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O Que Biomassa?

O que é biomassa explique?

O que é biomassa? – Biomassa é a matéria orgânica vegetal ou animal usada como fonte de energia limpa e sustentável. Pode ser obtida a partir de lenha, bagaço de cana, resíduos agrícolas, algas, alimentos e esterco, contribuindo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões de CO2.

O que é biomassa Cite um exemplo?

Biomassa corresponde ao conjunto de resíduos de origem animal ou vegetal utilizado na produção de energia, oriunda de fontes como vegetais lenhosos, cultivo agrícola e resíduos urbanos e industriais. Dentre os produtos derivados da biomassa estão os biocombustíveis, os óleos vegetais e o biogás.

  • A biomassa é uma fonte renovável e barata de geração de energia, por isso considerada uma alternativa viável para substituir os derivados de combustíveis fósseis,
  • Seu uso crescente, no entanto, pode refletir em um processo de desmatamento mais intenso, além de haver problemas em relação à sua armazenagem e transporte.

Essa fonte de energia é, hoje, responsável por pouco mais 8% da eletricidade produzida no Brasil, desempenhando um papel importante na matriz elétrica nacional. Leia também: Fontes alternativas de energia — por que causam menos impacto?

O que é biomassa e renovável?

O grande potencial das biomassas – Biomassa é todo recurso renovável vindo de matéria orgânica, seja animal ou vegetal (floresta; agropecuária; resíduos urbanos e industriais), que possa ser transformada em energia mecânica, térmica e elétrica. A cana-de-açúcar é um dos materiais mais utilizados para a produção de bioenergia no Brasil.

  1. Além de originar o etanol, combustível renovável e de baixo impacto ambiental, o processo de moagem da cana para a fabricação de açúcar e álcool resulta numa grande quantidade de bagaço.
  2. Pela abundância, se tornou a principal biomassa usada na geração de energia elétrica no país.
  3. Outro fator importante é que a safra da cana coincide com o período de seca, quando os lagos das usinas hidrelétricas perdem capacidade.

Isso faz com que as regiões produtoras de biomassa possam reduzir o consumo da água dos reservatórios para a produção de energia elétrica. Segundo o último Boletim Mensal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), entre janeiro e maio de 2020, a produção de bioeletricidade sucroenergética foi de 5.686 GWh (gigawatt/hora), um aumento de 8% se comparado ao mesmo período de 2019.

Na moagem da cana, de um lado sai o caldo e, do outro. o bagaço; O bagaço vai para a caldeira da usina onde ocorre a combustão, a queima a altas temperaturas na presença de oxigênio, produzindo vapor; O vapor gerado nas caldeiras segue para uma turbina; Na turbina, o vapor movimenta as pás do rotor e gera energia mecânica; A energia mecânica é convertida em energia elétrica através de um gerador acoplado ao eixo da turbina.

Quais são as fontes de biomassa?

Biomassa – Toda a matéria vegetal e orgânica existente, biomassa, pode ser utilizada na produção de energia, A lenha, bagaço de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos agrícolas, algas, restos de alimentos e até excremento animal que, após sua decomposição, produzem gases que são usados para gerar energia, A biomassa também pode ser queimada diretamente, como no fogão a lenha, para aproveitamento do calor, Ou ainda pode ser utilizada para aquecer água e produzir vapor em alta pressão, que é usado para acionar turbinas e geradores elétricos. No Brasil, a biomassa mais utilizada para geração de eletricidade em atualmente é oriunda da cana-de-açúcar, plantada e processada principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste.

Biocombustíveis – a biomassa pode também originar compostos tais como álcool (etanol), óleos vegetais e gorduras, que são processados e usados como combustíveis (veja mais em O que são combustíveis ). Os materiais mais usados vêm da soja, cana-de-açúcar, mamona e milho, Assim como para a biomassa, a produção de biocombustíveis ocorre principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste.

O cultivo de produtos agrícolas usados como fonte de geração de energia requer cuidados conservacionistas, como: evitar o desmatamento de áreas naturais para iniciar novas áreas de plantio, uso controlado de agrotóxicos e fertilizantes e controle de resíduos.

Qual a função do biomassa?

A biomassa é um recurso renovável e seu processo de conversão em energia é muito menos nocivo ao meio ambiente, podendo em alguns casos resultar em captura de carbono. O papel do setor sucroenergético ganhou mais importância na geração de energia elétrica a partir dos anos 2000.

Para que a biomassa é utilizada?

Qual a aplicação para a biomassa? – O aumento do uso da biomassa é uma estratégia essencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, combatendo o aquecimento global e as mudanças climáticas. Comparada às fontes de energia fósseis, a biomassa emite menos poluentes e tem menor impacto ambiental, contribuindo para um sistema produtivo mais limpo e eficiente.

Geração de energia : A biomassa pode ser queimada diretamente ou convertida em biocombustíveis para produzir eletricidade, calor e energia térmica. Isso inclui usinas de biomassa, onde a queima controlada é utilizada para gerar eletricidade, e sistemas de co-geração, que produzem eletricidade e calor simultaneamente. Biocombustíveis : A biomassa pode ser transformada em biocombustíveis líquidos, como etanol e biodiesel, que são utilizados como substitutos parciais ou totais de combustíveis fósseis em veículos e máquinas. Biogás : Através da digestão anaeróbica de resíduos orgânicos, a biomassa pode produzir biogás, que é uma mistura de metano e dióxido de carbono. Esse biogás pode ser usado para geração de eletricidade e calor, bem como como combustível veicular. Materiais e produtos : Além de energia, a biomassa pode ser usada para produzir materiais e produtos. Por exemplo, resíduos agrícolas podem ser transformados em materiais de construção, como painéis de madeira ou fibras de celulose para papel. Alimentação animal e fertilizantes : Resíduos agrícolas e esterco podem ser utilizados como alimentos para animais ou como fertilizantes orgânicos, contribuindo para a agricultura sustentável. Produtos químicos e plásticos verdes : A biomassa também pode ser usada como matéria-prima para a produção de produtos químicos e plásticos verdes, substituindo os derivados do petróleo e reduzindo a pegada de carbono. Tratamento de resíduos : A biomassa pode ser usada para o tratamento de resíduos orgânicos, contribuindo para a redução do volume de lixo e a produção de energia ou fertilizantes.

Como é feita a biomassa?

Biomassa é toda matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, utilizada na produção de energia. Ela é obtida através da decomposição de uma variedade de recursos renováveis, como plantas, madeira, resíduos agrícolas, restos de alimentos, excrementos e até do lixo.

Qual é a biomassa mais utilizada no Brasil?

A cana-de-açúcar, por exemplo, é a fonte de biomassa mais utilizada no Brasil. Ademais, destaca-se o uso de elementos como a casca do arroz, castanhas diversas, capim e restos vegetais, madeira, entre outros.

Quais são os três tipos de biomassa?

Vegetais não lenhosos Vegetais lenhosos Resíduos orgânicos

As fontes de biomassa se diferenciam de acordo com suas características ou origens. Esta diferenciação deve ser considerada quando se pretende utilizá-la como fonte eficiente para geração de energia. O aproveitamento da biomassa pode ser feito por meio de diversas formas, desde combustão direta (com ou sem processos físicos de secagem, classificação, compressão, (corte/quebra etc.), processos termoquímicos (gaseificação, pirólise, liquefação e transesterificação) ou de processos biológicos (digestão anaeróbia e fermentação), estas estão melhor detalhadas no tópico Tecnologias de aproveitamento,

Algumas biomassas são de difícil classificação, como o caso de resíduos vegetais na etapa inicial de transformação em carvão vegetal, ou mesmo os óleos vegetais produzidos a partir de produtos derivados de árvores, como é o caso do dendê. Outras formas de classificação da energia da biomassa consideram as rotas tecnológicas a serem adotadas para sua utilização ou seu nível de desenvolvimento tecnológico, como o caso das fontes de biomassas tradicionais e modernas (NOGUEIRA e LORA, 2003).

De maneira geral, os energéticos podem ser considerados como primário, quando correspondem a materiais ou produtos obtidos diretamente da natureza, por exemplo, a lenha e a cana-de-açúcar, ou secundários, como são os combustíveis resultantes de processos de conversão dos combustíveis energéticos primários.

  1. Nesta classe está o carvão vegetal produzido a partir da madeira e o álcool produzido a partir de substancias fermentáveis (NOGUEIRA e LORA, 2003).
  2. Diante disso, diversas classificações foram realizadas, e apesar dessas não conseguirem considerar e classificar todos os aspectos, o mais importante é que sejam analisadas a origem e utilização de determinada bioenergia, para o reconhecimento de seus impactos e potenciais.

Nesta abordagem utilizada pelo CENBIO, e que possui diferenças conceituais quando analisadas com trabalho de outros autores, as fontes de biomassa serão separadas em três principais grupos: Vegetais não lenhosos; Vegetais lenhosos; e Resíduos Orgânicos, conforme mostra a Figura 4.1, que além de apresentar as principais fontes, apresenta também os principais processos de conversão da biomassa em energéticos. Fonte: Balanço Energético Nacional – BEN. Brasília: MME, 1982 (adaptado por CENBIO) Vegetais não lenhosos Em geral, os vegetais não lenhosos são tipicamente produzidos a partir de cultivos anuais e são usualmente classificados de acordo com sua principal substância de armazenamento de energia, podendo ser: sacarídeos, celulósicos, amiláceos e aquáticos.

  • Esta categoria apresenta maior umidade, quando comparado com os vegetais lenhosos, e seu uso em geral exige primeiramente uma conversão em outro produto energético mais adequado.
  • Como exemplo tem-se a cana-de-açúcar, cujo valor energético está associado ao conteúdo de celulose, amido, açúcares e lipídeos, que por sua vez determinam o tipo de produto energético que se pode obter.

Entretanto, estão em estudos outros vegetais pouco conhecidos, que podem apresentar vantagens importantes como resistência a secas, produtividade razoável em terras pobres e facilidade de cultivo (NOGUEIRA e LORA, 2003). Dentro do grupo de vegetais não lenhosos, há cinco principais grupos que se diferenciam com relação ao tecido de armazenamento: Sacarídeos; Celulósicos; Amiláceas; Oleaginosas; e Aquáticas.

Sacarídeos: esse grupo contemplará os vegetais que possuem como tecido de armazenamento os açúcares, como sacarose. A sacarose é produzida a partir de uma molécula de glicose e uma de frutose. Esses açúcares geralmente são utilizados para fermentação e produção de etanol. Ex: cana-de-açúcar; beterraba, etc. Celulósicos: apesar da celulose ser um dos constituintes principais da parede celular de todos os vegetais, esse grupo contemplará os vegetais que não possuem como tecido de reserva a sacarose, amido ou óleo, sendo de utilidade energética somente sua estrutura morfológica. Em alguns processos, é necessária a hidrólise do material para que se possa utilizar os carboidratos em sua forma mais simples. Ex: capim-elefante; gramíneas forrageiras, etc. Amiláceos: esse grupo contempla os vegetais que possuem como tecido de armazenamento o amido. Os amidos são carboidratos complexos, que devem ser transformados para obtenção de açúcares mais simples para fermentação. Ex: milho, mandioca, batata-doce, etc. Oleaginosas: esse grupo contempla os vegetais que possuem óleos e gorduras que podem ser extraídos através de processos adequados. Os óleos extraídos são substâncias insolúveis em água (hidrofóbicas), que na temperatura de 20° C exibem aspecto líquido. As gorduras distinguem-se dos óleos por apresentar um aspecto sólido à temperatura de 20° C. São formados predominantemente por triglicerídeos, compostos resultantes da condensação entre um glicerol e ácidos graxos. Ex: óleo de girassol; óleo de soja; óleo de mamona, etc. Aquáticos: esse grupo considera as plantas aquáticas que possuem potencial para geração de energia. Entre elas estão o aguapé ou lírio aquático; algas e microalgas.

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Maiores informações sobre a caracterização dos vegetais não lenhosos podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO. Vegetais lenhosos Para os vegetais lenhosos, foram considerados aqueles capazes de produzir madeira como tecido de suporte. Do ponto de vista energético, essa produção de madeira faz com que, por meio de processos e tecnologias específicos, haja a disponibilidade de conversão de energia.

A obtenção da madeira pode se dar por meio de florestas nativas ou florestas plantadas. As florestas nativas têm servido de reserva energética por séculos, porém os métodos de extração dessa biomassa, por muitas vezes, dão-se de maneira não sustentável. As árvores necessitam de tempo para crescer e não podem ser consideradas como uma fonte inesgotável de energia, portanto consituem recursos que necessitam ser adequadamente manejados para que continuem disponíveis.

Uma atitude puramente extrativa tem outras sérias consequencias além do esgotamento de madeira, como o empobrecimento do solo e o aumento da erosão. Estes problemas têm se generalizado em muitos países, com danos sobre o meio ambiente e a população, sendo as camadas de baixa renda as que mais sofrem seus efeitos.

Entretanto, alguns estudos silviculturais, inclusive desenvolvidos em ecossistemas complexos como a selva amazônica, têm mostrado que é possível uma exploração racional com vistas no abastecimento energético, uma vez que se considerem também como objetivos a sustentabilidade agrícola e ecológica, ainda que a maiores custos de curto prazo (NOGUEIRA e LORA, 2003).

Já com relação às florestas plantadas, estas podem ser com dois objetivos: reflorestamento e fins energéticos. Para fins energéticos são as plantações planejadas, com grande número de árvores por hectare e, consequentemente, com ciclo curto, o qual tem por finalidade a produção do maior volume de biomassa por área em menor espaço de tempo.

Maiores informações sobre a caracterização dos vegetais lenhosos podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO. Resíduos orgânicos Os diversos subprodutos das atividades agrícolas, agropecuárias, agroindustriais e urbanas, tais como cascas e outros resíduos lignocelulósicos, podem ser utilizados como combustíveis.

O potencial disponível nestes resíduos nem sempre é bem conhecido, porém corresponde a volumes significativos de energia subaproveitada. Um aspecto essencial relacionado à utilização energética dos resíduos, sobretudo dos restos de lavoura e esterco de animais criados extensivamente, é sua dispersão, que acarreta dificuldades de coleta e transporte.

    Resíduos agropecuários Os resíduos agropecuários são os materiais que resultam da produção agrícola e pecuária, os quais não têm utilidade, agora ou no futuro, e dos quais o agricultor quer se desfazer. Existem inúmeros tipos de resíduos agrícolas, e sua exploração deve ser feita de maneira racional, pois podem ser interessantes para proteger o solo da erosão e repor os nutrientes extraídos pelas plantas. Estes resíduos são basicamente constituídos de palha (folhas e caules), e têm um poder calorífico médio de 15,7 MJ/kg de matéria seca. A energia armazenada nos resíduos agrícolas pode ser considerável, representando em geral mais que o dobro do produto colhido, e contem cerca de quatro vezes a energia necessária para a obtenção dos principais cereais ou sementes oleaginosas (NOGUEIRA e LORA, 2003). Com relação aos resíduos pecuários, a principal forma de obtenção de energia é por meio da produção de biogás, a partir de dejetos animais proveniente de diferentes práticas culturais e tipos de rebanhos. Nas criações em confinamento, o custo e a viabilidade de coleta são significativamente melhorado. A tabela abaixo apresenta a quantidade de excremento produzido, por tipo de rebanho.

    Animal Massa animal (kg) Volume excremento Massa úmida excremento Matéria seca (%) **
    Gado de corte* 500 0,028-0,037 27,7-36,6 10
    Gado de leite* 500 0,031-0,035 30,2-35,0 10
    Suínos* 100 0,0056-0,0078 5,4-7,6 10
    Equinos* 500 0,025 28,0 20
    Aves* 2,5 0,00014-0,00017 0,14-0,17 20
    Ovinos* 2,0 20

    Fonte: *FAO, ** DIAZ E GOLUENE, 1985 apud CORTEZ; LORA; GOMEZ, 2008 A localização do resíduo pode ser na própria área de cultivo – denominada comumente como os resíduos deixados no campo, ou seja, aqueles que se localizam exatamente na área em que foi feita a colheita.

    Esse é o caso, por exemplo, do palhiço da cana-de-açúcar colhida crua, ou das folhas da soja, que secam e permanecem no campo. Maiores informações sobre a caracterização dos resíduos agropecuários podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO. Resíduos urbanos Os resíduos urbanos são aqueles resíduos sólidos gerados nos ambientes doméstico e comercial.

    Sendo assim, englobam domicílios, escritórios, escolas, hotéis, restaurantes, varredura e podas urbanas, entre outros. Pode-se definir como resíduo urbano ou lixo: os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

    1. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semi-sólido ou semilíquido (com conteúdo líquido insuficiente para que este líquido possa fluir livremente).
    2. Os resíduos hospitalares e outros resíduos especiais também são classificados como urbanos, mas não serão levados em conta neste texto por sua impossibilidade de reutilização.

    Esse tipo de resíduo é constituído por matéria orgânica, como restos de alimentos, galhos e folhas de árvores; bem como material inorgânico – embalagens, vasilhames e entulhos, todos eliminados no cotidiano. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB, para estimar a quantidade de resíduos sólidos dispostos, adotaram-se índices de produção por habitante no Estado de São Paulo, que é mostrado a seguir:

    Produção (kg lixo/hab./dia)
    Até 100.000 0,4
    100.001 a 200.000 0,5
    200.001 a 500.000 0,6
    Maior que 500.001 0,7

    Fonte: CETESB, 2004 As destinações desses resíduos podem ser os aterros sanitários, as usinas de reciclagem ou a incineração. No entanto, devido à falta de saneamento básico em muitas regiões do país os resíduos urbanos também são depositados atualmente em aterros controlados, lixões e cursos d’água, sem o devido tratamento. De acordo com a norma NBR-10 004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABTN, os resíduos urbanos são classificados como: Classe I – Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente e exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à saúde pública. Classe II – Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. Classe III – Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações. Os resíduos compreendidos nas Classes II e III podem ser incinerados ou dispostos em aterros sanitários, desde que preparados para tal fim e que estejam submetidos aos controles e monitoramento ambientais. Os resíduos Classe I – Perigosos, somente podem ser dispostos em aterros construídos especialmente para tais resíduos, ou devem ser queimados em incineradores especiais e não são, portanto, passíveis de qualquer tipo de reutilização. Além dos resíduos sólidos, são considerados também os efluentes líquidos, ou esgoto, domésticos e comerciais. Os efluentes devem ser captados nos imóveis e direcionados para estações de tratamento de esgoto – ETE’s. O tratamento de alguns tipos de lixo permite a recuperação de materiais que podem ser reciclados, e a produção de compostos fertilizantes. Em geral, o método de conversão energética são: a queima, a gaseificação e a biodigestão em aterros sanitários (NOGUEIRA e LORA, 2003). Resíduos Agroindustriais Em geral, os resíduos agroindustriais gerados possuem valor energético, reduzindo a dependência da energia comprada e são utilizados para a geração de vapor ou eletricidade. Os setores com possibilidade de aproveitamento de seus resíduos: • Indústrias de açúcar e álcool; • Matadouros e frigoríficos; curtumes; indústrias da pesca; • Fábrica de doces e conservas; • Indústria da madeira; • Indústria de papel e celulose Os procedimentos tecnológicos para o uso energético dos resíduos agroindustriais são basicamente dois: a queima em fornos e caldeiras e a biodigestão anaeróbia. O primeiro procedimento já é tradicional e o outro pode ser considerado inovador. Um fato decisivo para a seleção do método de conversão energética é a quantidade de umidade do material, já que é possível queimar, em termos práticos, resíduos com até 50-60% de umidade. Assim, por exemplo, o bagaço da cana, os resíduos de serragem, a lixívia celulósica e a borra da fabricação do café solúvel são adequados para a queima direta (NOGUEIRA e LORA, 2003). Os resíduos das áreas de beneficiamento, como cascas de produtos vegetais (ex. arroz; amendoim; etc.) também são resíduos com potencial energético. Sua aplicação em queimadores é oportuna, ajudando a resolver o problema da disposição final destes resíduos. Na fabricação de papel e celulose, como resultado da dissolução da lignina da madeira com soda cáustica, a fim de se obter polpa de celulose, é produzida uma lixívia denominada “licor negro”, geralmente com concentração de sólidos de 60% e poder calorífico de 12,5 MJ/kg. A queima do licor negro em caldeiras de recuperação química melhora o balanço de energia, reduz a contaminação e permite gerar até 80%do vapor necessário na planta industrial (NOGUEIRA e LORA, 2003). Maiores informações sobre a caracterização dos resíduos agroindustriais podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO.

Onde é gerada a energia de biomassa?

Transformação da biomassa em energia – A biomassa é utilizada diretamente como combustível ou por meio da produção de energia a partir de processos de pirólise, gaseificação, combustão ou cocombustão de material orgânico presente em um ecossistema. Graças a essas tecnologias, é possível obter diversas variedades de biocombustíveis (etanol, metanol, biodiesel e biogás).

O que é biomassa como é classificada?

Devido a sua forma de obtenção, a biomassa é classificada como uma fonte de energia renovável, ou seja, que nunca se esgota; inesgotável. Todo o processo de produção de energia a partir da biomassa causa um impacto bastante pequeno na atmosfera, se for feito com controle.

Quais são os impactos ambientais da biomassa?

Contaminação de solos, rios, desencadeamento de erosão, poluição do ar e chuvas ácidas são só alguns dos impactos ambientais possíveis em função do uso irresponsável da biomassa. E isto é importante frisar: a biomassa não é inerentemente prejudicial para o ambiente.

Quais as vantagens e desvantagens do uso da biomassa?

Resumo sobre biomassa –

Biomassa são os resíduos e a matéria orgânica utilizada na produção de energia. A energia gerada a partir da biomassa, que são calor e eletricidade, é produzida por meio da combustão direta ou de processos de conversão termoquímica. Cultivos agrícolas, vegetais lenhosos, resíduos da agropecuária e efluentes urbanos e industriais são exemplos de fontes de biomassa. A biomassa é uma fonte renovável de energia e de baixo custo, sendo uma alternativa viável a fontes poluentes, como os combustíveis fósseis. Por outro lado, sua obtenção intensifica o desmatamento e a substituição de áreas de vegetação nativa por monocultura, além de ser uma fonte de baixa eficiência energética. A biomassa é a terceira maior fonte de eletricidade no Brasil. Biocombustíveis, biogás e óleos vegetais são alguns dos produtos derivados da biomassa.

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O que é a biomassa de banana verde?

Receita de biomassa de banana leva apenas banana verde e água e é muito benéfica para a saúde – A biomassa de banana verde é um ingrediente culinário feito a partir da polpa da banana quando ainda está verde, É uma importante fonte de amido resistente, um carboidrato que proporciona benefícios para a saúde.

É um tipo de combustível produzido pela biomassa?

Os combustíveis como etanol e biodiesel são um dos principais produtos provenientes da biomassa.

Quantas biomassas existem?

Biomassa líquida – é originada das ‘culturas energéticas’ que consequentemente gera os biocombustíveis líquidos, como: biodiesel e etanol. Biomassa sólida – são os produtos e detritos agrícolas, florestais e os sedimentos biodegradáveis das indústrias e de zonas urbanas.

Quanto rende a biomassa?

Rende até 2,0 m²/bisnagas. – Essa argamassa é recomendada para obras de tijolos, blocos de concreto ou blocos cerâmicos que tenham boa qualidade e possuam dimensões regulares.

O que é biomassa e biogás?

A diferença entre biogás e biometano – A biomassa é uma fonte de energia renovável que utiliza elementos orgânicos como restos de animais e plantas. Assim, o biogás é um combustível gasoso, gerado pela decomposição da matéria orgânica e que pode ser utilizado para geração de energia elétrica ou térmica.

  1. O seu processo de produção é similar ao de compostagem, porém, sem a presença de oxigênio, assim o resultado é um gás que possui metano e gás carbônico em sua composição.
  2. Em 2020, o biogás respondeu por 1,3% da capacidade instalada de geração a biomassa, estimada em 15.306 megawatts, de acordo com dados da EPE.

Já o biometano é um combustível derivado do biogás, extraído a partir de um processo de purificação, com redução do teor de gás carbônico, além de remoção de gás sulfídrico e teor de água. O resultado é um gás com mais de 90% de metano em sua composição, se assemelhando ao gás natural.

O que é biomassa como é classificada?

Devido a sua forma de obtenção, a biomassa é classificada como uma fonte de energia renovável, ou seja, que nunca se esgota; inesgotável. Todo o processo de produção de energia a partir da biomassa causa um impacto bastante pequeno na atmosfera, se for feito com controle.

Quais são os três tipos de biomassa?

Vegetais não lenhosos Vegetais lenhosos Resíduos orgânicos

As fontes de biomassa se diferenciam de acordo com suas características ou origens. Esta diferenciação deve ser considerada quando se pretende utilizá-la como fonte eficiente para geração de energia. O aproveitamento da biomassa pode ser feito por meio de diversas formas, desde combustão direta (com ou sem processos físicos de secagem, classificação, compressão, (corte/quebra etc.), processos termoquímicos (gaseificação, pirólise, liquefação e transesterificação) ou de processos biológicos (digestão anaeróbia e fermentação), estas estão melhor detalhadas no tópico Tecnologias de aproveitamento,

  • Algumas biomassas são de difícil classificação, como o caso de resíduos vegetais na etapa inicial de transformação em carvão vegetal, ou mesmo os óleos vegetais produzidos a partir de produtos derivados de árvores, como é o caso do dendê.
  • Outras formas de classificação da energia da biomassa consideram as rotas tecnológicas a serem adotadas para sua utilização ou seu nível de desenvolvimento tecnológico, como o caso das fontes de biomassas tradicionais e modernas (NOGUEIRA e LORA, 2003).

De maneira geral, os energéticos podem ser considerados como primário, quando correspondem a materiais ou produtos obtidos diretamente da natureza, por exemplo, a lenha e a cana-de-açúcar, ou secundários, como são os combustíveis resultantes de processos de conversão dos combustíveis energéticos primários.

Nesta classe está o carvão vegetal produzido a partir da madeira e o álcool produzido a partir de substancias fermentáveis (NOGUEIRA e LORA, 2003). Diante disso, diversas classificações foram realizadas, e apesar dessas não conseguirem considerar e classificar todos os aspectos, o mais importante é que sejam analisadas a origem e utilização de determinada bioenergia, para o reconhecimento de seus impactos e potenciais.

Nesta abordagem utilizada pelo CENBIO, e que possui diferenças conceituais quando analisadas com trabalho de outros autores, as fontes de biomassa serão separadas em três principais grupos: Vegetais não lenhosos; Vegetais lenhosos; e Resíduos Orgânicos, conforme mostra a Figura 4.1, que além de apresentar as principais fontes, apresenta também os principais processos de conversão da biomassa em energéticos. Fonte: Balanço Energético Nacional – BEN. Brasília: MME, 1982 (adaptado por CENBIO) Vegetais não lenhosos Em geral, os vegetais não lenhosos são tipicamente produzidos a partir de cultivos anuais e são usualmente classificados de acordo com sua principal substância de armazenamento de energia, podendo ser: sacarídeos, celulósicos, amiláceos e aquáticos.

Esta categoria apresenta maior umidade, quando comparado com os vegetais lenhosos, e seu uso em geral exige primeiramente uma conversão em outro produto energético mais adequado. Como exemplo tem-se a cana-de-açúcar, cujo valor energético está associado ao conteúdo de celulose, amido, açúcares e lipídeos, que por sua vez determinam o tipo de produto energético que se pode obter.

Entretanto, estão em estudos outros vegetais pouco conhecidos, que podem apresentar vantagens importantes como resistência a secas, produtividade razoável em terras pobres e facilidade de cultivo (NOGUEIRA e LORA, 2003). Dentro do grupo de vegetais não lenhosos, há cinco principais grupos que se diferenciam com relação ao tecido de armazenamento: Sacarídeos; Celulósicos; Amiláceas; Oleaginosas; e Aquáticas.

Sacarídeos: esse grupo contemplará os vegetais que possuem como tecido de armazenamento os açúcares, como sacarose. A sacarose é produzida a partir de uma molécula de glicose e uma de frutose. Esses açúcares geralmente são utilizados para fermentação e produção de etanol. Ex: cana-de-açúcar; beterraba, etc. Celulósicos: apesar da celulose ser um dos constituintes principais da parede celular de todos os vegetais, esse grupo contemplará os vegetais que não possuem como tecido de reserva a sacarose, amido ou óleo, sendo de utilidade energética somente sua estrutura morfológica. Em alguns processos, é necessária a hidrólise do material para que se possa utilizar os carboidratos em sua forma mais simples. Ex: capim-elefante; gramíneas forrageiras, etc. Amiláceos: esse grupo contempla os vegetais que possuem como tecido de armazenamento o amido. Os amidos são carboidratos complexos, que devem ser transformados para obtenção de açúcares mais simples para fermentação. Ex: milho, mandioca, batata-doce, etc. Oleaginosas: esse grupo contempla os vegetais que possuem óleos e gorduras que podem ser extraídos através de processos adequados. Os óleos extraídos são substâncias insolúveis em água (hidrofóbicas), que na temperatura de 20° C exibem aspecto líquido. As gorduras distinguem-se dos óleos por apresentar um aspecto sólido à temperatura de 20° C. São formados predominantemente por triglicerídeos, compostos resultantes da condensação entre um glicerol e ácidos graxos. Ex: óleo de girassol; óleo de soja; óleo de mamona, etc. Aquáticos: esse grupo considera as plantas aquáticas que possuem potencial para geração de energia. Entre elas estão o aguapé ou lírio aquático; algas e microalgas.

Maiores informações sobre a caracterização dos vegetais não lenhosos podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO. Vegetais lenhosos Para os vegetais lenhosos, foram considerados aqueles capazes de produzir madeira como tecido de suporte. Do ponto de vista energético, essa produção de madeira faz com que, por meio de processos e tecnologias específicos, haja a disponibilidade de conversão de energia.

A obtenção da madeira pode se dar por meio de florestas nativas ou florestas plantadas. As florestas nativas têm servido de reserva energética por séculos, porém os métodos de extração dessa biomassa, por muitas vezes, dão-se de maneira não sustentável. As árvores necessitam de tempo para crescer e não podem ser consideradas como uma fonte inesgotável de energia, portanto consituem recursos que necessitam ser adequadamente manejados para que continuem disponíveis.

Uma atitude puramente extrativa tem outras sérias consequencias além do esgotamento de madeira, como o empobrecimento do solo e o aumento da erosão. Estes problemas têm se generalizado em muitos países, com danos sobre o meio ambiente e a população, sendo as camadas de baixa renda as que mais sofrem seus efeitos.

Entretanto, alguns estudos silviculturais, inclusive desenvolvidos em ecossistemas complexos como a selva amazônica, têm mostrado que é possível uma exploração racional com vistas no abastecimento energético, uma vez que se considerem também como objetivos a sustentabilidade agrícola e ecológica, ainda que a maiores custos de curto prazo (NOGUEIRA e LORA, 2003).

Já com relação às florestas plantadas, estas podem ser com dois objetivos: reflorestamento e fins energéticos. Para fins energéticos são as plantações planejadas, com grande número de árvores por hectare e, consequentemente, com ciclo curto, o qual tem por finalidade a produção do maior volume de biomassa por área em menor espaço de tempo.

  1. Maiores informações sobre a caracterização dos vegetais lenhosos podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO.
  2. Resíduos orgânicos Os diversos subprodutos das atividades agrícolas, agropecuárias, agroindustriais e urbanas, tais como cascas e outros resíduos lignocelulósicos, podem ser utilizados como combustíveis.

O potencial disponível nestes resíduos nem sempre é bem conhecido, porém corresponde a volumes significativos de energia subaproveitada. Um aspecto essencial relacionado à utilização energética dos resíduos, sobretudo dos restos de lavoura e esterco de animais criados extensivamente, é sua dispersão, que acarreta dificuldades de coleta e transporte.

    Resíduos agropecuários Os resíduos agropecuários são os materiais que resultam da produção agrícola e pecuária, os quais não têm utilidade, agora ou no futuro, e dos quais o agricultor quer se desfazer. Existem inúmeros tipos de resíduos agrícolas, e sua exploração deve ser feita de maneira racional, pois podem ser interessantes para proteger o solo da erosão e repor os nutrientes extraídos pelas plantas. Estes resíduos são basicamente constituídos de palha (folhas e caules), e têm um poder calorífico médio de 15,7 MJ/kg de matéria seca. A energia armazenada nos resíduos agrícolas pode ser considerável, representando em geral mais que o dobro do produto colhido, e contem cerca de quatro vezes a energia necessária para a obtenção dos principais cereais ou sementes oleaginosas (NOGUEIRA e LORA, 2003). Com relação aos resíduos pecuários, a principal forma de obtenção de energia é por meio da produção de biogás, a partir de dejetos animais proveniente de diferentes práticas culturais e tipos de rebanhos. Nas criações em confinamento, o custo e a viabilidade de coleta são significativamente melhorado. A tabela abaixo apresenta a quantidade de excremento produzido, por tipo de rebanho.

    Animal Massa animal (kg) Volume excremento Massa úmida excremento Matéria seca (%) **
    Gado de corte* 500 0,028-0,037 27,7-36,6 10
    Gado de leite* 500 0,031-0,035 30,2-35,0 10
    Suínos* 100 0,0056-0,0078 5,4-7,6 10
    Equinos* 500 0,025 28,0 20
    Aves* 2,5 0,00014-0,00017 0,14-0,17 20
    Ovinos* 2,0 20

    Fonte: *FAO, ** DIAZ E GOLUENE, 1985 apud CORTEZ; LORA; GOMEZ, 2008 A localização do resíduo pode ser na própria área de cultivo – denominada comumente como os resíduos deixados no campo, ou seja, aqueles que se localizam exatamente na área em que foi feita a colheita.

    1. Esse é o caso, por exemplo, do palhiço da cana-de-açúcar colhida crua, ou das folhas da soja, que secam e permanecem no campo.
    2. Maiores informações sobre a caracterização dos resíduos agropecuários podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO.
    3. Resíduos urbanos Os resíduos urbanos são aqueles resíduos sólidos gerados nos ambientes doméstico e comercial.

    Sendo assim, englobam domicílios, escritórios, escolas, hotéis, restaurantes, varredura e podas urbanas, entre outros. Pode-se definir como resíduo urbano ou lixo: os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

    1. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semi-sólido ou semilíquido (com conteúdo líquido insuficiente para que este líquido possa fluir livremente).
    2. Os resíduos hospitalares e outros resíduos especiais também são classificados como urbanos, mas não serão levados em conta neste texto por sua impossibilidade de reutilização.

    Esse tipo de resíduo é constituído por matéria orgânica, como restos de alimentos, galhos e folhas de árvores; bem como material inorgânico – embalagens, vasilhames e entulhos, todos eliminados no cotidiano. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB, para estimar a quantidade de resíduos sólidos dispostos, adotaram-se índices de produção por habitante no Estado de São Paulo, que é mostrado a seguir:

    Produção (kg lixo/hab./dia)
    Até 100.000 0,4
    100.001 a 200.000 0,5
    200.001 a 500.000 0,6
    Maior que 500.001 0,7

    Fonte: CETESB, 2004 As destinações desses resíduos podem ser os aterros sanitários, as usinas de reciclagem ou a incineração. No entanto, devido à falta de saneamento básico em muitas regiões do país os resíduos urbanos também são depositados atualmente em aterros controlados, lixões e cursos d’água, sem o devido tratamento. De acordo com a norma NBR-10 004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABTN, os resíduos urbanos são classificados como: Classe I – Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente e exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à saúde pública. Classe II – Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. Classe III – Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações. Os resíduos compreendidos nas Classes II e III podem ser incinerados ou dispostos em aterros sanitários, desde que preparados para tal fim e que estejam submetidos aos controles e monitoramento ambientais. Os resíduos Classe I – Perigosos, somente podem ser dispostos em aterros construídos especialmente para tais resíduos, ou devem ser queimados em incineradores especiais e não são, portanto, passíveis de qualquer tipo de reutilização. Além dos resíduos sólidos, são considerados também os efluentes líquidos, ou esgoto, domésticos e comerciais. Os efluentes devem ser captados nos imóveis e direcionados para estações de tratamento de esgoto – ETE’s. O tratamento de alguns tipos de lixo permite a recuperação de materiais que podem ser reciclados, e a produção de compostos fertilizantes. Em geral, o método de conversão energética são: a queima, a gaseificação e a biodigestão em aterros sanitários (NOGUEIRA e LORA, 2003). Resíduos Agroindustriais Em geral, os resíduos agroindustriais gerados possuem valor energético, reduzindo a dependência da energia comprada e são utilizados para a geração de vapor ou eletricidade. Os setores com possibilidade de aproveitamento de seus resíduos: • Indústrias de açúcar e álcool; • Matadouros e frigoríficos; curtumes; indústrias da pesca; • Fábrica de doces e conservas; • Indústria da madeira; • Indústria de papel e celulose Os procedimentos tecnológicos para o uso energético dos resíduos agroindustriais são basicamente dois: a queima em fornos e caldeiras e a biodigestão anaeróbia. O primeiro procedimento já é tradicional e o outro pode ser considerado inovador. Um fato decisivo para a seleção do método de conversão energética é a quantidade de umidade do material, já que é possível queimar, em termos práticos, resíduos com até 50-60% de umidade. Assim, por exemplo, o bagaço da cana, os resíduos de serragem, a lixívia celulósica e a borra da fabricação do café solúvel são adequados para a queima direta (NOGUEIRA e LORA, 2003). Os resíduos das áreas de beneficiamento, como cascas de produtos vegetais (ex. arroz; amendoim; etc.) também são resíduos com potencial energético. Sua aplicação em queimadores é oportuna, ajudando a resolver o problema da disposição final destes resíduos. Na fabricação de papel e celulose, como resultado da dissolução da lignina da madeira com soda cáustica, a fim de se obter polpa de celulose, é produzida uma lixívia denominada “licor negro”, geralmente com concentração de sólidos de 60% e poder calorífico de 12,5 MJ/kg. A queima do licor negro em caldeiras de recuperação química melhora o balanço de energia, reduz a contaminação e permite gerar até 80%do vapor necessário na planta industrial (NOGUEIRA e LORA, 2003). Maiores informações sobre a caracterização dos resíduos agroindustriais podem ser encontradas no BANCO DE BIOMASSA do CENBIO.

Porque biomassa é uma fonte renovável?

Então a energia biomassa é renovável? – A energia biomassa é renovável, pois é cultivada por meios sustentáveis ​​e é classificada como uma fonte renovável de energia devido à sua produção menos agressiva ao meio ambiente e matéria-prima. Apesar de liberar dióxido de carbono (CO2), a quantidade é mínima comparada com os combustíveis fósseis.

Como funciona a bioenergia?

O que é bioenergia? – A bioenergia se refere à utilização da energia produzida a partir de resíduos orgânicos e de vegetais, sendo que a sua matéria-prima é a biomassa. É uma fonte de energia renovável e, a partir dela, podem ser gerados eletricidade, calor e combustível para o transporte.

A bioenergia vem representando uma verdadeira revolução no quesito economia. Com a sua implementação, a redução no gasto de gasolina para implementos agrícolas, como o trator, será significativa. Para se ter uma ideia, o consumo médio desse modelo no campo, com 75 CV de potência é de 13,41 litros por hora.

Em uma jornada de trabalho de oito horas, o gasto seria, aproximadamente, de 107,28 litros de combustível. Então, já imaginou uma fonte barata que substituísse a gasolina e que poderia, até mesmo, ser feita no campo? Essa é a principal proposta da bioenergia.