um contexto nacional, ela também pode se manifestar em níveis locais. Isso significa que os moradores de uma determinada cidade ou bairro podem ser acolhedores com refugiados e migrantes, enquanto esses mesmos grupos podem enfrentar discriminação em outras partes do país ou mesmo em bairros diferentes da mesma cidade.

    O aumento da mobilidade populacional e a crescente urbanização das populações de refugiados criaram oportunidades para confrontos diretos. Esse fenômeno é especialmente evidente em áreas economicamente desfavorecidas, onde os residentes já enfrentam questões relacionadas à segurança e à falta de oportunidades socioeconômicas.

    Nessas regiões, onde o governo muitas vezes não consegue garantir os direitos básicos dos cidadãos, a percepção de ameaça relacionada a estrangeiros tende a se ampliar. Xenofobia é crime? O crime de xenofobia está previsto na Lei Nº 9.459/97 e enquadra aqueles que possam vir a praticar, induzir, incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

    Além disso, quem comete xenofobia é passível a reclusão de um a três anos e multa. Os migrantes que são vítimas de discriminação muitas vezes enfrentam dificuldades para reivindicar seus direitos devido à falta de informação, barreiras linguísticas e questões culturais. O que fazer quando se deparar com a xenofobia? Todo ato xenófobo deve ser denunciado por meio de um boletim de ocorrência (BO) em qualquer delegacia do país.

    Também é possível denunciar ao Ministério Público Federal. A vítima deve acessar o endereço https://www.mpf.mp.br/mpfservicos, clicar em Representação inicial (denúncia) e preencher o cadastro. Outra forma de denúncia é através do Disque 100, onde é possível relatar várias violações dos direitos humanos, incluindo a xenofobia.

    • A xenofobia muitas vezes se cruza com o racismo, tornando a situação ainda mais angustiante para as vítimas.
    • Especialistas afirmam que, no Brasil, há muitas vezes uma interseção entre a xenofobia e o racismo, especialmente para migrantes de pele escura que enfrentam discriminação devido à sua origem étnica.

    Nesses casos, a recomendação é buscar a justiça e registrar denúncias de xenofobia e racismo. Por que a xenofobia está cada vez mais frequente na sociedade? A frequência da xenofobia na sociedade pode ser atribuída a uma série de fatores complexos e interligados.

    Desigualdade socioeconômica: A desigualdade econômica é um fator importante que pode levar ao aumento da xenofobia. Em situações de escassez de recursos e oportunidades, as pessoas podem se tornar mais propensas a culpar os estrangeiros pela competição por empregos, serviços públicos e outros recursos. Crises econômicas e políticas: Momentos de crise, como recessões econômicas ou instabilidade política, podem criar tensões sociais e aumentar o medo em relação a estrangeiros, à medida que as pessoas buscam bodes expiatórios para seus problemas. Propagação de discursos de ódio: A disseminação de discursos de ódio em mídias sociais e em alguns meios de comunicação pode amplificar atitudes xenófobas e incitar a hostilidade em relação a grupos estrangeiros. Políticas populistas e nacionalistas: Líderes políticos que adotam agendas populistas e nacionalistas muitas vezes exploram a xenofobia como parte de sua estratégia para ganhar apoio popular. Medo da mudança cultural: Mudanças culturais, como a diversidade étnica e religiosa, podem gerar ansiedade em algumas pessoas, levando a sentimentos xenófobos. Ignorância e falta de exposição: A falta de educação sobre outras culturas e a ausência de interações interculturais positivas podem contribuir para a xenofobia, pois as pessoas podem basear seus preconceitos em estereótipos e falta de entendimento.

    É importante ressaltar que a xenofobia não é inevitável, e muitas pessoas trabalham ativamente para promover a tolerância, a inclusão e a compreensão mútua. O combate à xenofobia envolve a educação, a conscientização, o apoio a políticas inclusivas e a promoção dos direitos humanos. : O QUE É XENOFOBIA?

    É xenófobo ou xenofóbico?

    ‘Xeno’ vem do grego e quer dizer ‘estrangeiro’; ‘fobo’ também vem do grego e quer dizer ‘aversão’, ‘horror’. As duas formas estão corretas, segundo o professor Pasquale. –

    DURAÇÃO: 00:05:12

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    O Que Xenofobia E Como Ela Se Manifesta Orgulho patriótico é diferente de xenofobia. Foto: Pixabay

    Qual é o significado da palavra Aporofobia?

    “O que é aporofobia?” Confira a matéria escrita por nossa associada, Antiella Carrijo – Fonte: Jornal Debate Não é de hoje que observo o trabalho social desenvolvido pelo Padre Júlio Lancellotti, com a população em situação de rua na maior cidade do país.

    • Mas foram os tempos pandêmicos que me fizeram prestar atenção na luta travada por ele, cotidianamente, para servir os que necessitam.
    • De maneira muito amorosa, acolhe, alimenta e cuida daqueles cuja vida não tem sido nada generosa.
    • Padre Júlio é inspiração num Brasil que acaba de retornar ao mapa da fome e os direitos humanos seguem sendo, fortemente, violados.

    O padre tem chamado a atenção e nos primeiros dias de fevereiro protagonizou um ato simbólico, com marretadas arrancou as pedras que a prefeitura de São Paulo havia colocado embaixo de um viaduto para impedir que moradores de rua ocupassem o espaço. A velha e conhecida “arquitetura da exclusão”.

    Em três atos — as pedras, as marretadas e as flores — Padre Júlio nos ensinou que mesmo cansado é preciso seguir em frente, ser resiliente, se manter indignado com a opressão e ser exemplo concreto de uma prática social que busque o bem da coletividade. Depois que as imagens das marretadas viralizaram na rede, me deparei com muitas outras situações que provam que as pedras daquele viaduto não são únicas e isoladas.

    Elas fazem parte de estratégias políticas que buscam esconder aqueles que são considerados indesejáveis para sociedade. O que os olhos não veem, o coração não sente! A prática de manter os pobres longe dos olhos tem larga tradição no país e o ódio em relação aos despossuídos agora tem nome — aporofobia.

    1. O termo criado pela filósofa espanhola Adela Cortina traduz uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente.
    2. Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo significa “rejeição ou aversão aos pobres”.
    3. O preconceito e o ódio de classe não são invenções modernas, fazem parte da nossa história e foram gestados numa sociedade em que o racismo e a desigualdade são componentes estruturais e permanentes, por isso é imprescindível nos engajarmos em práticas combativas que visem erradicar a pobreza e não eliminar os pobres.

    Porque os olhos podem até não os ver, mas eles existem e os bons corações sentem! Antiella Carrijo Ramos, nossa associada, é psicóloga e trabalhadora da Assistência Social em Santa Cruz do Rio Pardo-SP.