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Atropina Para Que Serve?

Qual é a função da atropina?

ATROPINA produz dilatação da pupila e paralisação da acomodação visual, sendo indicada em oftalmologia, para exames de fundo de olho, exames de refração e para prevenir aderências em determinadas inflamações oculares.

Para que serve atropina debaixo da língua?

Este fármaco já é utilizado em pacientes com hipersalivação e com distúrbios de deglutição graves (disfagias).

Onde aplicar atropina?

Pode ser administrado por vias: intramuscular, subcutânea e endovenosa. As doses indicadas podem ser modificadas ou repetidas, segundo o médico veterinário. A via endovenosa deve ser utilizada unicamente sob orientação do médico veterinário.

Como deve ser administrado a atropina?

Adultos: 0,4 a 1 mg, via intravenosa, a cada 1 a 2 horas, até um máximo de 2 mg. Crianças: 0,01 a 0,03 mg por kg de peso corporal, via intravenosa, até um máximo de 0,4 mg. A dose pode ser repetida a cada 4 ou 6 horas.

Porque a atropina é utilizada na Parada cardíaca?

Farmacocinética e Farmacodinâmica da Atropina – A atropina possui uma boa absorção no trato gastrointestinal e nas membranas conjuntivas e, bem distribuída no corpo, agindo também no SNC, pois consegue atravessar a barreira hematoencefálica. Ela é parcialmente metabolizada pelo fígado e sua excreção ocorre nos rins em uma fase rápida, cuja meia-vida é de 2 horas, e em uma fase lenta, na qual a meia-vida é de 13 horas.

SNC: possui um efeito sedativo de longa duração e alivia os tremores na doença de Parkinson, sendo mais efetivo quando utilizada com um fármaco precursor da dopamina. Olhos: bloqueia a ação colinérgica sobre o músculo constritor da pupila, causando midríase e sobre o músculo ciliar, causando cicloplegia, além de diminuir a secreção lacrimal. Sistema cardiovascular: causa taquicardia ao bloquear a ação parassimpática sobre o coração, no entanto, quando é administrada em doses baixas, pode causar bradicardia inicial enquanto esse bloqueio não ocorre. Além disso, ao agir no nodo sinoatrial, a atropina pode causar uma diminuição do intervalo PR do eletrocardiograma. Trato gastrointestinal: diminui a motilidade e o tônus, prolongando o tempo do esvaziamento gástrico e do trânsito intestinal. Trato respiratório: reduz a constrição brônquica e a secreção glandular. Glândulas sudoríparas: pode causar um aumento de temperatura em crianças e lactentes, efeito chamado “febre da atropina”.

Quanto tempo a atropina faz efeito?

Bula do Sulfato de Atropina Contraindicação do Sulfato de Atropina Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes que apresentam hipertensão ocular e glaucoma.

  • Contraindicação do Sulfato de Atropina
  • Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes que apresentam hipertensão ocular e glaucoma.
  • Como usar o Sulfato de Atropina

A dose usual é de 1 a 2 gotas aplicadas no saco conjuntival, ou de acordo com critério médico. Deve-se comprimir o saco lacrimal por 1 ou 2 minutos, após a aplicação do colírio, para reduzir ou evitar a absorção sistêmica da droga. Reações Adversas do Sulfato de Atropina Os anticolinérgicos podem causar aumento abrupto da pressão intraocular em olhos com ângulos estreitos ou com câmaras anteriores achatadas, precipitando um ataque de glaucoma por fechamento de ângulo, bem como em casos de glaucoma primário de ângulo aberto.

A absorção sistêmica da Atropina (substância ativa) pode resultar em efeitos sobre o sistema nervoso central (ataxia, alucinação, incoerência verbal, hiperatividade, convulsão e febre), principalmente em pacientes mais sensíveis (crianças e idosos). Podem ocorrer também taquicardia, vasodilatação, retenção urinária e decréscimo da secreção salivar.

Atropina (substância ativa) ocasionalmente causa irritação local dos olhos e, em pessoas sensíveis, pode produzir dilatação da pálpebra e conjuntivite. Com o uso contínuo da droga, a conjuntivite pode se tornar crônica. Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

  1. Precauções do Sulfato de Atropina
  2. Atropina (substância ativa) é de uso tópico ocular.
  3. Para evitar os efeitos sistêmicos, a solução oftálmica deverá ser instilada em dose e frequência menores, conforme a resposta do paciente.
  4. Gravidez e Lactação
  5. Categoria de risco na gravidez: C.

Não foram realizados estudos bem controlados em gestantes. Não se sabe se a aplicação tópica ocular de Atropina (substância ativa) resulta em absorção sistêmica de quantidades suficientes para serem detectadas no leite humano. Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

  • Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
  • Devido à possibilidade de borramento de visão a Atropina (substância ativa) (solução oftálmica a 0,5% e 1%) pode causar distúrbios na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas, recomendando-se cautela aos pacientes nessas situações.
  • Pacientes que utilizam lentes de contato

Atropina (substância ativa) não deve ser aplicado durante o uso de lentes de contato gelatinosas ou hidrofílicas, pois o cloreto de benzalcônio presente na fórmula pode ser absorvido pelas lentes. Por este motivo, os pacientes devem ser instruídos a retirar as lentes antes da aplicação do colírio e aguardar pelo menos 15 minutos para recolocá-las após a administração de Atropina (substância ativa).

  1. Ação do Sulfato de Atropina
  2. Resultados de eficácia
  3. Devido aos efeitos midriático e cicloplégico, a Atropina (substância ativa) é indicada em oftalmologia, para exames de fundo de olho, exames de refração, para prevenir aderências da íris ao cristalino nas irites, irodiclites e coroidites e nas ceratites.
  4. Além desses usos terapêuticos, é mencionado nos compêndios que a Atropina (substância ativa) encontra também indicação (associada ou não a outros medicamentos) em cirurgias oculares, como por exemplo no pré-operatório do descolamento da retina, na extração extracapsular do cristalino, no pós-operatório das cirurgias fistulantes, antiglaucomatosas e nos traumatismos não perfurantes oculares acompanhados de uveíte.
  5. Características farmacológicas
  6. Farmacodinâmica

A Atropina (substância ativa) é um antagonista competitivo da ação da acetilcolina e dos agonistas muscarínicos (parassimpatolítica, anticolinérgica). Inibe a resposta dos nervos pós-ganglionares colinérgicos.

  • Após instilação ocular, a Atropina (substância ativa) bloqueia a resposta do esfíncter muscular da íris e do músculo ciliar do cristalino à estimulação colinérgica, produzindo dilatação da pupila – midríase – e paralisação da acomodação – cicloplegia.
  • Devido a esses efeitos, midriático e cicloplégico, a Atropina (substância ativa) é indicada em oftalmologia, para exames de fundo de olho, exames de refração, para prevenir aderências da íris ao cristalino nas irites, irodiclites e coroidites e nas ceratites.
  • Farmacocinética

O tempo para desenvolver midríase máxima pela Atropina (substância ativa) aplicada topicamente no globo ocular é de 30 a 40 minutos; o efeito persiste e a recuperação completa ocorre dentro de cerca de 7 a 10 dias. A Atropina (substância ativa) demora cerca de 1 a 3 horas para produzir cicloplegia máxima e demora cerca de 6 a 12 dias para recuperar a acomodação basal.

  1. Para avaliar as bases farmacológicas dos efeitos sistêmicos da solução oftálmica de Atropina (substância ativa) foi realizado um estudo de biodisponibilidade de uma solução de Atropina (substância ativa) a 1% aplicada em seis voluntários sadios.
  2. Este foi um estudo randomizado, cruzado, no qual foi administrada Atropina (substância ativa) na dose de 0,3 mg tanto por via intravenosa quanto ocular.

Os resultados mostraram que a área sob a curva de zero a infinito (AUC0 –œ) para 1-hiosciamina foi de 1,862±0,580 mcg/l X h após administração intravenosa e 1,092 ± 0,381 mcl/l X h após administração ocular, respectivamente. A biodisponibilidade média foi de 63,5 ± 28,6% (média ± DP, n=6; min 19%, máx 95%).

  1. Grandes diferenças individuais caracterizaram as fases de absorção e eliminação da cinética da 1-hiosciamina.
  2. A meia-vida terminal (t ½ beta) da 1-hiosciamina no plasma não foi afetada pela via de administração da droga.
  3. Os autores concluíram que a biodisponibilidade sistêmica da 1-hiosciamina foi considerável e pode explicar os efeitos colaterais anticolinérgicos sistêmicos relatados em associação com uso clínico da Atropina (substância ativa) em solução oftálmica.

: Bula do Sulfato de Atropina

Para que serve atropina no canto da boca?

Os colírios de atropina geralmente são usados para tratar doenças oculares, mas também podem ser usados por via oral sob a língua para ajudar a reduzir a hipersalivação (SMULYAN, 2018). Este é um uso off-label, ou seja, não licenciado do medicamento.

Como a atropina age no coração?

Farmacocinética e Farmacodinâmica da Atropina – A atropina possui uma boa absorção no trato gastrointestinal e nas membranas conjuntivas e, bem distribuída no corpo, agindo também no SNC, pois consegue atravessar a barreira hematoencefálica. Ela é parcialmente metabolizada pelo fígado e sua excreção ocorre nos rins em uma fase rápida, cuja meia-vida é de 2 horas, e em uma fase lenta, na qual a meia-vida é de 13 horas.

SNC: possui um efeito sedativo de longa duração e alivia os tremores na doença de Parkinson, sendo mais efetivo quando utilizada com um fármaco precursor da dopamina. Olhos: bloqueia a ação colinérgica sobre o músculo constritor da pupila, causando midríase e sobre o músculo ciliar, causando cicloplegia, além de diminuir a secreção lacrimal. Sistema cardiovascular: causa taquicardia ao bloquear a ação parassimpática sobre o coração, no entanto, quando é administrada em doses baixas, pode causar bradicardia inicial enquanto esse bloqueio não ocorre. Além disso, ao agir no nodo sinoatrial, a atropina pode causar uma diminuição do intervalo PR do eletrocardiograma. Trato gastrointestinal: diminui a motilidade e o tônus, prolongando o tempo do esvaziamento gástrico e do trânsito intestinal. Trato respiratório: reduz a constrição brônquica e a secreção glandular. Glândulas sudoríparas: pode causar um aumento de temperatura em crianças e lactentes, efeito chamado “febre da atropina”.

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Como usar atropina para salivação?

Atropina 1% colírio: 1 a 2 gotas, 4 – 6x/dia, SL. Buscopan 20 mg/mL 1mL Inj: Adultos: 1 a 2 amp, 8/8h, INAL; Crianças: 0,3 a 0,6 mg/kg/dia, 8/8h, INAL.

Quando não usar atropina?

Contraindicações – O uso da atropina deve ser evitado em: pacientes com glaucoma, principalmente glaucoma de ângulo fechado, pacientes com úlcera gástrica e em homens idosos com histórico de hiperplasia prostática.

O que substitui a atropina?

Atrofarma 0,25mg/mL, caixa com 100 ampolas com 1mL de solução de uso intravenoso.

Como administrar atropina na bradicardia?

Adulto: Bradicardia: 0,5 a 1 mg a cada 3 a 5 minutos, IM ou IV; 1mg a cada 3 a 5 minutos, SC; dose máxima 3 mg.1 a 2 mg a cada 3 a 5 minutos Endotraqueal. Inibição da salivação e secreções (pré-anestesia): 0,5 a 1 mg a cada 30 a 60 minutes, IM, IV ou SC; dose máxima 3 mg.

Quais os efeitos colaterais da atropina?

Efeitos adversos – Em altas doses a atropina pode causar, por tempo prolongado, midríase, boca seca, taquicardia, agitação, delírio e aumento da temperatura corporal, efeito mais sensível em crianças e lactentes até quando é administrada em doses menores.

Para que serve a atropina em cães?

INDICAÇÕES: SULFATO DE ATROPINA 1% é indicado como adjuvante pré-anestésico, para diminuir a salivação e a secreção do trato respiratório e para bloquear o reflexo vagal no coração durante a indução da anestesia e intubação (restabelecimento da frequência cardíaca e pressão arterial).

Para que serve a furosemida?

Este medicamento é indicado nos casos de: Hipertensão arterial leve a moderada; Edema (inchaço) devido a distúrbios do coração, do fígado e dos rins; Edema (inchaço) devido a queimaduras.

Qual a primeira droga usada em uma PCR?

As drogas encontradas como úteis durante uma PCR foram a adrenalina, vasopressina, amiodarona, lidocaína e sulfato de magnésio.

Como reverter uma parada cardíaca?

A RCP é o procedimento utilizado para reverter quadros de parada cardiorrespiratória. Consiste em um conjunto de manobras que visam manter a circulação sanguínea até que o funcionamento do coração se normalize.

Qual a primeira medicação usada na PCR?

Na prática, as principais guidelines recomendam o uso de Amiodarona ou Lidocaína para casos de PCR por ritmo chocável.

Por que os médicos iluminam os olhos?

Por que dilatar a pupila no oftalmologista? A ida ao oftalmologista nos reserva uma série de exames. Talvez um dos procedimentos mais temidos, por trazer algum desconforto, seja dilatar a pupila. O exame é realizado para aumentar propositalmente o tamanho das pupilas durante a consulta oftalmológica Assim, o médico consegue examinar completamente a saúde do nervo óptico e da retina.

  1. Pensando nisso, a Filóo Saúde preparou um texto para falar mais sobre esse procedimento que, apesar de não agradar muito os pacientes, é muito importante.
  2. A pupila, mais conhecida como “menina dos olhos”, é um buraco aparentemente negro, situado no centro da íris, a parte que dá a cor ao olho.
  3. É a abertura dilatável e contrátil, cuja função é regular a quantidade de luz que entra no globo ocular, agindo como se fosse o diafragma de uma câmera.

O tamanho da pupila é controlado por dois músculos: o músculo esfíncter da pupila que fecha e o músculo dilatador que abre. Quando você é exposto à luz forte, suas pupilas se contraem (ficam menores) para evitar que muita luz entre e cause danos à parte posterior do olho, a retina.

  1. Já ao entrar em um quarto escuro, suas pupilas aumentam (ficam maiores) para permitir que mais luz entre em seus olhos, possibilitando uma visão melhor em condições de pouca luminosidade.
  2. Em condições normais, nossa pupila dilata e se contrai naturalmente.
  3. Durante os exames oftalmológicos, frequentemente precisamos administrar medicamentos em forma de gota para dilatar a pupila, também conhecida como midríase.

Desta forma, com a ajuda de uma lâmpada de fenda e um oftalmoscópio, dispositivos para exame ocular que contém uma fonte de luz e uma lupa, podemos realizar um exame completo e detalhado da retina e de outros elementos encontrados dentro do olho, que não podem ser examinados de outra forma.

Se examinarmos o olho sem dilatá-lo, conseguimos ver as pálpebras, conjuntiva, córnea, íris, cristalino, etc., mas não a estrutura inteira, só conseguimos ver partes limitadas das estruturas atrás da pupila, como a parte central da retina. É por isso que um exame da parte posterior do olho com a pupila dilatada é um elemento fundamental do diagnóstico de diferentes doenças oculares, como: Para estar em dia com a sua saúde e se prevenir dessa e de outras doenças, faça já seu cartão Filóo Saúde.

Aproveite! Uma vez que o colírio foi administrado, normalmente leva 15-30 minutos para atingir as pupilas totalmente dilatadas, dependendo da resposta da pessoa ao medicamento. Quando os olhos estão dilatados durante um exame ocular, geralmente leva de 4 a 6 horas para que as pupilas voltem ao normal.

  • Alguns indivíduos podem apresentar dilatação ocular que dura mais tempo.
  • É recomendado por especialistas que, a partir dos 60 anos, todos façam um exame completo anual com a dilatação dos olhos.
  • Se você é negro, a idade recomendada para fazer um exame de dilatação do olho é 40 anos, devido ao maior risco de glaucoma.

Também existem recomendações específicas para pacientes diabéticos: É indicado que os diabéticos tipo 1 façam seu primeiro exame oftalmológico dentro de cinco anos, após o diagnóstico. Já para aqueles com diabetes tipo 2 devem fazer um exame oftalmológico no momento do diagnóstico.

Se você é uma mulher diabética que está pensando em engravidar, é recomendável fazer um exame antes da concepção ou no início do primeiro trimestre.Mas lembrando que é importante que você faça visitas regulares ao oftalmologista, pois o profissional pode requisitar ao paciente o exame sempre que necessário.

Dilatar a pupila pode causar visão embaçada e sensibilidade à luz, por isso é importante que você cuide de si mesmo e de seus olhos após a consulta. Agora que você sabe um pouco mais sobre a importância de dilatar a pupila na visita ao oftalmologista, faça já seu Cartão Filóo Saúde e aproveite as facilidades para agendar uma consulta.

Qual o nome genérico da atropina?

NOME GENÉRICO MARCAS COMERCIAIS
Atropina ATROPEN
Auranofina RIDAURA
Avanafila STENDRA
Avapritinibe AYVAKIT

Quando não precisa dilatar a pupila?

A decisão de dilatar as pupilas depende de cada médico e de cada caso. No entanto, no geral, quando não existe uma grande variação do grau, não é necessário fazer a dilatação. – É importante deixar claro que algumas pessoas, geralmente, precisam dilatar a pupila anualmente. Algumas delas são:

Pessoas com mais de 60 anos;Pessoas negras acima de 40 anos — porque correm maior risco de sofrerem com glaucoma;Pessoas diabéticas, não importa qual a sua idade.

Qual o nome genérico da atropina?

NOME GENÉRICO MARCAS COMERCIAIS
Atropina ATROPEN
Auranofina RIDAURA
Avanafila STENDRA
Avapritinibe AYVAKIT

Qual é a farmacodinâmica da atropina?

Farmacodinâmica – A ATROPINA é um antagonista 11 competitivo da ação da acetilcolina 12 e dos agonistas muscarínicos (parassimpatolítica, anticolinérgica). Inibe a resposta dos nervos pós-ganglionares colinérgicos. Após instilação ocular, a ATROPINA bloqueia a resposta do esfíncter 13 muscular da íris 5 e do músculo ciliar do cristalino 6 à estimulação colinérgica 14, produzindo dilatação da pupila – midríase 3 – e paralisação da acomodação – cicloplegia.

Como a atropina age na intoxicação por organofosforados?

Miotoxicidade por organofosforados Artigos Originais • • Os organofosforados são um grupo de compostos químicos amplamente utilizados em agropecuária como inseticidas, ocasionando intoxicações acidentais em animais e humanos, e mesmo sendo utilizados em tentativas de suicídio.

A toxicidade desses produtos decorre sobretudo de insuficiência cárdio-respiratória por compromentimento do sistema nervoso autônomo. Sabe-se que alguns destes compostos induzem em animais de experimentação e em humanos, uma miopatia caracterizada por degeneração de células musculares, comprometendo sobretudo a musculatura respiratória.

Baseado no fato de que este comprometimento contribui para a piora da função respiratória, propõe-se um protocolo de avaliação rotineira de miotoxicidade por compostos organofosforados, através de uma bateria mínima e suficiente de colorações e reações histoquímicas para quantificação da necrose muscular.

Utilizaram-se como modelo experimental, grupos de ratos albinos (Wistar) intoxicados com o organofosforado paraoxon, com e sem antídotos (atropina ou pralidoxima). Verificou-se nos grupos tratados com paraoxon e paraoxon mais atropina, necrose de fibras musculares no diafragma, que atingia em determinadas áreas até 15% das fibras.

No grupo tratado com paraoxon mais pralidoxima, a necrose foi mínima, evidenciando o papel mioprotetor deste último antídoto. Inseticidas organofosforados; Fibras musculares Organophosphates comprise a group of chemical compounds extensively used in farming as insecticides, which cause accidental poisoning in animals and men and are also used in suicide attempts.

The toxicity of these compounds is due especially to the cardiac and respiratory impairment in consequence of autonomic nervous system disorders. However, it is known that some of these products induce a myopathy in experimental animals and humans. This myopathy is characterized by muscle cell degeneration, involving above all the respiratory muscles.

Based on the fact that this involvement certainly enhances the respiratory impairment, this study offers an experimental method for routine evaluation of organophosphate myotoxicity, using a minimal and sufficient battery of stains and histochemical reactions, for muscle necrosis quantification.

For this purpose, albino rats (Wistar) treated with the organophosphate paraoxon, were used both with and without antidotes (atropine or pralidoxime). Muscle fiber necrosis in the diaphragm of the rats treated with paraoxon or paraoxon and atropine, that affected about 15% of the fibers in some areas, was detected.

In the group treated with paraoxon and pralidoxime, a minimal necrosis was seen, revealing a protective role of this later antidote during the development of myopathy. Insecticides, organophosphate; Muscle fibers Miotoxicidade por organofosforados Organophosphate myotoxicity Maria J.

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Cavaliere, Edenilson E. Calore, Nilda M. Perez e Flávio Rodrigues Puga Divisão de Patologia do Insituto Adolfo Lutz. São Paulo, SP – Brasil (M.J.C.); Seção de Anatomia Patológica do Instituto Emílio Ribas. São Paulo, SP – Brasil (E.E.C., N.M.P.); Seção deToxicologia e Higiene Comparada do Instituto Bilógico.

São Paulo, SP – Brasil (F.R.P.) RESUMO Os organofosforados são um grupo de compostos químicos amplamente utilizados em agropecuária como inseticidas, ocasionando intoxicações acidentais em animais e humanos, e mesmo sendo utilizados em tentativas de suicídio.

A toxicidade desses produtos decorre sobretudo de insuficiência cárdio-respiratória por compromentimento do sistema nervoso autônomo. Sabe-se que alguns destes compostos induzem em animais de experimentação e em humanos, uma miopatia caracterizada por degeneração de células musculares, comprometendo sobretudo a musculatura respiratória.

Baseado no fato de que este comprometimento contribui para a piora da função respiratória, propõe-se um protocolo de avaliação rotineira de miotoxicidade por compostos organofosforados, através de uma bateria mínima e suficiente de colorações e reações histoquímicas para quantificação da necrose muscular.

  • Utilizaram-se como modelo experimental, grupos de ratos albinos (Wistar) intoxicados com o organofosforado paraoxon, com e sem antídotos (atropina ou pralidoxima).
  • Verificou-se nos grupos tratados com paraoxon e paraoxon mais atropina, necrose de fibras musculares no diafragma, que atingia em determinadas áreas até 15% das fibras.

No grupo tratado com paraoxon mais pralidoxima, a necrose foi mínima, evidenciando o papel mioprotetor deste último antídoto. Inseticidas organofosforados, toxicidade. Fibras musculares, patologia. ABSTRACTS Organophosphates comprise a group of chemical compounds extensively used in farming as insecticides, which cause accidental poisoning in animals and men and are also used in suicide attempts.

The toxicity of these compounds is due especially to the cardiac and respiratory impairment in consequence of autonomic nervous system disorders. However, it is known that some of these products induce a myopathy in experimental animals and humans. This myopathy is characterized by muscle cell degeneration, involving above all the respiratory muscles.

Based on the fact that this involvement certainly enhances the respiratory impairment, this study offers an experimental method for routine evaluation of organophosphate myotoxicity, using a minimal and sufficient battery of stains and histochemical reactions, for muscle necrosis quantification.

For this purpose, albino rats (Wistar) treated with the organophosphate paraoxon, were used both with and without antidotes (atropine or pralidoxime). Muscle fiber necrosis in the diaphragm of the rats treated with paraoxon or paraoxon and atropine, that affected about 15% of the fibers in some areas, was detected.

In the group treated with paraoxon and pralidoxime, a minimal necrosis was seen, revealing a protective role of this later antidote during the development of myopathy. Insecticides, organophosphate, toxicology. Muscle fibers, pathology. INTRODUÇÃO Os pesticidas organofosforados atuam inibindo as colinesterases, principalmente a acetilcolinesterase (AchE; EC3.1.1.7), aumentando o nível de acetilcolina nas sinapses.

Em mamíferos, estes efeitos caracterizam-se principalmente por lacrimejamento, salivação, sudorese, diarréia, tremores e distúrbios cardiorrespiratórios. Estes últimos são decorrentes de broncoconstricção, aumento das secreções brônquicas e bradicardia, bem como de depressão do sistema nervoso central, sendo as principais causas de morbidade e mortalidade por tais produtos 11,

Alterações estruturais e funcionais observadas nos músculos esqueléticos estão relacionadas com as estruturas químicas dos produtos e com o tipo de músculo, sendo o diafragma o mais afetado em estudos experimentais 3, 4, 5, 8, 9, 13, 14, 15, Necrose muscular, semelhante à observada em animais de laboratório, foi encontrada em músculos diafragma e intercostais de indivíduos intoxicados pelo parathion 6, diazinon 1, triclornato 7 e combinação de malathion e diazinon 18,

  1. Uma vez que a insuficiência respiratória é uma das conseqüências mais graves das intoxicações por organofosforados, é possível que o envolvimento dos músculos da respiração constitua agravante do distúrbio respiratório, o qual é devido à disfunção do sistema nervoso autônomo.
  2. O tratamento das intoxicações por organofosforados baseia-se principalmente no uso da atropina, antídoto sintomático e, com menor freqüência, das oximas, antídotos específicos que reativam as colinesterases.

No Brasil, a ocorrência de intoxicações por pesticidas do grupo dos organofosforados continua sendo alta, apesar de seu uso ter diminuído em relação à década dos anos oitenta. Os dados estatísticos dos Centros de Toxicologia de Belo Horizonte, Campinas, Florianópolis, Ribeirão Preto, Londrina e Maringá mostram que de 495 casos de intoxicações ocupacionais, cerca de 34,9% foram devidos a organofosforados; de 622 casos de tentativas de suicídio, 38,1% resultaram do uso de compostos deste grupo; de 38 casos de óbitos, 44,7% foram devidos a organofosforados 16,

  • Os objetivos do presente trabalho foram:
  • 1 – padronizar técnicas histoquímicas para avaliar lesões musculares causadas por organofosforados;
  • 2 – comparar a eficácia dos antídotos atropina e pralidoxima na prevenção de tais lesões.
  • MATERIAL E MÉTODO
  • Animais

Ratos albinos machos e fêmeas da linhagem Wistar (225 g + 25 g) foram divididos em 4 grupos. Cada grupo foi constituído por 8 animais (4 machos e 4 fêmeas), mantidos separados durante todo o experimento em gaiolas de plástico, recebendo água e ração ad libitum,

  1. Produtos O organofosforado utilizado foi o Paraoxon ® (dietilparanitrofenil fosfato) com 98,2% de pureza, fornecido pela Bayer do Brasil, São Paulo.
  2. O Sulfato de Atropina ® foi proveniente da Sigma e o mesilato de pralidoxima (Contrathion) ®, da Rhodia.
  3. O paraoxon foi dissolvido em propilenoglicol (0,3 mg/ml); a atropina (0,3 mg/ml) e a pralidoxima (10,0 mg/ml) foram preparadas em solução fisiológica.

Administração de Paraoxon, Atropina e Pralidoxima Os produtos foram injetados via intraperitoneal por 4 dias com intervalos de 24 h. O grupo 1 foi tratado apenas com paraoxon (0,3 mg/kg); o grupo 2 com paraoxon (0,3 mg/kg) seguido imediatamente de atropina (0,3 mg/kg); o grupo 3 com paraoxon (0,3 mg/kg) seguido imediatamente de pralidoxima (10,0 mg/kg) e o grupo 4 (Controle) recebeu apenas propilenoglicol (0,25 ml).

Observação dos Sinais de Intoxicação Os sinais de intoxicação e sua intensidade foram observados diariamente após a aplicação dos produtos e registrados durante a primeira hora e a cada 30 min das seis horas subseqüentes. Para o registro da intensidade dos sinais de intoxicação estabeleceu-se o seguinte critério: (+) leve, (++) moderado e (+++) intenso.

Determinação da Atividade da Colinesterase Plasmática Amostras de 1 ml de sangue foram colhidas por punção do plexo retro-orbitário, 24 h após o último tratamento. O plasma foi separado por centrifugação a 2000 r.p.m. por 15 min, e a atividade da colinesterase foi determinada pelo método espectrofotométrico de Ellman 12, 1961 modificado por Wilheim 19, 1967.

O substrato utilizado foi a acetiltiocolina e a atividade enzimática foi determinada pela variação de absorbância/ml/minuto (DE/ml/min), sendo feitas leituras no comprimento de onda de 430 nm. Técnicas Histológicas e Histoquímicas Os animas foram anestesiados com éter e decapitados 24 h após o último tratamento e os hemidiafragmas esquerdos foram colhidos e congelados em n-hexano previamente resfriado em nitrogênio líquido, em posição para obter cortes transversais em micrótomo-criostato.

Cortes seriados (8 µm de espessura), colhidos em diferentes lâminas para microscopia, foram corados pela hematoxilina-eosina (HE) bem como submetidos às reações histoquímicas para fosfatase ácida e nicotinamida-adenina-dinucleotídio-tetrazolium-redutase (NADH-TR) segundo Dubowitz 10,1985.

  1. Avaliação das Alterações Histológicas
  2. Foi observada ao microscópio óptico toda a área do corte histológico e feita semiquantificação das alterações encontradas, seguindo os seguintes critérios: 1) observação pelo HE, no aumento de 100 X, com delimitação dos 5 campos mais alterados; 2) semi-quantificação de fibras alteradas nos 5 campos, no aumento de 400 X, nos cortes seriados submetidos às reações histoquímicas de NADH-TR e fosfatase ácida, sendo (+) até 5% de fibras alteradas; (++) de 5 a l5% de fibras alteradas e (+++) acima de 15% de fibras alteradas.
  3. Análise Estatística
  4. Os resultados da atividade da colinesterase plasmática foram analisados pelo teste de Mann-Whitney-Wilcoxon para amostras não-paramétricas, tomando-se como índice de significância p < 0,01.
  5. RESULTADOS
  6. Sinais de Intoxicação

A mostra os sinais de intoxicação observados. O grupo que recebeu apenas paraoxon (grupo 1) apresentou os sinais mais intensos. A aplicação de atropina diminuiu a intensidade dos sinais, com exceção da fasciculação e flacidez musculares, e preveniu a ocorrência de diarréia (grupo 2). O tratamento com pralidoxima (grupo 3) mostrou-se altamente eficaz, impedindo a manifestação de todos os sinais. Determinação da Atividade da Colinesterase Plasmática Os animais tratados com paraoxon (grupo 1) e paraoxon mais atropina (grupo 2) apresentaram resultados de atividade da colinesterase de 32,2% e 43,8%, respectivamente, revelando diferenças estatisticamente significativas (p < 0,01) em relação ao grupo-controle. Já os animais tratados com paraoxon mais pralidoxima (grupo 3) apresentaram atividade da colinesterase de 94,1%, não havendo diferença estatisticamente significativa em relação ao grupo-controle (). Histopatologia A análise histopatológica mostrou nos animais dos grupos tratados com paraoxon (grupo 1) e paraoxon mais atropina (grupo 2) a presença de fibras musculares necróticas, freqüentemente com fagocitose, que se encontravam próximas umas às outras nas áreas mais afetadas. Essas fibras foram evidenciadas com maior nitidez na reação histoquímica para fosfatase ácida (). A reação de NADH-TR mostrou fibras com diferentes graus de alteração da trama intermiofibrilar, correspondendo a alterações da estrutura normal das fibras musculares (). Com menor freqüência foram observadas fibras atróficas angulares. No grupo tratado com paraoxon mais pralidoxima (grupo 3), fibras necróticas e com alteração da trama intermiofibrilar foram encontradas em pequeno número. Os resultados da análise histopatológica dos músculos diafragma dos animais estudados (analisados em conjunto em cada grupo), expressos semiquantitativamente, encontram-se na, DISCUSSÃO Embora o comprometimento do sistema muscular esquelético em intoxicações por alguns organofosforados seja conhecido de longa data, pouca importância se dá a este fato, haja vista que a avaliação rotineira por estes compostos não inclui protocolos de miotoxicidade. Sabe-se que a principal causa de morbidade e mortalidade nas intoxicações pelos organofosforados é o comprometimento cardiorrespiratório. No entanto, é provável que o comprometimento da musculatura esquelética, sobretudo da musculatura respiratória, contribua tal morbidade, o que reforça a importância da avaliação das lesões musculares nessas intoxicações. Experimentalmente, além dos sinais de intoxicação típicos dos organofosforados, o parâmetro mais utilizado na avaliação do nível de toxicidade desses compostos é a medida da atividade da colinesterase plasmática. As doses utilizadas em nosso experimento foram suficientes para desencadear sinais de intoxicação, bem como diminuição da atividade da colinesterase plasmática, o que permitiu avaliar claramente as diferenças entre os grupos tratados. Com relação aos antídotos, a atropina age como inibidor competitivo da acetilcolina em nível dos receptores muscarínicos, porém não tem ação nos receptores nicotínicos, que são os existentes na placa motora. Isto explica o fato de que a atropina não impediu o desenvolvimento da miopatia no diafragma. Dekleva e col.8, 1989, descreveram resultados semelhantes em experimentos com ratos intoxicados pelo organofosforado soman, nos quais verificaram que a atropina não prevenia o desenvolvimento da miopatia mesmo com doses altas (20 mg/kg). No presente estudo, o uso da pralidoxima imediatamente após a administração do paraoxon impediu a inibição da colinesterase plasmática e preveniu o desenvolvimento da miopatia. Ariens e col.2, 1969, em trabalho pioneiro sobre miopatia por organofosforados em ratos, já haviam relatado o papel protetor da pralidoxima com relação a este efeito sobre o músculo esquelético. Em humanos, tem sido relatado que as oximas são capazes de reativar a colinesterase por um período que varia de 24 a 36 horas após a intoxicação 11, No entanto, não há relatos quanto ao seu papel preventivo da miopatia no homem. No que se refere à padronização das técnicas histoquímicas para avaliação das lesões musculares, os presentes resultados indicaram que a utilização da reação histoquímica para fosfatase ácida mostra, com bastante nitidez, as fibras alteradas nesta miopatia, já que evidencia atividade lisossomal e, portanto, processo necrótico. A reação para a enzima oxidativa NADH-tr também mostrou-se útil por demonstrar claramente fibras com alteração da trama intermiofibrilar. Os vários autores citados na literatura, que estudaram experimentalmente a miopatia por organofosforados, utilizaram outras técnicas histológicas e histoquímicas, especialmente a coloração pelo tricrômico modificado de Gomori 4, 13, 14, 15, 17, Brigth e col.3, 1991, estudaram a expressão da fosfatase ácida em músculos de animais intoxicados, porém sem finalidade de quantificar as lesões. Em conclusão, a proposta foi avaliar o grau de miotoxicidade de organofosforados através de testes em ratos albinos, utilizando doses subletais capazes de produzir sinais de intoxicação e diminuição da atividade da colinesterase, com ou sem uso de antídotos. A análise do músculo diafragma, através de congelação ultra-rápida e avaliação semiquantitativa das lesões musculares em cortes transversais seriados, corados por uma bateria mínima e suficiente de técnicas histológicas e histoquímicas (hematoxilina-eosina, fosfatase ácida e NADH-TR), mostrou-se satisfatória. Baseados nestas observações, considerou-se esta metodologia adequada para avaliação de miotoxicidade por diferentes produtos organofosforados, que pode ser realizada rotineiramente em testes toxicológicos.

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  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • Correspondência para / Correspondence to:
  • Maria José Cavaliere

Divisão do Patologia do Instituto Adolfo Lutz. Av. Dr. Arnaldo, 355 – 01246-902 São Paulo, SP – Brasil. Edição subvencionada pela FAPESP. Processo 95/2290-6. Recebido em 30.6.1995. Aprovado em 8.2.1996.

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  • Publicação nesta coleção 20 Dez 2002
  • Data do Fascículo Jun 1996
  • Recebido 30 Jun 1995
  • Aceito 08 Fev 1996

: Miotoxicidade por organofosforados

O que é o efeito anticolinérgico?

Os efeitos anticolinérgicos são causados por medicamentos que bloqueiam a ação da acetilcolina. A acetilcolina é um mensageiro químico (neurotransmissor) liberado por uma célula nervosa que transmite um sinal a uma célula nervosa vizinha ou a uma célula situada em um músculo ou glândula.

A acetilcolina ajuda as células a se comunicarem umas com as outras. A acetilcolina ajuda a memória, a aprendizagem e a concentração. Ela também ajuda a controlar o funcionamento do coração, dos vasos sanguíneos, vias aéreas, órgãos urinários e digestivos. Os medicamentos que bloqueiam os efeitos da acetilcolina podem interromper o funcionamento normal desses órgãos.

Muitos medicamentos habitualmente usados têm efeitos anticolinérgicos. A maioria desses medicamentos não foi concebida para apresentar esses efeitos indesejáveis. Efeitos anticolinérgicos incluem os seguintes:

Confusão Visão embaçada Constipação intestinal Boca seca Sensação de desmaio iminente e perda do equilíbrio Dificuldade em urinar

No entanto, os medicamentos anticolinérgicos também podem ter efeitos úteis, como ajudar a controlar tremores, náusea ou bexiga hiperativa. Os idosos são mais propensos a sofrer efeitos anticolinérgicos, visto que, com a idade, a quantidade de acetilcolina no corpo diminui.

Consequentemente, os medicamentos anticolinérgicos bloqueiam uma porcentagem alta de acetilcolina, já que o corpo ao envelhecer é menos capaz de usar a pouca acetilcolina presente. Além disso, as células em muitas partes do corpo (como o trato digestivo) têm menos lugares onde a acetilcolina pode atacar.

Como resultado, os médicos normalmente tentam evitar usar medicamentos com efeitos anticolinérgicos em idosos, se possível.