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Assim Como O Sus, O Suas Possui Sua DefiniO De TerritóRio, Que Está Baseado:?

Assim Como O Sus, O Suas Possui Sua DefiniO De TerritóRio, Que Está Baseado:

O que é território para o SUAS?

Assim, o território é a base da organização do SUAS, mas é necessário elucidar que o território representa muito mais que o espaço geográfico. Dessa forma,o município pode ser considerado um território, mas com múltiplos espaços intraurbanos que expressam diferentes demandas e configurações sociais.

Qual a definição do SUAS?

Você sabe o que significa de fato o Sistema Único de Assistência Social (SUAS)? É um sistema público que organiza os serviços de Assistência Social no Brasil, nos níveis Municipal, Estadual e Federal.

Qual o conceito e base do SUAS?

O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estabelece uma organização das ações da po- lítica de Assistência Social de acordo com a complexidade dos serviços. Numa ponta, a aten- ção social básica e, na outra, a atenção social especial, de alta e média complexidade.

Qual é o objetivo da gestão do SUAS?

As ações da política de assistência social são organizadas na forma de um sistema, Sistema Único de Assistência Social – SUAS, que é descentralizado e participativo com comando único. O SUAS tem sua gestão compartilhada sendo que União, estados e municípios possuem responsabilidades específicas no financiamento, planejamento e no controle social.

No processo de gestão do Suas, o estado conta com a instância de pactuação, Comissão Intergestores Bipartite – CIB, que é um espaço de negociação entre os gestores estaduais e municipais e a instância de deliberação, Conselho Estadual de Assistência Social- CEAS, responsável pelo controle social do SUAS em âmbito estadual.

A Diretoria de Gestão Descentralizada e Regulação do SUAS (DGSUAS) desenvolve ações de apoio, capacitação e assessoramento técnicos aos órgãos gestores, conselhos municipais e entidades e organizações da Assistência Social sobre a regulação, organização, planejamento e operacionalização da gestão descentralizada do SUAS.

Quais os princípios que regem o SUAS?

Tempo de leitura: 11 minutos A assistência social enquanto política pública é relativamente nova, pois sua prática foi marcada durante muito tempo por ações de filantropia e benemerência. Além de estar apocaiada na matriz do clientelismo com caráter meramente assistencialista, onde a ideia do direito e da proteção social ainda não baseavam a sua construção e o problema da pobreza era tido como fruto da incapacidade dos sujeitos de prover a sua própria subsistência, desconectadas das desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista.

Embora sua implementação seja um processo contínuo, pode-se dizer que a sua consolidação se deu por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O SUAS materializou um novo modelo de gestão para a efetivação da promoção da proteção social, vigilância socioassistencial e defesa de direitos em todo o território brasileiro.

Entenda: A diferença entre Assistência social x Assistencialismo O SUAS é um aparelho público que define e organiza de forma descentralizada e participativa os elementos precisos para a execução dos serviços, programas, projetos e benefício socioassistencias com qualidade, baseando-se nos princípios de universalidade, gratuidade, integralidade, intersetorialidade e equidade. Assim Como O Sus, O Suas Possui Sua DefiniO De TerritóRio, Que Está Baseado:

Qual é a estrutura do SUAS?

– Assim como a saúde, a assistência social é um direito do cidadão e dever do Estado e suas ações fazem parte da Política de Seguridade Social não-contributiva (contribuições especiais), pois, no Brasil, embora haja uma estrutura formal de proteção social estabelecida pela Constituição (como Seguridade Social ) potencialmente capaz de combater a pobreza e diminuir as desigualdades, o raio de ação de tal estrutura ainda é restrito e insuficiente para enfrentar as imensas carências que assolam a população.

Coordenada inicialmente pelo Ministério do Bem-Estar Social e substituído pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) – por sua vez originário de três estruturas governamentais extintas: Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Nutricional (Mesa), Ministério da Assistência Social (MAS) e Secretaria Executiva do Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Família em 2004 para prover os mínimos sociais, realizando através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade e garantir o atendimento às necessidades básicas característicos da assistência social,

O MDS tem por objetivos a execução da LOAS, ou seja:

  • a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;
  • o amparo às crianças e adolescentes carentes;
  • a promoção da integração ao mercado de trabalho;
  • a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;
  • a garantia de 1 (um) salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. ( Benefício de prestação continuada )

A assistência social realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, visando o enfrentamento da pobreza, a garantia dos mínimos sociais, o provimento de condições para atender contingências sociais e a universalização dos direitos sociais. A participação popular no cumprimento de tais proposições jurídicas ficou assegurada com a criação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão do governo brasileiro, vinculado, na época de sua criação, ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, observando-se os princípios e diretrizes estabelecidos por proposições específicas das políticas de assistência social estaduais e municipais.

Quais são as funções do SUAS?

Sistema Único de Assistência Social – SUAS A Assistência Social é um direito do cidadão e dever do Estado, instituído pela Constituição Federal de 1988. A partir de 1993, com a publicação da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, é definida como Política de Seguridade Social, compondo o tripé da Seguridade Social, juntamente com a Saúde e Previdência Social, com caráter de Política Social articulada a outras políticas do campo social.

  1. A Assistência Social, diferentemente da previdência social, não é contributiva, ou seja, deve atender a todos os cidadãos que dela necessitarem.
  2. Realiza-se a partir de ações integradas entre a iniciativa pública, privada e da sociedade civil, tendo por objetivo garantir a proteção social à família, à infância, à adolescência, à velhice; amparo a crianças e adolescentes carentes; à promoção da integração ao mercado de trabalho e à reabilitação e promoção de integração à comunidade para as pessoas com deficiência e o pagamento de benefícios aos idosos e às pessoas com deficiência.

Em 2005, é instituído o Sistema Único de Assistência Social – SUAS, descentralizado e participativo, que tem por função a gestão do conteúdo específico da Assistência Social no campo da proteção social brasileira. Consolida o modo de gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os três entes federativos que, de modo articulado e complementar, operam a proteção social não contributiva de seguridade social no campo da assistência social.

Em 6 de julho de 2011, a Lei 12.435 é sancionada, garantindo a continuidade do SUAS. O Sistema organiza as ações da assistência social em dois tipos de proteção social. A primeira é a Proteção Social Básica, destinada à prevenção de riscos sociais e pessoais, por meio da oferta de programas, projetos, serviços e benefícios a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social.

A segunda é a Proteção Social Especial, destinada a famílias e indivíduos que já se encontram em situação de risco e que tiveram seus direitos violados por ocorrência de abandono, maus-tratos, abuso sexual, uso de drogas, entre outros aspectos. O SUAS engloba também a oferta de Benefícios Assistenciais, prestados a públicos específicos de forma articulada aos serviços, contribuindo para a superação de situações de vulnerabilidade.

  • Também gerencia a vinculação de entidades e organizações de assistência social ao Sistema, mantendo atualizado o Cadastro Nacional de Entidades e Organizações de Assistência Social e concedendo certificação a entidades beneficentes, quando é o caso.
  • A gestão das ações e a aplicação de recursos do SUAS são negociadas e pactuadas nas Comissões Intergestores Bipartite (CIBs) e na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Esses procedimentos são acompanhados e aprovados pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e seus pares locais (Conselhos Estaduais e Municipais), que desempenham o controle social. Papel do Estado Cabe ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDS, um papel estratégico na coordenação da política de desenvolvimento social do Estado: estabelecer rumos, diretrizes e fornecer mecanismos de apoio às instâncias municipais, ao terceiro setor e à iniciativa privada.

Quais são as normativas do SUAS?

Lei do SUAS: a Regulação e a Gestão de Atos Normativos do SUAS – O governo federal também deu andamento ao processo de institucionalização da regulação do SUAS, com base nas recomendações do CNAS e da CIT e, dentre outras providências, implantou o sistema de Gestão de Atos Normativos do Suas,

  1. O sistema possibilitou a consolidação nacional de todos os atos normativos relacionados à Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e ao SUAS, publicados a partir do ano de 2001, sendo atualizados, diariamente, conforme as publicações no diário oficial da união.
  2. Os atos normativos no âmbito do SUAS consistem em: leis, decretos, medidas provisórias, portarias do Ministério da Cidadania (MC), portarias da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), portarias interministeriais e conjuntas, resoluções da CIT e CNAS, instruções normativas e operacionais, notas técnicas, entre outros.

A gestão dos atos normativos do Suas está sob a responsabilidade da Coordenação-Geral de Regulação do Suas e da Coordenação-Geral de Rede e Sistemas de Informação do Suas, ambas do Departamento de Gestão do Suas da SNAS. Leia também: Atualização da Legislação Municipal da Assistência Social

Quais são os objetivos da Política Nacional de Assistência Social?

A Política Nacional de Assistência Social, com funções de inserção, prevenção, promoção e proteção, integra, com suas proposições, o conjunto das políticas sociais que visam, num esforço conjunto, de âmbito nacional, ao combate da pobreza, da miséria e da exclusão social.

Quais programas fazem parte do SUAS?

Albergue; República; Abrigo; Família Substituta; Trabalho Protegido; Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade.

O que melhor define a gestão social?

Gestão Social Luiza Alonso Gestão Social está preocupada com as relações entre tecnologia, ciência e sociedade. Tem como foco o estudo da dinâmica entre a criação do conhecimento, área impactada pelo desenvolvimento das tecnologias da informação, a ética e o significado social e político da forma e do uso como novos conhecimentos estão sendo produzidos em tempos de globalização.

  1. A perspectiva da Gestão Social se estrutura a partir de dois focos: o social em complementariedade ao econômico e no foco do espaço público, como lócus de interface entre a sociedade civil e o Estado.
  2. A partir desses dois focos o campo desenvolve uma diversidade de estudos com ênfase nos processos de controle social, regulação, TI e sociedade, organização do trabalho e precarização.

Os trabalhos de pesquisa em Gestão Social têm como objetivo superar a distinção entre pesquisa básica e pesquisa aplicada, ao se concentrarem no desenvolvimento de propostas que contemplem a sustentabilidade social e ambiental e o interesse na transformação social.

É uma área que visa apresentar alternativas para a crescente hegemonia dos interesses do mercado e do capital. O interesse é em superar os princípios da ordem econômica considerando lógicas sociais e ambientais. Os campos de atuação da Gestão Social envolvem os processos de gestão considerando o interesse da sociedade enquanto um todo e sua interelação com o econômico.

Os estudos incluem a perspectiva do cidadão – dos trabalhadores, dos consumidores, dos jovens empreendedores. Seu processo epistemológico contempla as noções do sujeito que aprende constantemente sobre si e a sociedade em que vive na convivência com o outro, o que implica na adoção de abordagens multi e interdisciplinares.

Alguns dos estudos em andamento referem-se às condições de trabalho de gestores e profissionais da área de tecnologia da informação em tempos de alta competitividade mundial para empresas produtoras e usuárias de TI. Questões como o gerencialismo e seus impactos nas áreas da Saúde e dos Direitos Civis têm sido objetos de pesquisa.

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A área de Gestão Social está em formação. Ela recebe contribuições tanto da Sociologia e da Política quanto das Ciências da Computação e da Informação. Em principio, um de seus principais lócus de atuação são os órgãos da administração pública e diferentes práticas de solidariedade econômicas, sociais e éticas.

  1. Outros temas referem-se a Participação social e ao Controle social.” *Mini- Currículo: Doutora na área de Administração e Planejamento de Políticas Públicas pela Harvard University.
  2. Professora, pesquisadora e diretora do Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação da Universidade Católica de Brasília, com pesquisas em andamento sobre Gestão Social do Conhecimento, Relações de Trabalho e Engenharia do Conhecimento e a produção de novos conteúdos.

Membro do Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires – CIRET -, membro fundadora do Centro de Educação Transdisciplinar – CETRANS – e da SBIE- Sociedade Brasileira de Educação e Informática. : Gestão Social

Quais são os instrumentos de gestão do SUS?

Os instrumentos de planejamento e gestão no âmbito do SUS são: o Plano de Saúde, Programações Anuais de Saúde, Relatórios Quadrimestrais e Relatório Anual de Gestão.

É um dos princípios organizativos do SUAS?

Entre os princípios organizativos do Sistema Único de Assistência Social (Suas) encontra-se a integralidade da proteção social.

Quais são as principais características dos princípios?

Os princípios, hodiernamente, apresentam as seguintes características: caráter de norma jurídica (normatividade), imperatividade, eficácia, precedência (superioridade) material (ROTHENBURG, 2003, p.17) e abstração. Os princípios são espécie da qual as normas são gênero.

Quais são os princípios éticos que orientam a intervenção dos profissionais da área de assistência social?

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  • CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS
  • APROVADO EM 15 DE MARÇO DE 1993COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDASPELAS RESOLUÇÕES CFESS N.º 290/94 E 293/94
  • Resolução que institui
  • © Introdução
  • © Princípios Fundamentais
  • © Título I – Disposições Gerais
  • © Título II – Dos Direitos e Das Responsabilidades Gerais do Assistente Social
  • © Título III – Das Relações Profissionais
  • © Capítulo I – Das Relações com os Usuários
  • © Capítulo II – Das Relações com as Instituições Empregadoras e Outras
  • © Capítulo III – Das Relações com Assistentes Sociais e Outros Profissionais
  • © Capítulo IV – Das Relações com Entidades da Categoria e Demais Organizações da Sociedade Civil
  • © Capítulo V – Do Sigilo Profissional
  • © Capítulo VI – Da Observância, Penalidades, Aplicação e Cumprimento

© Título IV – Da Observância, Penalidades, Aplicação e Cumprimento RESOLUÇÃO CFESS N.º 273/93 DE 13 MARÇO 93 Institui o Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais e dá outras providências. A Presidente do Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e de acordo com a deliberação do Conselho Pleno, em reunião ordinária, realizada em Brasília, em 13 de março de 1993, Considerando a avaliação da categoria e das entidades do Serviço Social de que o Código homologado em 1986 apresenta insuficiências; Considerando as exigências de normatização específicas de um Código de Ética Profissional e sua real operacionalização; Considerando o compromisso da gestão 90/93 do CFESS quanto à necessidade de revisão do Código de Ética; Considerando a posição amplamento assumida pela categoria de que as conquistas políticas expressas no Código de 1986 devem ser preservadas; Considerando os avanços nos últimos anos ocorridos nos debates e produções sobre a questão ética, bem como o acúmulo de reflexões existentes sobre a matéria; Considerando a necessidade de criação de novos valores éticos, fundamentados na definição mais abrangente, de compromisso com os usuários, com base na liberdade, democracia, cidadania, justiça e igualdade social; Considerando que o XXI Encontro Nacional CFESS/CRESS referendou a proposta de reformulação apresentada pelo Conselho Federal de Serviço Social; RESOLVE: Art.1º – Instituir o Código de Ética Profissional do assistente social em anexo.

Art.2º – O Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, deverá incluir nas Carteiras de Identidade Profissional o inteiro teor do Código de Ética. Art.3º – Determinar que o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Serviço Social procedam imediata e ampla divulgação do Código de Ética. Art.4º – A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, revogadas as disposições em contrário, em especial, a Resolução CFESS nº 195/86, de 09.05.86.

Brasília, 13 de março de 1993. MARLISE VINAGRE SILVAA.S. CRESS Nº 3578 7ª Região/RJPresidente do CFESS INTRODUÇÃO A história recente da sociedade brasileira, polarizada pela luta dos setores democráticos contra a ditadura e, em seguida, pela consolidação das liberdades políticas, propiciou uma rica experiência para todos os sujeitos sociais.

Valores e práticas até então secundarizados (a defesa dos direitos civis, o reconhecimento positivo das peculiaridades individuais e sociais, o respeito à diversidade, etc.) adquiriram novos estatutos, adensando o elenco de reivindicações da cidadania. Particularmente para as categorias profissionais, esta experiência ressituou as questões do seu compromisso ético-político e da avaliação da qualidade dos seus serviços.

Nestas décadas, o Serviço Social experimentou no Brasil um profundo processo de renovação. Na intercorrência de mudanças ocorridas na sociedade brasileira com o próprio acúmulo profissional, o Serviço Social se desenvolveu teórica e praticamente, laicizou-se, diferenciou-se e, na entrada dos anos noventa, apresenta-se como profissão reconhecida academicamente e legitimada socialmente.

A dinâmica deste processo – que conduziu à consolidação profissional do Serviço Social – materializou-se em conquistas teóricas e ganhos práticos que se revelaram diversamente no universo profissional. No plano da reflexão e da normatização ética, o Código de Ética Profissional de 1986 foi uma expressão daquelas conquistas e ganhos, através de dois procedimentos: negação da base filosófica tradicional, nitidamente conservadora, que norteava a “ética da neutralidade”, e afirmação de um novo perfil do técnico, não mais um agente subalterno e apenas executivo, mas um profissional competente teórica, técnica e politicamente.

De fato, construía-se um projeto profissional que, vinculado a um projeto social radicalmente democrático, redimensionava a inserção do Serviço Social na vida brasileira, compromissando-o com os interesses históricos da massa da população trabalhadora.

O amadurecimento deste projeto profissional, mais as alterações ocorrentes na sociedade brasileira (com destaque para a ordenação jurídica consagrada na Constituição de 1988), passou a exigir uma melhor explicitação do sentido imanente do Código de 1986. Tratava-se de objetivar com mais rigor as implicações dos princípios conquistados e plasmados naquele documento, tanto para fundar mais adequadamente os seus parâmetros éticos quanto para permitir uma melhor instrumentalização deles na prática cotidiana do exercício profissional.

A necessidade da revisão do Código de 1986 vinha sendo sentida nos organismos profissionais desde fins dos anos oitenta. Foi agendada na plataforma programática da gestão 1990/1993 do CFESS. Entrou na ordem do dia com o I Seminário Nacional de Ética (agosto de 1991) perpassou o VII CBAS (maio de 1992) e culminou no II Seminário Nacional de Ética (novembro de 1992), envolvendo, além do conjunto CFESS/CRESS, a ABESS, a ANAS e a SESSUNE.

  • O grau de ativa participação de assistentes sociais de todo o País assegura que este novo Código, produzido no marco do mais abrangente debate da categoria, expressa as aspirações coletivas dos profissionais brasileiros.
  • A revisão do texto de 1986 processou-se em dois níveis.
  • Reafirmando os seus valores fundantes – a liberdade e a justiça social -, articulou-os a partir da exigência democrática: a democracia é tomada como valor ético-político central, na medida em que é o único padrão de organização político-social capaz de assegurar a explicitação dos valores essenciais da liberdade e da eqüidade.

É ela, ademais, que favorece a ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa impõe ao desenvolvimento pleno da cidadania, dos direitos e garantias individuais e sociais e das tendências à autonomia e à autogestão social. Em segundo lugar, cuidou-se de precisar a normatização do exercício profissional de modo a permitir que aqueles valores sejam retraduzidos no relacionamento entre assistentes sociais, instituições/organizações e população, preservando-se os direitos e deveres profissionais, a qualidade dos serviços e a responsabilidade diante do usuário.

A revisão a que se procedeu, compatível com o espírito do texto de 1986, partiu da compreensão de que a ética deve ter como suporte uma ontologia do ser social: os valores são determinações da prática social, resultantes da atividade criadora tipificada no processo de trabalho. É mediante o processo de trabalho que o ser social se constitui, se instaura como distinto do ser natural, dispondo de capacidade teleológica, projetiva, consciente; é por esta socialização que ele se põe como ser capaz de liberdade.

Esta concepção já contém, em si mesma, uma projeção de sociedade – aquela em que se propicie aos trabalhadores um pleno desenvolvimento para a invenção e vivência de novos valores, o que, evidentemente, supõe a erradicação de todos os processos de exploração, opressão e alienação.

  1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
  2. -Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes;
  3. – autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais
  4. ; – Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo;
  5. – Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras;
  6. – Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida;
  7. – Posicionamento em favor da eqüidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática;
  8. – Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças; – Garantia do pluralismo, através do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;
  9. – Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação
  10. -exploração de classe, etnia e gênero;
  11. – Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores;
  12. – Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional;
  13. – Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e condição física.
  14. TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS
  15. Art.1º – Compete ao Conselho Federal de Serviço Social:
  16. a) zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, fiscalizando as ações dos Conselhos Regionais e a prática exercida pelos profissionais, instituições e organizações na área do Serviço Social;
  17. b) introduzir alteração neste Código, através de uma ampla participação da categoria, num processo desenvolvido em ação conjunta com os Conselhos Regionais;

c) como Tribunal Superior de Ética Profissional, firmar jurisprudência na observância deste Código e nos casos omissos. Parágrafo único – Compete aos Conselhos Regionais, nas áreas de suas respectivas jurisdições, zelar pela observância dos princípios e diretrizes deste Código, e funcionar como órgão julgador de primeira instância.

  • TÍTULO II DOS DIREITOS E DAS RESPONSABILIDADES GERAIS DO ASSISTENTE SOCIAL
  • Art.2º – Constituem direitos do assistente social:
  • a) garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste Código;
  • b) livre exercício das atividades inerentes à Profissão;
  • c) participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na formulação e implementação de programas sociais;
  • d) inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, garantindo o sigilo profissional;
  • e) desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;
  • f) aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço dos princípios deste Código;
  • g) pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de assuntos de interesse da população;
  • h) ampla autonomia no exercício da Profissão, não sendo obrigado a prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções;
  • i) liberdade na realização de seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de participação de indivíduos ou grupos envolvidos em seus trabalhos.
  • Art.3º – São deveres do assistente social:
  • a) desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor;
  • b) utilizar seu número de registro no Conselho Regional no exercício da Profissão;
  • c) abster-se, no exercício da Profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes;
  • d) participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidades.
  • Art.4º – É vedado ao assistente social:
  • a) transgredir qualquer preceito deste Código, bem como da Lei de Regulamentação da Profissão;
  • b) praticar e ser conivente com condutas anti-éticas, crimes ou contravenções penais na prestação de serviços profissionais, com base nos princípios deste Código, mesmo que estes sejam praticados por outros profissionais;
  • c) acatar determinação institucional que fira os princípios e diretrizes deste Código;
  • d) compactuar com o exercício ilegal da Profissão, inclusive nos casos de estagiários que exerçam atribuições específicas, em substituição aos profissionais;
  • e) permitir ou exercer a supervisão de aluno de Serviço Social em Instituições Públicas ou Privadas que não tenham em seu quadro assistente social que realize acompanhamento direto ao aluno estagiário;
  • f) assumir responsabilidade por atividade para as quais não esteja capacitado pessoal e tecnicamente;
  • g) substituir profissional que tenha sido exonerado por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência;
  • h) pleitear para si ou para outrem emprego, cargo ou função que estejam sendo exercidos por colega;
  • i) adulterar resultados e fazer declarações falaciosas sobre situações ou estudos de que tome conhecimento;
  • j) assinar ou publicar em seu nome ou de outrem trabalhos de terceiros, mesmo que executados sob sua orientação.
  • TÍTULO III – DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS CAPÍTULO I – Das Relações com os Usuário s
  • Art.5º – São deveres do assistente social nas suas relações com os usuários:
  • a) contribuir para a viabilização da participação efetiva da população usuária nas decisões institucionais;
  • b) garantir a plena informação e discussão sobre as possibilidades e conseqüências das situações apresentadas, respeitando democraticamente as decisões dos usuários, mesmo que sejam contrárias aos valores e às crenças individuais dos profissionais, resguardados os princípios deste Código;
  • c) democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários;
  • d) devolver as informações colhidas nos estudos e pesquisas aos usuários, no sentido de que estes possam usá-los para o fortalecimento dos seus interesses;
  • e) informar à população usuária sobre a utilização de materiais de registro audio-visual e pesquisas a elas referentes e a forma de sistematização dos dados obtidos;
  • f) fornecer à população usuária, quando solicitado, informações concernentes ao trabalho desenvolvido pelo Serviço Social e as suas conclusões, resguardado o sigilo profissional;
  • g) contribuir para a criação de mecanismos que venham desburocratizar a relação com os usuários, no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados;
  • h) esclarecer aos usuários, ao iniciar o trabalho, sobre os objetivos e a amplitude de sua atuação profissional.
  • Art.6º – É vedado ao assistente social:
  • a) exercer sua autoridade de maneira a limitar ou cercear o direito do usuário de participar e decidir livremente sobre seus interesses;
  • b) aproveitar-se de situações decorrentes da relação assistente social – usuário, para obter vantagens pessoais ou para terceiros;
  • c) bloquear o acesso dos usuários aos serviços oferecidos pelas instituições, através de atitudes que venham coagir e/ou desrespeitar aqueles que buscam o atendimento de seus direitos.
  • CAPÍTULO II – Das Relações com as Instituições Empregadoras e outras
  • Art.7º- Constituem direitos do assistente social:
  • a) dispor de condições de trabalho condignas, seja em entidade pública ou privada, de forma a garantir a qualidade do exercício profissional;
  • b) ter livre acesso à população usuária;
  • c) ter acesso a informações institucionais que se relacionem aos programas e políticas sociais e sejam necessárias ao pleno exercício das atribuições profissionais;
  • d) integrar comissões interdisciplinares de ética nos locais de trabalho do profissional, tanto no que se refere à avaliação da conduta profissional, como em relação às decisões quanto às políticas institucionais.
  • Art.8º – São deveres do assistente social:
  • a) programar, administrar, executar e repassar os serviços sociais assegurados institucionalmente;
  • b) denunciar falhas nos regulamentos, normas e programas da instituição em que trabalha, quando os mesmos estiverem ferindo os princípios e diretrizes deste Código, mobilizando, inclusive, o Conselho Regional, caso se faça necessário;
  • c) contribuir para a alteração da correlação de forças institucionais, apoiando as legítimas demandas de interesse da população usuária;
  • d) empenhar-se na viabilização dos direitos sociais dos usuários, através dos programas e políticas sociais;
  • e) empregar com transparência as verbas sob a sua responsabilidade, de acordo com os interesses e necessidades coletivas dos usuários.
  • Art.9º- É vedado ao assistente social:
  • a) emprestar seu nome e registro profissional a firmas, organizações ou empresas para simulação do exercício efetivo do Serviço Social;
  • b) usar ou permitir o tráfico de influência para obtenção de emprego, desrespeitando concurso ou processos seletivos;
  • c) utilizar recursos institucionais (pessoal e/ou financeiro) para fins partidários, eleitorais e clientelistas.
  • CAPÍTULO III- Das Relações com Assistentes Sociais e outros Profissionais
  • Art.10 – São deveres do assistente social:
  • a) ser solidário com outros profissionais, sem, todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos contidos neste Código;
  • b) repassar ao seu substituto as informações necessárias à continuidade do trabalho;
  • c) mobilizar sua autoridade funcional, ao ocupar uma chefia, para a liberação de carga horária de subordinado, para fim de estudos e pesquisas que visem o aprimoramento profissional, bem como de representação ou delegação de entidade de organização da categoria e outras, dando igual oportunidade a todos;
  • d) incentivar, sempre que possível, a prática profissional interdisciplinar;
  • e) respeitar as normas e princípios éticos das outras profissões;
  • f) ao realizar crítica pública a colega e outros profissionais, fazê-lo sempre de maneira objetiva, construtiva e comprovável, assumindo sua inteira responsabilidade.
  • Art.11 – É vedado ao assistente social:
  • a) intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados por outro profissional, salvo a pedido desse profissional; em caso de urgência, seguido da imediata comunicação ao profissional; ou quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada;
  • b) prevalecer-se de cargo de chefia para atos discriminatórios e de abuso de autoridade;
  • c) ser conivente com falhas éticas de acordo com os princípios deste Código e com erros técnicos praticados por assistente social e qualquer outro profissional;
  • d) prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro profissional.
  • CAPÍTULO IV Das Relações com Entidades da Categoria e demais Organizações da Sociedade Civil
  • Art.12 – Constituem direitos do assistente social:
  • a) participar em sociedades científicas e em entidades representativas e de organização da categoria que tenham por finalidade, respectivamente, a produção de conhecimento, a defesa e a fiscalização do exercício profissional;
  • b) apoiar e/ou participar dos movimentos sociais e organizações populares vinculados à luta pela consolidação e ampliação da democracia e dos direitos de cidadania.
  • Art.13 – São deveres do assistente social:
  • a) denunciar ao Conselho Regional as instituições públicas ou privadas, onde as condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar os usuários ou profissionais.
  • b) denunciar, no exercício da Profissão, às entidades de organização da categoria, às autoridades e aos órgãos competentes, casos de violação da Lei e dos Direitos Humanos, quanto a: corrupção, maus tratos, torturas, ausência de condições mínimas de sobrevivência, discriminação, preconceito, abuso de autoridade individual e institucional, qualquer forma de agressão ou falta de respeito à integridade física, social e mental do cidadão;
  • c) respeitar a autonomia dos movimentos populares e das organizações das classes trabalhadoras.
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Art.14 – É vedado ao assistente social valer-se de posição ocupada na direção de entidade da categoria para obter vantagens pessoais, diretamente ou através de terceiros. CAPÍTULO V – Do Sigilo Profissional Art.15 – Constitui direito do assistente social manter o sigilo profissional.

  1. Art.16 – O sigilo protegerá o usuário em tudo aquilo de que o assistente social tome conhecimento, como decorrência do exercício da atividade profissional.
  2. Parágrafo único – Em trabalho multidisciplinar só poderão ser prestadas informações dentro dos limites do estritamente necessário.
  3. Art.17 – É vedado ao assistente social revelar sigilo profissional.

Art.18 – A quebra do sigilo só é admissível quando se tratarem de situações cuja gravidade possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e da coletividade. Parágrafo único – A revelação será feita dentro do estritamente necessário, quer em relação ao assunto revelado, quer ao grau e número de pessoas que dele devam tomar conhecimento.

  1. CAPÍTULO VI -Das Relações do Assistente Social com a Justiça
  2. Art.19 – São deveres do assistente social:
  3. a) apresentar à justiça, quando convocado na qualidade de perito ou testemunha, as conclusões do seu laudo ou depoimento, sem extrapolar o âmbito da competência profissional e violar os princípios éticos contidos neste Código.
  4. b) comparecer perante a autoridade competente, quando intimado a prestar depoimento, para declarar que está obrigado a guardar sigilo profissional nos termos deste Código e da Legislação em vigor.
  5. Art.20 – É vedado ao assistente social:
  6. a) depor como testemunha sobre situação sigilosa do usuário de que tenha conhecimento no exercício profissional, mesmo quando autorizado;
  7. b) aceitar nomeação como perito e/ou atuar em perícia quando a situação não se caracterizar como área de sua competência ou de sua atribuição profissional, ou quando infringir os dispositivos legais relacionados a impedimentos ou suspeição.
  8. TÍTULO IV- Da Observância, Penalidades, Aplicação e Cumprimento Deste Código
  9. Art.21- São deveres do assistente social:
  10. a) cumprir e fazer cumprir este Código;
  11. b) denunciar ao Conselho Regional de Serviço Social, através de comunicação fundamentada, qualquer forma de exercício irregular da Profissão, infrações a princípios e diretrizes deste Código e da legislação profissional;
  12. c) informar, esclarecer e orientar os estudantes, na docência ou supervisão, quanto aos princípios e normas contidas neste Código.
  13. Art.22 – Constituem infrações disciplinares:
  14. a) exercer a Profissão quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;
  15. b) não cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, em matéria destes, depois de regularmente notificado;
  16. c) deixar de pagar, regularmente, as anuidades e contribuições devidas ao Conselho Regional de Serviço Social a que esteja obrigado;
  17. d) participar de instituição que, tendo por objeto o Serviço Social, não esteja inscrita no Conselho Regional;
  18. e) fazer ou apresentar declaração, documento falso ou adulterado, perante o Conselho Regional ou Federal. Das Penalidades

Art.23 – As infrações a este Código acarretarão penalidades, desde a multa à cassação do exercício profissional, na forma dos dispositivos legais e/ ou regimentais. Art.24 – As penalidades aplicáveis são as seguintes:

  • a) multa;
  • b) advertência reservada;
  • c) advertência pública;
  • d) suspensão do exercício profissional;
  • e) cassação do registro profissional.
  • Parágrafo único – Serão eliminados dos quadros dos CRESS, aqueles que fizerem falsa prova dos requisitos exigidos nos Conselhos.
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Art.25 – A pena de suspensão acarreta ao assistente social a interdição do exercício profissional em todo o território nacional, pelo prazo de 30 (trinta) dias a 2 (dois) anos. Parágrafo único – A suspensão por falta de pagamento de anuidades e taxas só cessará com a satisfação do débito, podendo ser cassada a inscrição profissional após decorridos três anos da suspensão.

Art.26 – Serão considerados na aplicação das penas os antecedentes profissionais do infrator e as circunstâncias em que ocorreu a infração. Art.27 – Salvo nos casos de gravidade manifesta, que exigem aplicação de penalidades mais rigorosas, a imposição das penas obedecerá à gradação estabelecida pelo artigo 24.

Art.28 – Para efeito da fixação da pena serão considerados especialmente graves as violações que digam respeito às seguintes disposições: Art.3º – alínea c Art.4º – alínea a, b, c, g, i, j Art.5º – alínea b, f Art.6º – alínea a, b, c Art.8º – alínea b, e Art.9º – alínea a, b, c Art.11 – alínea b, c, d Art.13 – alínea b Art.14 Art.16 Art.17 Parágrafo único do art.18 Art.19 – alínea b Art.20 – alínea a, b Parágrafo único – As demais violações não previstas no “caput”, uma vez consideradas graves, autorizarão aplicação de penalidades mais severas, em conformidade com o art.26.

Art.29 – A advertência reservada, ressalvada a hipótese prevista no art.32 será confidencial, sendo que a advertência pública, suspensão e a cassação do exercício profissional serão efetivadas através de publicação em Diário Oficial e em outro órgão da imprensa, e afixado na sede do Conselho Regional onde estiver inserido o denunciado e na Delegacia Seccional do CRESS da jurisdição de seu domicílio.

Art.30 – Cumpre ao Conselho Regional a execução das decisões proferidas nos processos disciplinares. Art.31 – Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso com efeito suspensivo ao CFESS. Art.32 – A punibilidade do assistente social, por falta sujeita a processo ético e disciplinar, prescreve em 05 (cinco) anos, contados da data da verificação do fato respectivo.

Art.33 – Na execução da pena de advertência reservada, não sendo encontrado o penalizado ou se este, após duas convocações, não comparecer no prazo fixado para receber a penalidade, será ela tornada pública. Parágrafo Primeiro – A pena de multa, ainda que o penalizado compareça para tomar conhecimento da decisão, será publicada nos termos do Art.29 deste Código, se não for devidamente quitada no prazo de 30 (trinta) dias, sem prejuízo da cobrança judicial.

Parágrafo Segundo – Em caso de cassação do exercício profissional, além dos editais e das comunicações feitas às autoridades competentes interessadas no assunto, proceder-se-á a apreensão da Carteira e Cédula de Identidade Profissional do infrator, Art.34 – A pena de multa variará entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo do seu décuplo.

Art.35 – As dúvidas na observância deste Código e os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Regionais de Serviço Social “ad referendum” do Conselho Federal de Serviço Social, a quem cabe firmar jurisprudência. Art.36 – O presente Código entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, revogando-se as disposições em contrário.

Brasília, 13 de março de 1993. MARLISE VINAGRE SILVA Presidente do CFESS Publicado no Diário Oficial da União N 60, de 30.03.93, Seção I, páginas 4004 a 4007 e alterado pela Resolução CFESS n.º 290, publicada no Diário Oficial da União de 11.02.94. Página Inicial : Untitled Document

Como se organiza o Sistema Único de Assistência Social SUAS e quais os seus níveis de complexidade?

O SUAS se organiza por níveis de Proteção e por complexidade, atuando por meio da Proteção Social Básica-PSB com a garantia do acesso às condições básicas de proteção social, prevenindo, assim, situações socialmente mais graves; bem como na Proteção Social Especial, que atua na situação em que já se registra algum

Quem compõem o SUAS?

Equipe de referência para a Gestão do SUAS – Vale ressaltar, a importância de garantir um quadro de referência de profissionais designados para o exercício das funções essenciais de gestão. A Resolução CNAS 17/2011, reconhece as categorias profissionais de nível superior para atender às funções essenciais de gestão do SUAS: Assistente Social, Psicólogo, Advogado, Administrador, Antropólogo, Contador, Economista, Economista Doméstico, Pedagogo, Sociólogo e Terapeuta ocupacional. Assim Como O Sus, O Suas Possui Sua DefiniO De TerritóRio, Que Está Baseado:

Quais são as três políticas sociais?

No Brasil, a seguridade social foi instituída pela constituição Federal de 1988 e composta na interface entre três políticas: Saúde, Previdência e Assistência Social.

O que é o território na Assistência Social?

Conforme a Política Nacional da Assistência Social /2004 a definição de território abrange o entorno dos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, considerando-se também a realidade socioeconômica e cultural das famílias: arranjos, valores, crenças e demandas; os recursos e as vulnerabilidades existentes no

O que é um território social?

Prefeitura expande programa Territórios Sociais para toda a cidade do Rio – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Ação do programa Territórios Sociais – Divulgação / Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio, por meio do Instituto Pereira Passos, assinou, nesta quinta-feira (17/3), com o ONU-Habitat – Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos -, o termo de cooperação que expande, para toda a cidade, o programa Territórios Sociais, que atende às famílias mais vulneráveis do Rio nas áreas com menores indicadores sociais.

O programa tem como ações prioritárias identificar as famílias em risco social e levar a elas diversos serviços públicos básicos como matrículas em escolas; atendimentos de saúde; encaminhamento a benefícios sociais; diagnóstico habitacional e acesso ao mercado de trabalho e à cultura. A expansão começou na segunda-feira (14/3) pelo Morro da Providência.

A partir de agora, o protocolo de atendimento do programa será aplicado em 631 favelas, 82 conjuntos habitacionais e 159 loteamentos irregulares, com prioridade para as zonas Norte e Oeste, somando 486.060 domicílios e mais de um milhão e meio de pessoas atendidas.

  • Com a ampliação, o Territórios Sociais atenderá, até o final de 2023, 652.186 domicílios, o que equivale a 33% da população do Rio.
  • Ver esse projeto acontecer na prática é uma imensa satisfação.
  • O Territórios Sociais cumpre a função de integrar e articular as políticas municipais para resolver os problemas que estão espalhados por toda a cidade.

Temos programas que se integram ao Territórios Sociais, como o Casa Carioca, para recuperação individual de moradias. Acredito muito nesse programa, que é estratégico para a cidade, reduzindo a vulnerabilidade das famílias em diversas áreas do Rio – disse o secretário de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo, representando o prefeito Eduardo Paes, ao lado do diretor regional da ONU Habitat para América Latina e Caribe, Elkin Velasquez, e do secretário municipal de Planejamento Urbano e presidente do Instituto Pereira Passos, Washington Fajardo.

A partir de um protocolo de atendimento integrado e intersetorial, o Territórios Sociais atuava, até agora, em dez complexos de favelas: Rocinha, Alemão, Maré, Lins, Jacarezinho, Penha, Chapadão, Pedreira, Cidade de Deus e Vila Kennedy. – É um prazer para nós estar nessa parceira, neste projeto que é tão importante para a população da cidade do Rio.

Entre os maiores objetivos da ONU está o de não deixar ninguém para trás. O Rio, com o programa Territórios Sociais, mostra para o mundo um exemplo de como levar os serviços públicos a quem mais precisa. Essa parceria ajuda, também, a inspirar outras cidades do mundo.

Estamos muito felizes em continuar com essa parceria em um programa que demonstra uma forma concreta e efetiva de facilitar a integração na ação pública – afirmou Elkin Velasquez. A gestão do programa é feita por um Comitê Gestor coordenado pelo Instituto Pereira Passos, com representantes das secretarias de Saúde, Educação, Assistência Social, Habitação, Ação Comunitária, Cultura, Trabalho e Renda, Planejamento Urbano, Juventude e Políticas e Promoção da Mulher.

– Hoje demos um passo importante na expansão do programa Territórios Sociais, que tem aspectos fundamentais para que possamos alterar o quadro da desigualdade social da nossa cidade. Queremos que ele chegue, cada vez mais, em outros lugares e a mais pessoas.

Queremos que o mapa do Rio fique cada vez mais humano, que possamos, de fato, construir humanidade a partir das políticas públicas – declarou Washington Fajardo. Funcionamento do programa O Territórios Sociais possui três fases: busca ativa, protocolo de atendimento integrado e monitoramento. Na busca ativa, são realizadas pesquisas em cada domicílio e as famílias mais vulneráveis identificadas passam a ser monitoradas pelos órgãos municipais.

Durante as entrevistas, é aplicado o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), adaptado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para identificar o risco de cada família. São monitoradas pelo programa as famílias multidimensionalmente pobres (risco 2 e 3 no IPM), as famílias em extrema pobreza (renda per capita de até R$89,00) que relataram não receber benefício de transferência de renda e as famílias que têm em sua composição pessoas com deficiência, com perfil de renda para receber o Benefício de Prestação Continuada, do Governo Federal, mas que ainda não sejam beneficiárias.

  1. Nos complexos de favelas onde o programa está hoje já foram realizadas 133.091 entrevistas.
  2. Cerca de 39.310 famílias entraram para o monitoramento do Programa Territórios Sociais, 55.673 relataram situação de insegurança alimentar e 23.205 estão em situação de extrema pobreza, sem inscrição no Cadastro Único para programas sociais.

Uma vez identificadas, essas famílias passam pelo atendimento das secretarias municipais para inclusão em serviços, benefícios e encaminhamentos pertinentes. Categoria: 17 de março de 2022 Marcações: : Prefeitura expande programa Territórios Sociais para toda a cidade do Rio – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Qual o objetivo do território?

Nessa perspectiva, território é um conceito da geografia que nos ajuda a descrever e entender as formas de viver no planeta Terra, conhecer seus habitantes e as relações que estabelecem entre si para poder viver e se reproduzir. O território é o espaço de vida do ser humano.

O que compõem o SUAS?

O Suas é um sistema constituído pelo conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios no âmbito da assistência social, prestados diretamente por órgão e instituições públicas federais, estaduais e municipais da administração direta ou indireta, ou ainda indiretamente, por meio de convênios celebrados com organizações sem fins lucrativos.

O sistema faz parte da nova Política Nacional de Assistência Social, que visa proporcionar às famílias em vulnerabilidade social e pessoal garantias de maior acesso aos programas sociais. Fazem parte do Suas as organizações específicas de assistência social (definidas nos termos da Resolução 191 do CNAS) devidamente inscritas nos Conselhos de Assistência Social (nos âmbitos estadual, municipal, do Distrito Federal ou ainda federal).

Também integram o sistema as entidades sem fins lucrativos, ainda que não específicas de assistência social (como as de educação e saúde) e, principalmente, aquelas que possuem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Ceas). As entidades pertencentes ao Suas deverão, portanto, adotar as normas de regulação referentes à Política Nacional de Assistência Social.